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    Gastronomia Sustentável: uma aliada no combate à fome

    A mais recente pesquisa sobre insegurança alimentar no Brasil, publicada no início deste mês pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede PENSSAN), revela que 33 milhões de brasileiros passam fome no país. Por outro lado, um levantamento feito pela Organização das Nações Unidas (ONU) mostra o Brasil como um dos países com mais desperdício de comida no mundo, totalizando 27 milhões de toneladas de alimentos por ano. Mas há formas de mudar essa realidade contrastante. Uma delas está facilmente ao nosso alcance: por meio da aplicação da gastronomia sustentável.

    Gastronomia sustentável é o processo de cozinhar focando na origem dos ingredientes, como os alimentos são cultivados, os meios pelos quais chegam ao mercado e aos pratos dos consumidores. Nela, o foco é escolher alimentos saudáveis não só ao corpo, mas ao meio ambiente em toda a cadeia produtiva.

    A iniciativa é tão importante que, desde 2016, a ONU definiu no calendário o dia 18 de junho como o Dia da Gastronomia Sustentável. Para ter uma ideia do impacto em todo o planeta, cerca de um terço dos alimentos produzidos anualmente para o consumo humano se perde ou é desperdiçado. Isso equivale a cerca de 1,300 bilhões de toneladas de alimentos, de acordo com a Organização da ONU para Alimentação e Agricultura (FAO).  

    “O principal papel da Gastronomia Sustentável é promover a sustentabilidade, diminuindo os danos à natureza e auxiliando na melhor distribuição de recursos por meio da produção de alimentos locais, respeito à sazonalidade dos ingredientes, compostagem para produção de hortas orgânicas, garantindo a responsabilidade socioambiental e valorização da cultura local”, explica a gastróloga e mestre em Nutrição, Karini Freire, professora do curso de Gastronomia do UNINASSAU.

    Ainda de acordo com os dados da ONU, cerca de 60% do desperdício de alimentos no mundo provém do consumo familiar. Por isso, Karine reforça como utilizar a gastronomia sustentável em simples atitudes dentro de casa podem fazer a diferença nesse panorama e, consequentemente, da fome no país. “Ela pode ser aplicada em nossa casa por hábitos simples, mas que fazem toda diferença, como: separação do lixo orgânico e inorgânico, utilizar o alimento em sua totalidade – casca, talo, semente -, cozinhar em quantidades proporcionais para cada refeição e evitar comprar alimentos antes de terminar de utilizar os que já estão na sua geladeira, de forma a evitar o desperdício”, explica.

    Os restaurantes também podem e devem focar nas novas oportunidades de sustentabilidade, como, por exemplo, adoção dos princípios da economia circular com produtores e distribuidores locais, implementação de cardápios que minimizem produtos prejudiciais ao meio ambiente, estabelecimento de parceria com outras empresas para melhor gerenciar as relações de concorrência na cadeia de abastecimento alimentar, proibição de plásticos descartáveis e promoção de energia limpa para restaurantes locais. “Com a aplicação da Gastronomia Sustentável nos restaurantes e indústrias, além de reduzir os impactos ambientais, é possível reduzir os custos, com economia de energia, aproveitamento integral dos alimentos, sistema de reaproveitamento de água e separação do lixo para compostagem, por exemplo, garantindo, também, uma consciência ambiental”, complementa a nutricionista.

    A gastronomia sustentável se preocupa com práticas que vão além dos nutrientes do alimento. Está relacionada à mudança nos impactos causados pelo consumo alimentar, o uso consciente de produtos em risco de extinção, coleta seletiva e o reaproveitamento de alimentos. “Eliminar o desperdício em todas as etapas, desde o cultivo até o consumo, é fundamental para mais pessoas terem acesso à comida de qualidade todos os dias. Por isso, enfrentar essa problemática é fundamental para avançar na luta contra a insegurança alimentar e deve ser vista como uma prioridade”, reforça Karini.

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    Idema promove workshop de Sustentabilidade Socioambiental e Energias Renováveis

    Durante a Semana Estadual do Meio Ambiente, o Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente – Idema e a UFRN promovem o I Workshop Potiguar de Sustentabilidade Socioambiental e Energias Renováveis, no auditório da Reitoria, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). O evento acontecerá no dia 03 de junho, das 8h às 18h, com a participação de autoridades e especialistas convidados no tema de Energias, Mudanças Climáticas e Resíduos Sólidos. No total, quatro painéis farão parte da programação ao longo do dia.

    A Abertura Oficial do Workshop está prevista para às 8h, e contará com a presença da governadora do RN, Fátima Bezerra, de representantes das pastas ambientais do Estado, instituições do Sistema S, UFRN e da sociedade civil. O momento contará com uma apresentação musical com alunos da Escola de Música da UFRN.

    A primeira palestra do dia será às 9h, sobre “Responsabilidade Socioambiental e o Setor de Energias Renováveis”, ministrada pelo advogado, professor, Sócio-fundador Sion Advogados, presidente da ABDEM, ABDINFRA e diretor do ICLEI SAMS, Alexandre Sion. Logo após, a programação segue com o Painel 1: Projetos de Educação Socioambiental do Setor de Energias Renováveis, no qual empresas que atuam no Rio Grande do Norte apresentarão ações e projetos desenvolvidos no Estado, das 10h30 às 12h30.

    O Painel 2 terá início às 14h, com a Mesa Redonda: “Perspectivas, cenários e práticas socioambientais das energias renováveis no RN”, com o diretor-geral do Idema, Leon Aguiar; o diretor-presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne), Darlan Santos, e a presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), Elbia Gannoum.

    Um dos temas ambientais mais urgentes e impactantes na vida humana, será apresentado no Painel 3. A partir das 15h, uma explanação sobre “Alterações climáticas e transição energética” será feita pelo professor da UFRN, Mário Gonzalez, e pela representante do Instituto Alziras, Marina Barros.

    Como encerramento do evento, às 17h, o Painel 4 abordará “A importância dos Estados Subnacionais implantarem o Plano de descarbonização a fim de reduzir os impactos das alterações climáticas”, com a Gerente Técnica do ICLEI América do Sul, Leta Vieira.

    Para o diretor-geral do Idema, Leon Aguiar, o evento visa estimular o debate, o conhecimento às novas possibilidades, o compartilhamento das temáticas socioambientais, a fim de engajar a população e apresentar a relação do órgão ambiental com a sociedade.

    “É fundamental pensarmos em caminhos para divulgar nossas metodologias frente aos temas. O Workshop é uma inovação no Idema; uma maneira de dar uma resposta à sociedade sobre as ações que as empresas desenvolvem. O Governo do RN tem criado mecanismos para acompanhar os empreendimentos na área de energias renováveis, como a criação do Atlas, legislações específicas, projetos socioambientais, visando equilibrar a utilização dos recursos naturais com o desenvolvimento econômico, um dos objetivos da ONU na Agenda 2030”, disse o diretor Leon.

    As inscrições do I Workshop Potiguar de Sustentabilidade Socioambiental e Energias Renováveis são feitas no site do Idema: idema.rn.gov.br

    O I Workshop Potiguar de Sustentabilidade Socioambiental e Energias Renováveis é uma realização do Governo do Estado, por meio do Idema, e conta com o apoio da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (Fiern); Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae); Grupo G Trigueiro, Banco do Nordeste e Natal Reciclagem.

    Sobre os Painelistas:

    Leon Aguiar – Atual diretor-geral do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do RN – IDEMA, Leonlene de Sousa Aguiar é mestre em Geografia, especialista em Geoprocessamento e Cartografia Digital  e doutor em Geodinâmica e Geofísica, todos pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Atua há mais de 13 anos na área de meio ambiente, geoprocessamento, topografia, licenciamento ambiental, regularização, consultoria e assessoria ambiental, na prestação de serviços para entidades públicas e privadas. Tem experiência na área de Geociências, Sensoriamento Remoto, Fotogrametria Digital com Drone, Processamento Digital de Imagens e outras Geotecnologias, dentre outras atividades profissionais e acadêmicas.

    Elbia Gannoum – Presidente Executiva da ABEEólica – Associação Brasileira de Energia Eólica. Economista, Doutora pela Universidade Federal de Santa Catarina. Em sua carreira, acumulou experiências como membro da Diretoria da CCEE – Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (de junho de 2006 a Abril de 2011), Economista-Chefe do Ministério de Minas e Energia (2003-2006), Coordenadora de Política Institucional do Ministério da Fazenda (2001-2002), Assessora de Assuntos Econômicos no Ministério de Minas e Energia (2001), Assessora na ANEEL (2000-2001) e professora da Universidade Federal de Santa Catarina (1998-2000). Acadêmica, com mais de 50 artigos publicados, Elbia é especialista em Regulação e Mercados de Energia Elétrica, tendo atuado nessa área desde 1998. À frente da ABEEólica, tem atuado para o fortalecimento e crescimento sustentável da energia eólica, que já representa 10% da geração nacional, com uma cadeia de produção 80% nacionalizada e mais de 12GW de capacidade instalada em cerca de 500 parques eólicos.

    Darlan Santos – Engenheiro Especialista em Energia Eólica. Sócio Diretor da Internacional Energias Renováveis – IER, no desenvolvimento de projetos de geração de energia eólica e solar fotovoltaica. Diretor da DESAN Renováveis, empresa especializada na medição do recurso energético e apoio ao desenvolvimento de projetos de geração de energia eólica e fotovoltaica. Diretor Presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais & Energia – CERNE/RN, na promoção e articulação com instâncias institucionais, acadêmicas, científicas, empresariais e governamentais para o desenvolvimento dos recursos naturais e fontes energéticas. Darlan Emanoel Silva dos Santos é ganhador dos 100 Mais Influentes da Energia da Década.

    Mário Gonzalez – Atualmente é Professor Associado junto ao DEP e ao PPGEP da UFRN, onde leciona, pesquisa e forma recursos humanos em ‘Inovação de Produtos’, ‘Engenharia do Produto’, ‘Inovação de processos’, ‘gestão projetos de inovação’ e ‘gestão global de cadeias de valor’. Sua produção científica recente envolve artigos publicados em periódicos indexados ao JCR (como, por exemplo, Journal of Cleaner Production, Renewable and Sustainable Energy Reviews, Renewable Energy e outros artigos em congressos e revistas. Editor da Revista “Product: Management & Development”. É Coordenador do grupo de Pesquisa e Inovação de produtos e processos nas cadeias de valor de energia eólica e solar. Temas que atua: Inovação de Produtos e Processos em Redes de Operações Globais; Cadeias Produtivas e de Valor de Energia Eólica e Solar.

    Leta Vieira – Arquiteta e Urbanista, especialista em Gestão de Negócios Sustentáveis pela Universidade Federal Fluminense, UFF, Niterói, Brasil; e em Cooperação Internacional – Université de Montréal, UdeM, Montréal, Canadá. Atualmente faz pós-graduação em Estudos Diplomáticos. Atuou com políticas climáticas na Prefeitura da Cidade do Recife, tanto na Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade quanto no Instituto da Cidade Pelópidas Silveira do Recife; Atualmente é Gerente Técnica do ICLEI América do Sul. O ICLEI é uma rede global de mais de 2.500 governos locais e regionais comprometida com o desenvolvimento urbano sustentável. Ativo em mais de 130 países, o ICLEI influencia as políticas de sustentabilidade e impulsiona a ação local para o desenvolvimento de baixo carbono, baseado na natureza, equitativo, resiliente e circular.

    Marina Barros – Mestre em comunicação e tecnologia pela UFRJ e bacharel em administração pela EAESP – FGV foi pesquisadora do Centro de Tecnologia e Sociedade (CTS-FGV) onde investigou o uso das tecnologias da informação e comunicação aplicadas ao setor público, com ênfase em inovação, transparência pública e participação cidadã. Atuou como consultora para organizações internacionais tais como ONU Mulheres e Organização Panamericana de Saúde (OPAS). É co-fundadora e co-diretora do Instituto Alziras.

    Alexandre Sion – Sócio-fundador da Sion Advogados. Pós-Doutorando em Direito pela Universidade de Salamanca na Espanha (certificado pendente da defesa do doutorado). Doutorando em Direito pela Universidade Autónoma de Lisboa, Portugal (créditos concluídos). Mestre em Direito Internacional Comercial (LL.M) pela Universidade da Califórnia, Estados Unidos. Especialista em Direito Constitucional. Pós-graduado em Direito Civil e Processual Civil (FGV). Advogado com formação em Direito e Administração de Empresas. Profissional com sólida experiência no apoio à implantação e operação de grandes indústrias e empreendimentos de capital intensivo e infraestrutura no Brasil. Diretor Jurídico e Administrativo do Conselho Diretor do ICLEI América do Sul.

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    Horta orgânica dentro do Hospital João Machado integra projeto de sustentabilidade

    Em outubro do ano passado as primeiras sementes foram plantadas e hoje o Hospital Geral Dr. João Machado, em Natal, literalmente colhe os frutos de um trabalho de investimento na sustentabilidade e gestão ambiental, através de uma horta orgânica criada dentro da instituição.

    São pés de alface, couve, coentro, quiabo, tomate cereja, berinjela, abobrinha e melão, cultivados de forma orgânica, livre de agrotóxicos, e que são utilizados como parte das refeições produzidas na cozinha do hospital e servidas aos pacientes, acompanhantes e servidores.

    Com quase 5 hectares, o terreno onde funciona o hospital João Machado precisa de uma manutenção constante. Dentro do processo de reforma administrativa da unidade – que desde setembro de 2021 mudou seu perfil de atendimento para hospital geral – foi detectada a importância de uma equipe de gestão ambiental, integrando os serviços de apoio e manutenção.

    “O nosso desafio era usar esse grande terreno de modo produtivo e com uma baixa manutenção e baixo custo. A horta veio dessa necessidade. Foi montada com restos de telhas que já existiam no hospital, recebemos doações de caixas da Unicat, o adubo vem da compostagem dos restos de alimentos e a rega é feita através de um temporizador de irrigação. Recebemos dois servidores com conhecimento técnico em gestão ambiental e vigilância sanitária e estamos organizando toda nossa área externa”, explicou a diretora geral do hospital João Machado, Leidiane Queiroz.

    Os dois servidores são Ozias Alves e João Maria Barbosa, gestores ambientais, responsáveis pela implantação da horta orgânica e também pelo gerenciamento dos resíduos sólidos e lixo hospitalar.

    “Temos esse olhar mais aguçado com relação aos riscos sanitários e ambientais, controle de pragas e vetores, do lixo hospitalar e da água para consumo, sempre buscando trazer a sustentabilidade, diminuindo o que se gasta”, explicou Ozias.

    Os técnicos já deram palestras e orientaram a equipe da cozinha sobre o descarte dos resíduos, além de orientações de como podem também manter uma horta em casa. “Nosso objetivo é fornecer um alimento saudável e sem gastar com insumos, promover a sustentabilidade. Aqui no hospital temos uma alta oferta de folhas das árvores para usar como adubo, restos de comida para uma compostagem linear orgânica, fizemos os canteiros com telhas. Além disso a horta ainda serve como local para o desenvolvimento de atividades terapêuticas para os pacientes e servidores também”, disse João Maria Barbosa.

    Nas segundas, quartas e sextas as hortaliças e folhosos são colhidos e entregues para o setor de nutrição do hospital. Todos os legumes vão direto para a cozinha, o que contribui para que o cardápio dos pacientes tenha maior variabilidade. A expectativa é em breve expandir o cultivo e iniciar também a criação de um pomar, com árvores frutíferas, como acerola e limão.

    “Além da gestão do ambiente, estamos em busca desse custo zero, que é usar o resto de comida da cozinha e as folhagens para virar adubo, integrar uma rede de hortas urbanas em Natal, onde um setor doa o adubo, o outro doa sementes, materiais. É uma cadeia de estímulo à produção de hortas urbanas que a gente está fazendo parte. Tudo isso influi no meio ambiente e até no leito, tanto na questão da alimentação do paciente, quanto no espaço ao redor dele, que ele vê que está sendo bem cuidado, além da integração dos pacientes e servidores. A horta está interligada a um projeto maior do hospital que é de torna-lo referência nessa questão de meio ambiente e sustentabilidade”, concluiu a diretora do hospital.

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    Sebrae destaca rentabilidade da criação de abelhas sem ferrão na Festa do Boi

    Apesar de ter atravessado uma fase de declínio no Brasil, a atividade da criação de abelhas nativas sem ferrão volta a ganhar impulso. A meliponicultura tem se destacado pelo baixo risco, sustentabilidade ambiental e, sobretudo, rentabilidade da produção. Enquanto em uma área onde se cultiva 24 colmeias de abelhas africanizadas do gênero Apis se obtém um faturamento médio de R$ 8 mil por ano com a comercialização dos produtos, é possível montar até 200 colmeias de abelhas nativas, que podem render até R$ 70 mil por ano para o produtor e sem nenhum perigo de ferroada, ao mesmo tempo em que mantém o equilíbrio da flora da região.

    Por esses motivos, a meliponicultura – atividade já regulamentada no Rio Grande do Norte – tem despertado a atenção de produtores nos últimos anos e o Sebrae-RN vai demonstrar os motivos desse interesse, durante a 59ª Festa do Boi. O evento será realizado entre os dias 13 e 20 deste mês, no Parque Aristófanes Fernandes, em Parnamirim.

    Logo na entrada da Agência Sebrae Festa do Boi, a instituição está montando um meliponário com dez colmeias de abelhas dessas espécies, levando aos visitantes informações sobre a criação, manejo e rentabilidade dessa atividade, inclusive com um consultor técnico especializado nesse tipo de cultivo presente. Estima-se que no Brasil existem mais de 240 espécies de abelhas melíponas, entre elas a abelha de Jandaíra, famosa no Rio Grande do Norte pelo mel saboroso,  que foi popularmente associado a propriedades medicinais, e de alto valor agregado.

    “Estamos montando essa estrutura para exposição bem semelhante a que foi construída no município de Jandaíra pelo projeto do Sebrae em parceria com a Fundação Banco do Brasil para repassar orientação e informações técnicas a quem busca apostar nessa atividade, cuja procura aumentou bastante no período da pandemia. Isso em função do mel mais saboroso e por ser um tipo de abelha mais dócil, sem ferrão”, explica a analista técnica da Unidade de Desenvolvimento Rural do Sebrae-RN, Honorina Eugênia, responsável pelo meliponário a ser montado no Parque Aristófanes Fernandes.

    As abelhas silvestres sem ferrão carregam características específicas e propícias para o desenvolvimento agroecológico sustentável, já que são encarregados de polinizar muitas plantas nativas, como, no caso do Rio Grande do Norte, espécies endêmicas da caatinga. As colônias podem ser montadas em áreas residenciais, já que as espécies não apresentam riscos de acidentes.

    Mais atrações

    Os meliponários modelo são apenas uma das atrações da fazendinha, o espaço demonstrativo de vários tipos de atividades ligadas ao agronegócio montado na entrada da Agência Sebrae na Festa do Boi. De acordo com o coordenador do espaço, o analista técnico do Sebrae-RN, Acácio Brito, a fazendinha será a porta de entrada dos visitantes no espaço do Sebrae, apresentando, logo de início, várias unidades demonstrativas de projetos rurais no evento.

    No local, estará funcionando a Queijeira Artesanal Nivardo Mello, assim como exposto um curral com vacas leiteiras oriundas do Projeto Leite & Genética e potros gerados pelo Projeto Genepotro, ambos desenvolvidos pelo Sebrae e parceiros. Segundo Acácio Brito, também terá unidades de aquicultura, avicultura e de produção agroecológica de hortaliças. Também estarão na unidade demonstrativa os serviços do Rufião Móvel e Vaca Móvel. O espaço oferecerá atendimentos técnicos especializados de todos esses setores e oficinas práticas de queijos artesanais na queijeira padrão existente no espaço.

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    Seridó busca se consolidar como maior polo têxtil do RN

    Os desafios e estratégias para consolidar a região Seridó como o principal centro produtivo de moda e artigos têxteis do Rio Grande do Norte foram abordados nessa sexta-feira (22), durante seminário Rota das Águas. Promovido pelo Sebrae no Rio Grande do Norte, o evento reuniu, em Caicó, instituições governamentais e empresários do segmento para traçar ações e estabelecer novos modelos de negócios que considerem sustentabilidade, empreendedorismo, responsabilidade social e transformação digital como ferramentas para alavancar a produtividade e consolidar a região como o maior polo dessa atividade no estado.

    A ação teve como foco unir ações para estimular o desenvolvimento econômico, urbano e regional por meio da melhoria do ambiente de negócios e implementação de políticas públicas com foco em sustentabilidade e inovação.

    De acordo o superintendente do Sebrae/RN, José Ferreira de Melo Neto o evento consolida o polo têxtil de confecções da região onde já é trabalhado ações, mas que ganhará um player maior com acordo de cooperação técnica assinado com o Governo Federal para a implementação de ações em desenvolvimento urbano e regional, além do fortalecimento de cadeias produtivas e das Rotas de Integração Nacional, que são redes de arranjos produtivos locais associadas a cadeias produtivas estratégicas capazes de promover a inclusão produtiva e o desenvolvimento sustentável das regiões brasileiras priorizadas pela Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR). 

    Palestras

    Dentro da programação os participantes puderam contar com uma importante palestra ministrada pelo consultor do Sebrae Bruno Félix. Ele abordou as Transformações e o Mundo Digital no mundo da Moda que foram potencializadas com a chegada da pandemia, onde os empreendedores tiveram que se reinventar para poder acompanhar as novas transformações dentro do contexto do “novo normal”.

    Para Bruno, realizar um planejamento das ações e poder garantir agilidade e qualidade de atendimento, é um dos requisitos principais dentro deste contexto. “Não basta apenas postar uma arte nas redes sociais. É necessário entender todo o processo de Comunicação e ser também criativo. Não podemos esperar só as datas específicas para vender o produto”, disse. 

    Durante o evento, também foi aberta simbolicamente a Mostra da Moda Potiguar com a participação das empresas Areia Dourada ( representando a Moda Praia), Cravo e Rosa ( representando acessórios de moda), Daya ( que trouxe a sua coleção de moda infantil), De Pedro ( com um moda autoral que traz a identidade de vários lugares em suas peças), Dell Raissa ( representando a moda íntima), a Associação dos Confeccionistas do Rio Grande do Norte ( representando as oficinas de costura), o Comitê de Associações e Cooperativas Regionais de Artesanto do Seridó – Cracas ( que trouxe o bordado da região) e o Sindicato da Bolelaria – Sindbonés ( que enalteceu a fabricação de bordados na região.

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    Semana Lixo Zero é instituída em São Gonçalo

    Buscando conscientizar a população sobre o correto descarte do lixo e disseminar ações de proteção e educação ambiental, a Prefeitura de São Gonçalo do Amarante, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb), vai colocar em prática a Semana Municipal do Lixo Zero, a ser comemorada na última semana do mês de outubro de cada ano e instalação de ecopontos em locais estratégicos do município para destinação de resíduos considerados perigosos como pilhas e baterias.

    A realização da Semana Municipal do Lixo Zero vai proporcionar também ambientes para discussão sobre a temática e propor soluções para redução, reutilização, reciclagem e gestão dos resíduos sólidos, com a realização de palestras, fóruns e mutirões de limpeza com o apoio de equipes das secretarias municipais de Educação, Saúde e Serviços Urbanos.

    A abertura será realizada no próximo dia 21 de outubro, no auditório do IFRN – Campus São Gonçalo e segue com programação entre os dias 25, 26 e 27, com a participação de estudantes da rede municipal de ensino nas praças do Centro, Amarante e Bairro Jardins.


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    Prefeito de Natal sanciona Lei que institui Política Municipal de Saúde LGBTI

    O prefeito Álvaro Dias sancionou a Lei que institui em Natal a Política Municipal de Saúde Integral de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e das Pessoas Intersexo (LGBTI). A norma foi publicada no Diário Oficial do Município desta quinta-feira (23) e já está em vigor.

    A Política Municipal de Saúde Integral LGBTI tem como objetivo principal promover a saúde integral da população, combatendo a discriminação e o preconceito institucional e contribuindo para a consolidação do SUS como sistema universal, integral e equânime, na capital potiguar.

    Com a norma, a Prefeitura facilita o acesso da população LGBTI aos serviços de saúde do SUS, garantindo às pessoas o respeito e a prestação de serviços de saúde com qualidade e resolução de suas demandas e necessidades.

    “A Lei é mais uma ação nossa para a proteção da população LGBTI em Natal. Com ela poderemos, inclusive, qualificar a informação em saúde no que tange à coleta, ao processamento e à análise dos dados específicos, incluindo os recortes étnico-racial e territorial. Assim poderemos planejar cada vez melhor a atenção que precisamos dar à comunidade”, explica o prefeito Álvaro Dias.

    Problemas recorrentes, como por exemplo o uso excessivo de medicamentos, substâncias psicoativas, anabolizantes, estimulantes sexuais, silicone industrial e automedicação da hormonioterapia, entre outros passam a ter uma legislação específica que garante o acesso ao processo transexualizador na rede do SUS.

    Respeito e identidade também são necessários, assim como atenção e cuidado à saúde de crianças, adolescentes, idosas e idosos LGBTIs. A nova Lei aponta o direcionamento para atuação na eliminação do preconceito e da discriminação nos serviços de saúde, para a garantia do uso do nome social de travestis e transexuais, de acordo com a Carta dos Direitos dos Usuários da Saúde.

    A legislação ainda protege o direito à atenção integral da saúde nos casos de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), especialmente com relação ao HIV, à AIDS, à Sífilis e às hepatites virais, sem deixar de lado todas as ações essenciais na prevenção destas e outras doenças, bem como atenção à saúde mental, direitos sexuais e reprodutivos da população LGBTI, no âmbito do SUS.

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    Prefeitura lança programa “Mossoró Verde” nesta quinta-feira

    A Prefeitura de Mossoró, através da Secretaria Municipal de Infraestrutura, Meio Ambiente, Urbanismo e Serviços Urbanos (SEIMURB), lança nesta quinta-feira, 23, o programa “Mossoró Verde”. O lançamento será realizado às 16h, no Parque Municipal Professor Maurício de Oliveira, Centro.

    O programa tem o objetivo de tornar Mossoró um município melhor arborizado, ocupando áreas verdes e ainda oportunizando alcançar uma cidade sustentável. O “Mossoró Verde” buscará o fortalecimento das políticas de educação ambiental no município, bem como mobilizar a população e também promover melhorias e bem-estar nas dimensões climática e ambiental.

    As políticas públicas para arborização do município serão detalhadas durante o lançamento do programa “Mossoró Verde”. Na ocasião, serão apresentados os objetivos, metas, produção e distribuição de mudas e estratégias a serem adotadas pela Prefeitura.