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    Dia Mundial da Doação de Leite chama a atenção da sociedade para a importância dos Bancos de Leite Humano

    O Dia Mundial de Doação de Leite Humano, celebrado nesta quinta-feira (19), é uma iniciativa para a proteção e promoção do aleitamento materno. A data também chama a atenção da sociedade para a importância da doação de leite para os Bancos de Leite Humano (BLH).

    O BLH é um serviço especializado em oferecer ações de apoio, proteção e promoção do aleitamento materno, dedicando-se à assistência das mães e dos bebês durante o processo de amamentação. Além disso, executa atividades de coleta, seleção, classificação, processamento, controle de qualidade e distribuição do leite materno doado voluntariamente por mães.

    Os bebês prematuros, considerando a sua condição de saúde e de internação, têm dificuldades de sugar o leite materno. Por isso, o leite humano do banco de leite é a melhor opção para alimentação de crianças internadas que, por algum motivo, não podem ser amamentadas diretamente no seio materno. A doação de leite materno pode ser feita por mães saudáveis que estejam amamentando seus filhos. Um frasco de leite materno pode ajudar a alimentar até dez bebês. 

    “O leite materno protege contra infecções importantes e evita que crianças prematuras  tenham complicações, e traz diversos benefícios para os bebês prematuros e de uma forma geral. Mas, em especial para os bebês de risco que estão mais propensos ao óbito, por conta da fragilidade em que se encontram”, disse a coordenadora do Centro de Aleitamento e Banco de Leite da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp),  professora Kelly Pereira Coca. 

    Como doar

    Para ser uma doadora, basta estar saudável e apresentar produção láctea maior do que as necessidades do próprio bebê. Para isso, basta entrar em contato com o banco de leite humano mais próximo do domicílio para fazer a doação.

    “A partir do momento que a mulher se interessa pela doação, a gente faz o rastreamento, avaliação dos exames, da saúde, a identificação se faz algum uso de medicação e analisa se tem alguma restrição.  Não havendo restrição, ela recebe todas as informações quanto ao armazenamento e extração do leite. Ela não precisa ir até o banco extrair o leite para doar. Ela entra em contato conosco e vamos direcioná-la, porque a doação também é regionalizada, temos bancos de leite distribuídos por todo o Brasil”, disse a professora Kelly.

    Para saber onde doar em seu estado, acesse o site da Rede Global de Bancos de Leite Humano.

    Em Natal, uma das referências no atendimento infanto-juvenil é o Hospital Infantil Varela Santiago. A unidade, porém, está com o estoque de leite materno zerado, apesar de ter 10 UTIs Neonatal totalmente ocupadas. “Tem semanas que o estoque está bom, a gente tem quatro, cinco frascos. Essa é uma semana que a gente está com o estoque zerado”, diz a nutricionista da unidade, Rossane Mello. 

    Além do leite materno, o hospital necessita também de fórmulas e suplementos infantis. “A gente faz um trabalho quase diário solicitando essa doação à população. Muitas crianças ainda se alimentam tanto via oral, de dietas livres, como na parte de fórmulas e suplementos”, diz Mello. “Então a gente sempre está reforçando a necessidade da doação para manter essas crianças nutricionalmente mais amparadas, porque fora do ambiente hospitalar muitas famílias vem de renda mais baixa e às vezes não tem condição de ofertar à criança um suporte nutricional adequado”.

    O déficit de leite humano, entretanto, não atinge somente o Hospital Varela Santiago. Na capital potiguar, a situação da Maternidade Escola Januário Cicco é parecida. A unidade precisa, em média, de 12 litros de leite materno diariamente. Hoje, o estoque só atende 50% dessa demanda. A maternidade sofreu ainda uma queda de 15% no recebimento do leite. De janeiro a abril de 2021, a unidade possuía 960 litros, vindos de 485 doadoras. No mesmo período deste ano, o número de doadoras se manteve igual, mas o estoque caiu para 810 litros. Em 2021 inteiro, o MEJC arrecadou 2.756 litros de 1.500 mulheres.

    Com informações da Agência Brasil e Tribuna do Norte

    Ilustração: Freepik

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    Projeto celebra Dia Mundial das Meninas nas Tecnologias

    O projeto Jornada de Aprendizagem da Heroína foi apresentado hoje (28), em Lisboa, durante o Girl Stem 2022, dentro da programação mundial do ICT Day. O evento comemora o Dia Internacional das Meninas nas TIC: Tecnologias de Informação e Comunicação. A data comemorativa foi criada pela agência especializada da Organização das Nações Unidas (ONU) voltada para as TIC, que é a International Telecommunication Union (ITU).

    Executado por pesquisadores do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ) e do Instituto Superior Técnico (IST) de Lisboa, o projeto é baseado em estudo de Luis Felipe Coimbra Costa, aluno de doutorado do Programa de Engenharia de Sistemas e Computação (Pesc) da Coppe. Costa é também pesquisador visitante do IST, sob supervisão da professora Ana Moura Santos, do Departamento de Matemática do instituto português.

    O objetivo do projeto é estimular estudantes do sexo feminino, na faixa dos 15 aos 21 anos, a ingressar nas ciências exatas, mais precisamente nas áreas de Stem, siga em inglês que significa ciência, tecnologia, engenharia e matemática. O projeto atuaria como um quadro motivador ajudando as meninas a superar desafios presentes em um curso de Stem, afirmou.

    Jornadas heroicas

    A pesquisa realizada para o projeto Jornada de Aprendizagem da Heroína baseia em jornadas heroicas, referentes a 12 estágios que funcionam como forma de demonstrar o que é preciso fazer e qual o nível de confiança que as meninas precisam ter para superar os desafios que constam na literatura. “Existe uma baixa participação das meninas. São muito baixos os números globais da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) sobre a entrada delas nessas áreas”, disse o pesquisador da Coppe.

    Segundo Costa, um dos motivos é que existem barreiras e dificultadores, desde a questão patriarcal até a falta de confiança das meninas para fazer perguntas. “A jornada visa a passar para as meninas uma imagem positiva de que podem, sim, preencher essas lacunas, entrar nas áreas de tecnologia e aumentar a confiança no aprendizado dessas disciplinas.”

    O pesquisador considera fundamental que qualquer curso voltado para a formação em tecnologia tenha um cuidado especial com a motivação de mulheres jovens, tanto para a entrada quanto para a permanência delas ao longo da formação.

    Números

    As áreas que integram o Stem (Ctem, na sigla em português) são consideradas fundamentais para o futuro e a pluralidade do mercado de trabalho. Conforme dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais de dezembro de 2018), mulheres representam 44% do total da força de trabalho no Brasil. Entre as ocupações não Stem, 45% são femininas. Quando se analisam as ocupações nesta área, a participação das mulheres cai para 31%. Em relação às 246 ocupações Stem, constata-se que 206 têm mais de 50% da força de trabalho composta por homens, contra somente 39 de maioria feminina.

    O mesmo ocorre quando se observam os estudantes de nível superior no país. São 56% de mulheres e 44% de homens. Em cursos que não são considerados Stem, o número de mulheres sobe para 63%. Nos cursos desta área, a participação feminina cai para 30%. A análise dos 122 cursos de ciência, tecnologia, engenharia e matemática revela que 96 têm mais de 50% de alunos do sexo masculino e 26 com maioria feminina.

    O projeto Igualdade Stem, coordenado pelo pesquisador do Laboratório do Futuro, Yuri Lima, mostra que, em 2010, a presença feminina no total de alunos formados em cursos dessa área era de 29,5% e, em 2019, subiu para 33,7%, com alta de 4,2% em dez anos. “As mulheres estão sub-representadas nos cursos de ensino superior e, consequentemente, no mercado de trabalho das áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática. Foi o desafio de reverter esse quadro em menos tempo do que o previsto, que motivou o desenvolvimento da Jornada de Aprendizagem da Heroína”, afirmou Lima.

    Frutos

    A Jornada de Aprendizagem da Heroína é executada na Coppe por pesquisadores do Laboratório do Futuro e do Laboratório de Ludologia, Engenharia e Simulação (Ludes), ligados ao Programa de Engenharia de Sistemas e Computação (Pesc), e já começou a render frutos. Mais de 300 meninas, de diferentes cidades do Brasil e de Portugal já ingressaram no curso online e gratuito de Aprendizado de Máquina (Machine Learning) que é a primeira aplicação do projeto na prática. Já passaram para a terceira etapa, ou já concluíram o curso, mais de 50% das meninas. O curso pode ser frequentado de forma individual ou em grupo, a exemplo de 14 jovens alunas de baixa renda que participam do projeto na Escola Estadual Olavo Bilac, na cidade de Recreio, em Minas Gerais.

    “A participação destas meninas em uma capacitação desde nível é inédita em nossa cidade, que é bem pequena e fica no interior de Minas Gerais, tendo pouco mais de 10 mil habitantes. No curso, temos participantes que não têm computador em casa e outras que têm celulares, mas não conseguem navegar na internet. A Escola Olavo Bilac abriu as portas do seu laboratório de informática para que lá fizéssemos a capacitação nos computadores. As 14 jovens, incluindo algumas que moram na área rural, abraçaram a ideia e hoje estão animadíssimas com a possibilidade de ingressar na área de tecnologia”, informou o professor da Olavo Bilac Leonardo Ribeiro, responsável pelo projeto na cidade.

    Agência Brasil

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    Brasil decreta fim da emergência por Covid-19 e contraria opinião dos principais cientistas do mundo

    O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou em pronunciamento de rádio e TV, na noite desse domingo (17), o fim da emergência de saúde pública em decorrência da pandemia. Segundo o ministro, o anúncio foi possível por causa da melhora do cenário epidemiológico, da ampla cobertura vacinal e da capacidade de assistência do Sistema Único de Saúde (SUS).

    Ainda segundo o ministro, nos próximos dias será editado um ato normativo sobre a decisão. Queiroga afirmou que a medida não significa o fim da covid-19.

    A decisão do governo brasileiro de decretar o fim da emergência nacional da covid-19 ocorre dias depois de uma reunião na qual os principais cientistas do mundo declararam, de forma unânime, que a pandemia ainda é uma realidade e que não é o momento de falar ainda do fim da emergência internacional. Ela ainda contraria a estratégia de Joe Biden, nos EUA, que acaba de ampliar por mais três meses medidas de controle e uso da máscara.

    Para o Comitê de Emergência da OMS, a covid-19 ainda é “um evento extraordinário que continua a afetar negativamente a saúde das populações em todo o mundo, representa um risco contínuo de propagação internacional e interferência no tráfego internacional, e requer uma resposta internacional coordenada”.

    A decisão significa que, pelo menos pelos próximos três meses, não haverá uma alteração na posição da OMS e que a emergência internacional segue. Liderando mais de 30 especialistas, o presidente do Comitê, Didier Houssin, admitiu durante o encontro que está “preocupado com o crescente cansaço entre as comunidades em todo o mundo em resposta à pandemia e os desafios colocados pela falta de confiança na orientação científica e nos governos”.

    “O SARS-COV-2 continua a causar altos níveis de morbidade e mortalidade, particularmente entre as populações humanas vulneráveis. Neste contexto, o Comitê levantou preocupações de que o uso inadequado de antivirais pode levar ao surgimento de variantes resistentes a drogas”, disse.

    Emergência sanitária 

    O Brasil identificou a primeira contaminação pelo novo coronavírus no final de fevereiro de 2020, enquanto a Europa já registrava centenas de casos de covid-19. No dia 3 de fevereiro de 2020 o ministério declarou a covid-19 como uma emergência de saúde pública de importância nacional..

    A declaração de transmissão comunitária no país veio em março, mês em que também foi registrada a primeira morte pela doença no país. Segundo último balanço, divulgado pelo Ministério da Saúde neste domingo, o Brasil registrou, desde o início da pandemia, 5.337.459 casos de covid-19 e 661.960 mortes. Há 29.227.051 pessoas que se recuperaram da doença, o que representa 96,6% dos infectados. Há ainda 363.607 casos em acompanhamento.

    Com informações da Agência Brasil e UOL/Jamil Chade

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    Inclusão é tema do Dia Mundial da Síndrome de Down

    “O que significa a inclusão?” é o tema escolhido este ano pela organização Down Syndrome International (DSI), do Reino Unido, para marcar o Dia Mundial da Síndrome de Down, comemorado nesta segunda-feira (21). A data foi criada pela instituição em 2006, com o objetivo de celebrar a vida das pessoas com a síndrome e garantir que elas tenham as mesmas liberdades e oportunidades das demais.

    Neste dia, os portadores da síndrome e aqueles que vivem e trabalham com eles em todo o mundo organizam e participam de atividades para aumentar a conscientização pública e defender os direitos, inclusão e bem-estar dessas pessoas. A data foi escolhida em alusão à presença de três cópias do cromossomo 21 nas pessoas com a síndrome, em vez de duas, existentes nas demais.

    Isso significa que a síndrome de Down é gerada pela presença de uma terceira cópia do cromossomo 21 em todas as células do organismo, o que ocorre no momento da concepção. Cromossomos são estruturas biológicas que contêm a informação genética. As pessoas com síndrome de Down, ou trissomia do cromossomo 21, têm 47 cromossomos em suas células em vez de 46, como a maior parte da população. Trissomia significa, portanto, a existência de um cromossomo extra.

    A alteração genética conhecida como síndrome de Down está presente na espécie humana desde sua origem. Foi descrita assim há 150 anos, quando o médico inglês John Langdon Down se referiu a ela pela primeira vez como um quadro clínico com identidade própria, em 1866. Em 1958, o francês Jérôme Lejeune e a inglesa Pat Jacobs descobriram, de maneira independente, a origem cromossômica da síndrome. Foi quando ela passou a ser considerada síndrome genética.

    Genética

    A neurologista pediátrica Karly Lagreca, pós-graduada em autismo e psiquiatria infantil, disse que o comportamento dos pais não causa a síndrome de Down. “É uma condição genética. Se houver o aconselhamento genético, os pais podem saber a chance de gerar um segundo filho portador da síndrome”. Ela explicou que, ao ter o primeiro filho, o casal pode estudar a genética dele para ver se a síndrome pode ser herdada.

    A médica alertou que a síndrome de Down não é uma doença e nem deve ser tratada como tal. “Devemos apenas saber os cuidados mais necessários para oferecer a essas crianças e adultos fisioterapia para fortalecer o tônus e a investigação de doenças no coração e na tireoide, por exemplo”. Apesar de apresentarem, em sua maioria, deficiência intelectual de gravidade variável, os portadores podem ter vida normal, estudar, trabalhar, casar, ter filhos, afirmou a médica. Para isso, garantiu que “o grau da deficiência, a quantidade de terapias e estimulação recebidas ao longo da vida e o suporte familiar e social serão fundamentais”.

    Conscientização

    O Dia Mundial da Síndrome de Down visa a conscientizar a sociedade global sobre essa alteração genética que acomete uma em cada 700 crianças nascidas vivas no Brasil. Em termos mundiais, a incidência estimada é de uma em mil nascidas vivos, o que sinaliza que, a cada ano, cerca de 3 mil a 5 mil crianças nascem com síndrome de Down. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que cerca de 300 mil pessoas têm síndrome de Down no país. De modo geral, os portadores apresentam olhos amendoados, rosto arredondado, além de alguns problemas, como cardiopatia congênita e deficiência intelectual de gravidade variável.

    A Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down (Fbasd), associada à Down Syndrome International, está exibindo em suas redes sociais, em alusão à data, lives (transmissões ao vivo na internet) e vídeos mostrando o que é inclusão no entendimento dos jovens com trissomia 21. Os vídeos foram feitos com portadores da síndrome no Brasil e na Espanha, por meio da Federação Iberoamericana de Síndrome de Down (Fiadown), com tradução para o português.

    “É um tema muito importante para que as pessoas possam ter interpretação correta da própria Convenção da Organização das Nações Unidas (ONU)”, disse o presidente da FBASD, Antonio Sestaro.

    Um desses jovens é Bruno Ribeiro, do Recife, que faz parte do Grupo Nacional de Autodefensoria da FBASD. Para Bruno, inclusão significa “reconhecimento de capacidades, garantia de direitos, respeito, igualdade de oportunidades, amor”.

    A Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (CDPD), da ONU, estabelece a “participação e inclusão plena e efetiva na sociedade” de todos os portadores de deficiência e das pessoas com síndrome de Down. A realidade, porém, mostra que essas pessoas ainda hoje não se beneficiam de uma participação e inclusão plenas na sociedade.

    O presidente da FBASD lembrou que ainda há muito preconceito, não só no Brasil, mas no mundo, em relação às pessoas com síndrome de Down. “Mas avançamos muito. Nos últimos 30 anos, principalmente depois da Convenção da ONU, e mais recentemente, a partir de uma educação que permite que as crianças com Down estejam junto com as demais, a sociedade avançou”.

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    China registra maior surto de Covid dos últimos dois anos

    Para quem acha que a pandemia de Covid-19 já acabou, as notícias que chegam da Ásia Oriental abalam. Nos últimos dias, a China registrou o maior número diário de casos de Covid desde 2020, algo em torno de 5.300 casos por dia.

    Por causa do que já é o maior surto de Covid dos últimos dois anos, mais de 40 milhões de pessoas estão confinadas, impedidas de deixarem suas províncias e viajarem para qualquer outro lugar e todo mundo está sendo testado.

    Apesar de ser considerado um número baixo, principalmente comparado ao Brasil, as medidas tomadas pelo governo chinês podem impactar a economia global de suprimentos. Operações de fornecedores da Apple, Toyota e Volkswagen já foram suspensas por lá.

    Foto: AFP

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    França quer igualdade de gênero em Olimpíadas de 2024

    A busca pela igualdade de gênero será uma das prioridades nos Jogos Olímpicos de Paris 2024. Segundo a embaixadora da França no Brasil, Brigitte Collet, a França estabeleceu como objetivo político para as próximas Olimpíadas a paridade entre atletas homens e mulheres.

    “Com relação à paridade de homens e mulheres, não é algo que [o país sede dos Jogos Olímpicos] pode decidir, mas é algo que podemos encorajar, fomentar. É o que está fazendo o Comitê Olímpico Nacional e Desportivo da França com o Comitê Olímpico Internacional”, explicou Brigitte Collet, durante evento para sobre a igualdade de gênero no esporte realizado nessa terça-feira (8), em Brasília.

    De acordo com a embaixadora, a França também quer incluir jovens de áreas menos favorecidas e mostrar que o evento esportivo internacional pode ser realizado com menos impactos ao meio ambiente.

    “A França quer que os Jogos Olímpicos sejam exemplo para o mundo, em todos os campos. Com relação à igualdade, quer que isso ocorra entre homens e mulheres na participação dos atletas, também os paralímpicos. Além disso, deve incluir jovens de zonas menos favorecidas da França. O país também quer que sejam jogos referência na proteção do meio ambiente, por exemplo, a França está construindo muito poucas instalações novas. Aproveitando aquilo que já existe, adaptando, acrescentando”, afirmou.

    A França é pioneira nos Jogos Olímpicos. Foi em Paris, em 1900, que as mulheres participaram pela primeira vez de uma Olimpíada. Na ocasião, apenas seis atletas participaram do evento. Desde então, a presença feminina tem crescido. O percentual de mulheres foi de apenas 9% nos Jogos de Los Angeles de 1932, chegou a 45% nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, e atingiu seu maior índice, 48,8%, em Tóquio 2020.

    Desafios

    A vivência das mulheres no esporte é repleta de desafios, avanços e obstáculos. Para a esgrimista Amanda Simeão, participante dos Jogos Olímpicos de 2016, a maternidade é um dos assuntos mais delicados entre as atletas. Muitas adiam o sonho de ser mãe em razão da carreira esportiva.

    “A gente, dentro do esporte, tem que planejar tudo. Cada ciclo [olímpico] que passa são quatro anos e a cada quatro anos, a gente envelhece. Nós, mulheres, temos um relógio biológico e acho que temos que ter um preparo. Dentro do esporte, o que me preocupa não apenas a questão da idade ou de poder estar em uma competição, mas também tem a questão financeira porque se hoje eu engravidar, não vou continuar sendo paga”, argumentou.

    De acordo com Amanda, além dos desafios em conciliar treinos, competições e uma gestação, ainda há o risco de que a pontuação da atleta no ranking de sua categoria seja perdido. Há países que “congelam” o ranking por um período determinado após a gravidez. No Brasil, no entanto, é comum que as atletas percam essa pontuação.

    “Por outro lado, vejo muitas atletas que, depois que foram mães, parece que ficam mais ferozes, mães leoas”, conta. “Não vejo que ser atleta e pensar em ser mãe seja algo negativo, mas acho que é necessário um resguardo de que você vai poder voltar e vai ter apoio”, acrescenta.  

    Amanda conta que começou no esporte aos 11 anos, quando morava na Itália. Para ela, a determinação e o planejamento são fundamentais na carreira esportiva. “O meu sonho era ser jogadora de futebol e não tinha time feminino. Eu treinava com meninos e tinha vários obstáculos, como tomar banho. Eu tinha que esperar os meninos usarem o banheiro para depois poder usar”, conta.

    Agência Brasil – Foto: Fernando Frazão

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    Papa Francisco diz que fraternidade é âncora de salvação da humanidade

    No Dia Internacional da Fraternidade Humana, comemorado hoje (4), o papa Francisco diz que a fraternidade é o único caminho possível para a humanidade ferida por guerras. “Ou somos irmãos ou tudo desaba”.

    Ele fez a afirmação em mensagem enviada a participantes de mesa-redonda realizada na Expo Dubai 2020, com a participação de representantes da Santa Sé e de religiosos da Universidade Al-Azhar, do Cairo.

    Na mensagem, o pontífice saúda o Grão-Imame Ahmed Al-Tayyeb, com o qual assinou Documento sobre a Fraternidade Humana três anos atrás, o xeque Mohammed bin Zayed e duas instituições: o Alto Comitê para a Fraternidade Humana e a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

    O Dia Internacional da Fraternidade Humana foi instituído pela ONU em dezembro de 2020, no início da crise global de saúde, gerada pela pandemia de covid-19.

    Na mensagem, o papa diz ainda que a pandemia demonstrou que ninguém se salva sozinho. “Somos todos diferentes, mas iguais em dignidade e independentemente de onde e de como vivemos, da cor da pele, da religião, da classe social, do sexo, da idade, das condições de saúde e econômicas”. O tema da segunda edição dessa data é  “Debaixo do mesmo céu”.

    Francisco propôs à humanidade caminhar junta. “Ou somos irmãos ou tudo desaba. E esta não é uma expressão meramente literária de tragédia, não, é a verdade! Vemos nas pequenas guerras, nesta terceira guerra mundial em pedaços, os povos se destroem, as crianças não têm o que comer, diminui a educação. É uma destruição”.

    Agência Brasil

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    Laureus: Italo Ferreira concorre a melhor atleta de ação no Oscar do esporte

    O potiguar Italo Ferreira será o representante do Brasil na edição deste ano do Prêmio Laureus, o Oscar do esporte. O surfista campeão olímpico foi indicado na categoria Melhor Atleta de Ação de 2021 e vai concorrer à honraria com cinco outros competidores que se destacaram na Olimpíada de Tóquio. Nas demais categorias, as indicações foram dominadas por futebol, tênis, atletismo e natação. A escolha é feita pela imprensa especializada do mundo todo.

    Trata-se da segunda indicação de Italo no prestigiado prêmio. Em 2020, ele concorreu na mesma categoria, sem sucesso. Na ocasião, a vencedora foi a americana Chloe Kim, do snowboard.

    Primeiro campeão olímpico da história do surfe, Italo terá como principal rival na disputa a americana Carissa Moore, que também faturou o ouro no surfe nos Jogos Olímpicos. Depois do topo do pódio na Olimpíada, ela conquistou seu quinto título no Circuito Mundial.

    Os indicados de cada categoria foram escolhidos por votação da Laureus World Sports Academy, a elite do júri esportivo mundial, formado por 71 das maiores lendas do esporte da história. A cerimônia de premiação está marcada para abril, ainda sem dia definido.

    Confira os concorrentes

    Atleta masculino do ano
     

    Tom Brady (EUA) Futebol americano – maior quarterback da NFL, Brady atingiu o recorde de sete títulos do Super Bowl

    Novak Djokovic (Sérvia) Tênis – Djokovic conquistou três Grand Slams em 2021, alcançando 20 títulos do torneio em sua carreira

    Caeleb Dressel (EUA) Natação – o nadador americano ganhou cinco medalhas de ouro olímpicas em Tóquio

    Eliud Kipchoge (Quênia) Atletismo – Kipchoge alcançou a marca de terceira pessoa na história a vencer maratonas olímpicas consecutivas 

    Robert Lewandowski (Polônia) Futebol – em uma temporada pelo Bayern, Lewandowski superou o recorde de 40 gols de Gerd Muller

    Max Verstappen (Holanda) Automobilismo – em 2021, o piloto holandês ganhou seu primeiro Campeonato Mundial de Fórmula 1

    Atleta feminina do ano

    Ashleigh Barty (Austrália) Tênis – número 1 do mundo, a tenista australiana venceu Wimbledon, seu segundo Grand Slam da carreira

    Allyson Felix (EUA) Atletismo – Allyson superou Carl Lewis como atleta olímpica mais premiada dos EUA 

    Katie Ledecky (EUA) Natação – a nadadora americana ganhou o ouro nos 800 e 1.500 metros livres, em Tóquio, além de duas medalhas de prata 

    Emma McKeon (Austrália) Natação – Emma ganhou quatro ouros e três bronzes em Tóquio, a maior marca individual 

    Alexia Putellas (Espanha) Futebol – capitã do Barcelona, Alexia ganhou a Bola de Ouro e o prêmio de Jogadora do Ano da UEFA

    Elaine Thompson-Herah (Jamaica) Atletismo – a atleta conquistou o ouro olímpico nos 100, 200 e revezamento 4 x 100 metros

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    Diretor-Geral da OMS diz que é “perigoso” pensar que pandemia está perto do fim

    O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus , disse nesta segunda-feira (24), ao falar na abertura de reunião do Conselho Executivo da entidade, que seria perigoso assumir que a variante Ômicron do novo coronavírus, altamente transmissível, é a última cepa que surgirá e que o mundo está no fim da pandemia de covid-19.

    Para Ghebreyesus, no entanto,  é possível ainda este ano sair da fase aguda da pandemia, em que a covid-19 representa emergência sanitária global, se estratégias e ferramentas como testes e vacinas forem utilizadas de forma abrangente.

    Desde que a Ômicron foi identificada pela primeira vez, há pouco mais de nove semanas, mais de 80 milhões de casos foram relatados à organização, mais que em todo o ano de 2020 e, segundo Tedros Ghebreyesus , “as condições são ideais para que surjam mais variantes”.

    Com informações da Agência Brasil

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    Djokovic é deportado da Austrália e pode ficar de fora da França e dos EUA

    Depois de ser deportado da Austrália nesse domingo (16), onde tentava participar do primeiro torneio de Grand Slam do ano, o Aberto da Austrália, após perder um processo judicial para que o cancelamento de seu visto fosse anulado já que não tomou vacina contra a Covid-19, o tenista sérvio Novak Djokovic (que muitos já chamam de Novax Jocovid), atual número um do ranking, também pode ser impedido de jogar no Aberto da França e de entrar nos Estados Unidos, que exigem vacinação completa.

    A nova lei francesa sobre passaporte de vacinas, aprovada pelo Parlamento ontem (16), exigirá que as pessoas tenham um certificado de vacinação para entrar em locais públicos, como restaurantes, cafés, cinemas e trens de longa distância. O Ministério dos Esportes da França afirmou nesta segunda-feira (17) que não haveria isenção ao atleta da nova lei francesa sobre passaporte de vacina.

    Djokovic tentava buscar seu 21º título de um torneio de Grand Slam, um recorde masculino, no Aberto da Austrália, mas recusou-se a tomar a vacina contra a covid-19 e foi criticado por participar de eventos públicos no mês passado, após ter um teste positivo para o coronavírus.

    Aqui para nós, o cara que estava a um passo de se tornar o maior jogador de todos os tempos e tinha tudo para ser um grande ídolo esportivo se transforma num exemplo a ser evitado, um egocêntrico negacionista. E, aos 34 anos, talvez não tenha muito tempo mais para mudar esse quadro.

    Segundo a ATP (Associação do Tênis Profissional), a postura do sérvio é minoritária no esporte e 97% dos integrantes do ranking de 100 melhores tenistas do planeta estão vacinados. Em um comunicado sobre o caso neste domingo, a entidade diz que “continua a recomendar fortemente a vacinação”, que considera “essencial” para que o tênis “possa continuar a existir com a pandemia”.

    * Com informações da Agência Brasil e da RFi

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    OMS: infecções de Covid-19 no mundo aumentaram 70% na semana passada

    As infecções no mundo pelo coronavírus aumentaram na semana passada 70%, índice inédito, e as mortes baixaram 10%, mostra boletim epidemiológico semanal da Organização Mundial da Saúde (OMS).

    Entre 27 de dezembro e 2 de janeiro houve no mundo 9,5 milhões de contágios confirmados, número que quase duplica os recordes semanais anteriores, e 41 mil mortes. É a quarta semana consecutiva de diminuição de óbitos.

    A Europa, que voltou a ser o epicentro da pandemia de covid-19 devido à variante Ômicron do SARS-CoV-2, mais transmissível, concentrou mais da metade dos casos (5,3 milhões) e mortes (22 mil) mundiais.

    Segundo o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, “o maior número de casos notificados até agora ocorreu na semana passada” e, ainda assim, pode estar subestimado.

    O aumento de novos casos foi da ordem de 100% na América e de 65% na Europa. As mortes por covid-19 baixaram 18% e 6% nas duas regiões, respectivamente.

    Se for mantido o ritmo de contágios na Europa, que totaliza 103 milhões de infecções desde o início da pandemia, em 2020, o continente superará a América (104 milhões) em número de casos confirmados.

    De acordo com a OMS, as mortes diminuíram na semana passada 7% no sul da Ásia, mas os novos contágios aumentaram 78%.

    Na África, onde foi detectada inicialmente a variante Ômicron, as infecções subiram apenas 7%, o menor percentual, mas as mortes cresceram 22%.

    Nesse continente, a maioria da população continua sem se vacinar – as vacinas contra covid-19 em circulação previnem a doença grave e a morte, mas não evitam a infecção e transmissão do vírus.

    O boletim da OMS mostra ainda que foram administradas mais de 9,3 mil milhões de doses de vacinas contra covid-19, que permitiram imunizar 59% da população mundial com pelo menos uma dose. Nos países mais pobres, a maioria na África, esse índice baixa para 8,8%.

    O relatório semanal não registra dados sobre a presença das diferentes variantes do coronavírus nas novas infecções, mas em vários países, a Ômicron já é dominante.

    A covid-19 provocou mais de 5,4 milhões de mortes em todo o mundo desde o início da pandemia.

    A covid-19 é uma doença respiratória causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detectado há dois anos em Wuhan, cidade do centro da China, e que se disseminou rapidamente pelo mundo.

    Atualmente, segundo a classificação da OMS, existem cinco variantes de preocupação do SARS-CoV-2, sendo que a Ômicron, mais recente, é a mais contagiosa.

    Apesar de sua elevada capacidade de transmissão, essa variante é menos maligna quando comparada com a antecessora Delta. Na maioria dos casos, tem se revelado assintomática ou provocado sintomas ligeiros.

    O diretor-geral da OMS alertou para o risco de se desvalorizar a Ômicron, afirmando que embora a variante se mostre menos grave, especialmente entre as pessoas vacinadas, “isso não significa que possa ser classificada como ligeira”.

    Agência Brasil

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