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    Festival Sabores D’Praia realiza segunda edição de 19 a 21 de julho

    A segunda edição do Festival Sabores D’Praia está chegando para encantar paladares e celebrar a rica gastronomia do Estado do Rio Grande do Norte. O evento, que ocorrerá nos dias 19, 20 e 21 de julho, será realizado no Espaço D’Praia, situado na deslumbrante Praia de Ponta Negra, em Natal-RN.

    O festival tem como objetivo destacar o que há de melhor na mesa do potiguar: ingredientes frescos, receitas autênticas, tradições culinárias e, é claro, muito sabor. Mais do que um festival de comida, o Sabores D’Praia é uma ação estratégica de valorização da cultura e da identidade gastronômica local. Em tempos de globalização, é essencial resgatar e fortalecer nossas tradições, preservando e mostrando o valor inestimável dos nossos tesouros culturais aos nativos e visitantes.

    Além de proporcionar uma experiência gastronômica única, o festival oferece oportunidades educativas para alunos de gastronomia e entusiastas da culinária potiguar. Oficinas e workshops permitirão que os participantes aprendam mais sobre os temperos locais e técnicas culinárias genuinamente norte-rio-grandenses.

    Todos os dias haverá praça de Alimentação com Meu Barraco Boteco Bistrô, Ivanize Mercado da Redinha – Ginga com tapioca, Caldinho gourmet, Paçoca de Pilão e Fogo². A entrada para o Festival Sabores D’Praia é gratuita, convidando todos a se deliciarem com os sabores e aromas da culinária potiguar em um ambiente descontraído e acolhedor.

    O Sabores D’Praia tem patrocínio via incentivo fiscal da Prefeitura do Natal via Lei Djalma Maranhão e Unimed Natal, do Governo do RN Fundação José Augusto via incentivo fiscal da Lei Câmara Cascudo, Coca Cola, Nordestão e Lampadinha, e apoio da Intertv Cabugi.

    Para ficar por dentro de todas as atualizações do evento, siga o perfil oficial @saboresdpraia no Instagram.

    Confira a programação completa:

    SEXTA (19/07)

    Seminário Sabores D’Praia:
    -Cada centavo importa com Péricles Medeiros
    -Comida além do prato com Nutricionista Aline Oliveria – Nutralim
    -Cozinha não é cativeiro com Chef Welder Albuquerque
    -10 anos de comida temperada com design servida com fotografia by Menu Studio (Fernando Liberato e Rayane Azevedo)
    -Gastronomia e Academia – Renato Cunha

    Atrações musicais: Banda MobyDick com Show Poetas Nordestinos, André Rangell convida Divini e Heli Medeiros

    SÁBADO (20/07)

    Menu de 3 etapas Mar e Fogo:
    Paella de Frutos do Mar – A Cozinharia
    Smoked Tuna Burger – Fernando Liberato e André Rocha – Brazza
    Meca na braza com manteiga de lama de coco e pirão escaldado – Chef Welder Albuquerque

    Atrações musicais: Valéria Oliveira, Debinha Ramos e Heli Medeiros (Chorinho & Samba).

    DOMINGO (21/07)

    Cozinha Show:
    -Descomplicando o risoto com Cacau e Gabriel – A cozinharia
    -Uoquixópi de Queijos Artesanais com Verlandia Queijeira 504
    -Onde o litoral do Uruguai e do RN se encontram com Chef Francisco Gasteasoro
    -Sabores de Praia na alta gastronomia com Chef Jonathan Canela

    Atração musical: Heli Medeiros

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    São João do Comércio tem extensa programação de 12 a 14 de julho na Praça Cívica

    Para fechar as atividades da 1ª edição do São João do Comércio, projeto do Sistema Fecomércio RN que visa fomentar o comércio de rua, a Praça Cívica de Natal receberá uma extensa programação cultural durante este final de semana. A festa junina começa na sexta-feira (12), a partir das 17h30, quando Luan Estilizado e Jarbas do Acordeon sobem no Palco Sesc; e segue até domingo (14), com oficinas gastronômicas do Senac, feira de artesanato, praça de alimentação, quadrilha junina e diversas atrações para toda a família.

    Além dos shows dos cantores Luan Estilizado e Jarbas do Acordeon, o final de semana na Praça Cívica será marcado por apresentações gratuitas de diversos artistas locais. No sábado (13), a partir das 16h, o Palco Sesc recebe o Espetáculo Estação Nordeste, do produtor cultural Dimas Carlos, quadrilha estilizada São João e apresentação de Giannini Alencar. Já no domingo (14), a programação do São João do Comércio será marcada pela Quadrilha do Zé Matuto, Arraiá dos palhaços Bisteca e Bochechinha e show do sanfoneiro Fabinho Miranda.

    Nos dias 13 e 14 de julho, quem participar da festa na Praça Cívica também terá a oportunidade de aprender diversas receitas de comidas e bebidas típicas do São João. O espaço gastronômico do Senac RN realizará diversas oficinas para crianças e adultos – como “A doce tradição das festas juninas”, “Cozinha contemporânea a versatilidade do milho com bebidas juninas”, “Gnocchi junino tradição italiana em festa nordestina” e “Comida de milho uma cozinha afetiva e infusões de cachaça”, além de restaurantes parceiros do Senac RN e Abrasel RN.

    A programação do final de semana ainda conta com a Feira Garajal, com 60 expositores, nos segmentos de moda, acessórios, gastronomia e artesanato variados.

    O projeto São João do Comércio é uma promoção do Sistema Fecomércio, Sesc e Senac RN, com apoio da Prefeitura do Natal, Associação Viva o Centro e Associação dos Empresários do Bairro do Alecrim (Aeba).

    Confira a programação completa: www.saojoaodocomercio.com.

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    Obras de reforma do Instituto Juvino Barreto estão em fase final; Mostra Elos será aberta segunda-feira (15)

    As obras de renovação do Instituto Juvino Barreto estão na fase final e, em poucos dias, os idosos da instituição terão parte de suas instalações totalmente transformadas. Graças à ONG Elos Arquitetura Social, a ala feminina do abrigo foi reformada, trazendo um ambiente renovado e acolhedor para as residentes.

    A Mostra Elos, um evento de Arquitetura sociocultural, envolve a participação de diversos profissionais, incluindo arquitetas, designers de interiores, engenheiros, artistas e paisagistas, será apresentada à sociedade entre os dias 15 e 21 de julho. O evento contará com 30 ambientes reformados e a colaboração de mais de 100 profissionais.

    A abertura da mostra será abrilhantada com um show do Padre Nunes, e o encerramento ao público será marcado pela tradicional feijoada do Juvino Barreto. Durante todos os dias do evento, das 15h às 20h, haverá uma programação cultural diversificada, incluindo palestras, música e a exposição dos ambientes reformados. A entrada será uma contribuição social de R$10 ou a doação de um pacote de fraldas geriátricas.

    A Elos Arquitetura Social, hoje liderada pelas arquitetas Mara Lorena, Juliana Maia e Mara Thaísa, é reconhecida por seus projetos transformadores em instituições sociais, promovendo a humanização e o bem-estar. Entre os projetos anteriores da ONG estão melhorias na ala masculina do Instituto Juvino Barreto, no Hospital Infantil Varela Santiago, no Lar Celeste Auta de Souza e no Centro Comunitário Acauã.

    Este ano, a Mostra traz o tema “Novo Tempo”, reforçando o compromisso da ONG em melhorar a infraestrutura de instituições que atendem pessoas em vulnerabilidade. Para mais informações sobre a campanha e outras ações da ONG, siga @elossocial nas redes sociais.

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    Inscrições abertas para oficina online de elaboração de projetos de pesquisa

    O Governo do Estado, por meio da Escola de Governo (EGRN), vai realizar no dia 17 de julho, das 8h às 11h30, a Oficina Técnica para Projeto de Pesquisa em Gestão. A finalidade é orientar os servidores públicos estaduais quanto à elaboração de um projeto de pesquisa, o qual é desenvolvido ao longo de cursos de graduação e pós-graduação. Um pré-projeto de pesquisa, inclusive, é exigido para as inscrições no Curso de Especialização em Gestão Pública, cujas inscrições foram prorrogadas e ficam abertas até 11 de agosto. 

    As inscrições para participar da oficina, que será realizada por videoconferência, podem ser feitas diretamente através do link https://suap.rn.gov.br/eventos/inscricao/146/ até o dia 16 de julho. O aprendizado será mediado pelo professor da UERN, José Orlando Costa Nunes, e vai abordar o conhecimento sobre o método e o trabalho científico quando se trata de desenvolver um trabalho de pesquisa.

    Para a diretora de Capacitação da EGRN, Selma Medeiros, esta é uma excelente oportunidade para quem quer participar dos cursos ofertados pela instituição, uma vez que já no ato da inscrição dos processos seletivos o servidor pode se deparar com essa exigência de submeter um pré-projeto. 

    “Estamos com seleção aberta para a Especialização em Gestão Pública, mas muitos servidores estão tendo dúvidas quanto ao pré-projeto. A participação nesta oficina, que aborda a elaboração de projetos de pesquisa em gestão, oferece ao servidor uma rica oportunidade de aprimorar suas habilidades na criação de propostas estruturas e robustas. Esse tipo de conhecimento é essencial para aqueles que buscam se destacar em processos seletivos de pós-graduação, visto que a capacidade de desenvolver projetos bem elaborados é um dos principais critérios nas seleções acadêmicas”, afirma Selma.

    A Oficina Técnica para Projeto de Pesquisa em Gestão vai proporcionar uma compreensão mais aprofundada em relação às etapas e metodologias necessárias para formular uma pesquisa qualificada e que permita impactar positivamente os avaliadores.

    Todavia, o impacto da aplicação prática desse aprendizado no contexto do serviço público vai além do âmbito acadêmico. Os servidores também podem utilizar as técnicas e estratégias adquiridas para criar projetos de melhoria e inovação dentro de suas próprias áreas de atuação. Isso não só contribui para o desenvolvimento profissional dos participantes, mas também fortalece a eficiência e a qualidade dos serviços prestados à população. Portanto, a oficina representa uma valiosa oportunidade de crescimento pessoal e profissional, incentivando a capacitação contínua e a excelência na administração pública.

    O professor

    José Orlando Costa Nunes é professor adjunto III da UERN, onde exerceu em 2016 a função de coordenador do curso de Especialização em Administração de Sistemas da Qualidade e, em 2019, exerceu a função de coordenador do curso de Gestão de Capital Humano, uma parceria da UERN com a EGRN. Em 2024, vai exercer a função de coordenador da turma de Natal do curso de Especialização em Gestão Pública, através de nova parceria entre UERN e EGRN. Nunes é graduado em Administração de Empresas pela UECE, especialista em Administração Hoteleira pela UFBA e em Metodologia do Ensino Superior à Distância pela FVJ-CE, além de mestre em Administração pela UFPE. O professor atua com temáticas como Administração, Gestão de Turismo, Cultura Organizacional, Empreendedorismo, Gestão de Pessoas, Hotelaria, Gestão de IES, Gestão de Cidades, Incubadoras de Empresas e Qualidade de Vida no Trabalho.

    Pós-Graduação em Gestão Pública

    O curso de Especialização em Gestão Pública é ofertado pela Secretaria de Estado da Administração (Sead), por meio da Escola de Governo, em convênio celebrado com a UERN e Fundação para o Desenvolvimento da Ciência, Tecnologia e Inovação do RN (Funcitern). São 90 vagas destinadas ao funcionalismo público estadual, sendo uma turma realizada em Natal e outra em Mossoró, cada uma com 45 alunos. 

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    Natal é a 17ª capital em qualidade de vida no país e 5ª na região Nordeste

    Karina Dantas, Agência Tatu

    Um levantamento inédito, utilizando dados socioambientais dos municípios brasileiros, mostrou que Maceió tem o pior índice de qualidade de vida entre as capitais da região Nordeste e está nas últimas colocações em todo o país. Por outro lado, Aracaju é a capital com o melhor desempenho na região. Natal está em 5º lugar no Nordeste e 17º no país.

    Os dados do Índice de Progresso Social (IPS) do Brasil, analisados pela Agência Tatu, revelam que Maceió é a terceira pior capital em qualidade de vida, com pontuação de 62,37 no IPS. A última colocação fica com Porto Velho (57,40) e em seguida Macapá (58,03), ambas no Norte do país.
    Por outro lado, as capitais que tiveram a melhor pontuação no ranking foram Brasília (71,25), Goiânia (70,49), Belo Horizonte (69,62), Florianópolis (69,56) e Curitiba (69,36). Aracaju (SE), que teve o melhor resultado entre as capitais do Nordeste, aparece na 10ª posição do país, com 67,89.
    Índice de Progresso Social nas capitais do BrasilLevantamento mede qualidade de vida da população.
    O motivo para as capitais nordestinas não aparecerem entre as primeiras colocadas é antigo, e pode estar vinculado ao modelo colonial de ocupação regional, segundo explicou o doutor em Economia, mestre em Sociologia Política e professor da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Cícero Péricles.De acordo com o especialista, esse modelo colonial fez com que, no período republicano, o Nordeste se constituísse como a mais atrasada das regiões brasileiras nos aspectos social e econômico, ao lado da região Norte.

    “Apesar de pertencerem à parte mais pobre do país, as cidades nordestinas apresentavam, entre elas, diferenças de desenvolvimento, como as reveladas desde o primeiro cálculo do IDH [Índice de Desenvolvimento Humano], em 1991. Essas diferenças foram influenciadas pela capacidade econômica da localidade que sediava a capital, pela forma de povoamento e pela maior ou menor intensidade das políticas públicas”, argumenta o economista e sociólogo.
    O professor da Ufal explica que os casos extremos, como Maceió e Aracaju, devem ser analisados de forma diferenciada. “Aracaju é uma cidade menor cuja população cresceu de forma mais ordenada, diferentemente de Maceió, que mais que duplicou de tamanho entre 1980 e 2010 devido à forte migração rural, alcançando quase um milhão de habitantes”, conta Cícero Péricles.
    Sobre o IPS BrasilO estudo analisa diversos aspectos que estão abarcados pelos temas centrais: necessidades básicas humanas, fundamentos do bem-estar e oportunidades. Para isso, foram utilizados dados públicos, recentes, e que estivessem disponíveis para todos os municípios.
    A metodologia do estudo Índice de Progresso Social é norteada para responder 12 perguntas que buscam avaliar se as pessoas têm o necessário para prosperar, indo além das métricas tradicionais e paradigmas econômicos.

    Para Cícero Péricles, o levantamento pode ajudar os tomadores de decisão a fazerem melhorias nos municípios, uma vez que existe uma carência de dados municipalizados sobre a realidade de cada local, além de faltar a sistematização dessas informações para os gestores e os agentes de cidadania.

    “O Índice de Progresso Social (IPS), ao incorporar indicadores sociais e políticos, além dos econômicos, amplia a possibilidade de um índice geral se aproximar da realidade das diversas e bem diferentes localidades brasileiras. Além do IPS, temos um bom número de índices municipalizados”, diz o economista Cícero Péricles, citando outros indicadores como o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal e o Ranking de Competitividade dos Municípios.

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    Curso gratuito sobre “Dicas para se tornar um comerciante de sucesso” está com inscrições abertas até dia 15

    O ambiente digital se tornou um importante ativo nos negócios de diferentes portes, mas é preciso agregar ferramentas para aperfeiçoar a atuação e desenvolver ações que buscam atrair clientes por meio das redes sociais. Para auxiliar os(as) micro e pequenos empreendedores(as) de todo o Brasil a conquistarem o êxito de seus negócios, o Instituto Assaí, por meio do programa Academia Assaí, em parceria com o Sebrae, realizará no dia 16 de julho o curso online e gratuito ”Dicas para se tornar um comerciante de sucesso”.

    Destinada a comerciantes e empresas que vendem nas redes sociais, a aula trará técnicas para criação de anúncios no Facebook, Instagram e Google Ads. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até o dia 15 de julho, por meio do link: https://www.academiaassai.com.br/eventos/curso/dicas-para-se-tornar-um-comerciante-de-sucesso.

    SERVIÇO

    Curso: Dicas para se tornar um comerciante de sucesso 

    Data e horário: 16 de julho de 2024, das 18h às 20h 

    Plataforma: Youtube 

    Inscrições: até as 23h59 do dia 15 de julho, por meio do link https://www.academiaassai.com.br/eventos/curso/dicas-para-se-tornar-um-comerciante-de-sucesso

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    Audiência na Assembleia Legislativa discute empoderamento das mulheres no âmbito cultural 

    Foto: João Gilberto

    Por iniciativa da Frente Parlamentar da Mulher do Legislativo Estadual, foi realizada, na tarde dessa quarta-feira (10), audiência pública em prol do “Fortalecimento das Mulheres na Cultura”. Na ocasião, autoridades femininas de nível nacional, estadual e municipal, além de representantes de comitês de cultura debateram desafios e soluções para promover a ampliação do papel das mulheres nos espaços culturais do Estado. 

    Antes dos discursos, foram realizadas duas apresentações culturais: a primeira, musical, composta por voz e violão; e em seguida foi feita uma contação de histórias através da Literatura de Cordel.  

    A primeira autoridade da Mesa a se pronunciar foi Rejane de Souza, representante do Comitê Estadual de Cultura do Rio Grande do Norte. 

    “Nós estamos aqui hoje para trazer a voz da cultura literária e das artes. Lá no comitê, estamos montando algumas pautas importantes, justamente para manter essa representatividade feminina. Recentemente, por exemplo, nós tivemos um diálogo interessante a respeito da Literatura Potiguar. Então, percebe-se que nós estamos buscando levar o foco para nossas pautas femininas, que são tão essenciais para que a gente possa se fortalecer e ter voz a respeito das nossas próprias necessidades, que por muito tempo foram silenciadas”, iniciou. 

    Segundo Rejane de Souza, “o Patriarcado não morreu; ele ainda está muito presente na sociedade”.  

    “A gente percebe isso principalmente em lugares de liderança, em que a minoria é feminina. E, infelizmente, pela educação que receberam, muitas mulheres acabam reproduzindo certos comportamentos machistas”, lamentou. 

    Finalizando, a representante do comitê estadual falou sobre o legado de Nísia Floresta no RN e no mundo.  

    “Foi ela quem disseminou as primeiras sementes do Feminismo no Brasil, além de criar a primeira escola de mulheres no RJ, com matérias ditas inaceitáveis para a época. Então é por causa dela e das ideias que ela disseminou, em termos de Cultura e Educação, que nós estamos aqui com todo esse espaço de fala”, concluiu. 

    Na sequência, a secretária Extraordinária de Cultura, Mary Land Silva, falou a respeito do “Seminário Nacional de Mulheridades e Cultura” que aconteceu nos dias 18, 19 e 20 de junho, no Estado. 

    “Eu fico muito feliz em ver tantas mulheres aqui reunidas. E isso tem sido cada vez mais frequente: mulheres juntas para transformar a realidade na qual não acreditam mais. Nós estamos percebendo que unidas somos muito mais fortes. E o seminário nacional veio pontuar tudo isso. A intenção foi que a gente tivesse três dias de grandes debates, falando sobre a nossa função na cultura brasileira. Dentre as mesas, tivemos a intitulada ‘Mulheres nas Políticas Públicas Culturais e a Política Cultural para Mulheres’ e a ‘Ancestralidade, Identidade, Diversidade e Acessibilidade nas Práticas Culturais Brasileiras Femininas’. E, inclusive, se a gente está aqui, agora, discutindo esse assunto, é porque temos uma Frente Parlamentar de Mulheres, senão esse tema nem teria sido pensado para uma audiência pública”, alertou. 

    A secretária extraordinária disse ainda que é importante, neste ano eleitoral, estimular a ocupação de mais mulheres nos espaços públicos, “para que as pautas, dores e vivências femininas estejam cada vez mais em debate na sociedade”.  

    A deputada Terezinha Maia (PL) disse que as artistas presentes à audiência “são exemplos inspiradores do poder transformador da Cultura e do papel vital das mulheres na construção de uma sociedade mais justa e criativa. Portanto, meus parabéns a todas por esse rico momento em que conhecemos a expressão cultural de cada grupo e artista que veio aqui hoje”, finalizou.  

    Presidente da Frente Parlamentar da Cultura da Câmara Municipal de Natal, a vereadora Brisa Bracchi declarou que “falar sobre a presença das mulheres na Cultura é falar sobre mais um espaço que é marcado pelo machismo e pelo Patriarcado”. 

    “Nossa sociedade incumbiu às mulheres a tarefa do cuidado com a casa, com os filhos, com as pessoas enfermas e mais velhas. E, dentro do espaço da Cultura, não é diferente. A gente escuta vários relatos de como as mulheres são colocadas apenas no lugar do cuidado. Em vez de serem diretoras do filme, elas ficam como assistentes; em vez de serem protagonistas, elas ficam com papéis secundários. E como a gente pode ajudar a superar isso? Ouvindo e construindo junto com as mulheres que ocupam esses espaços, para mostrar que elas são capazes de ser e fazer o que elas quiserem”, afirmou. 

    A vereadora citou também o projeto “Mais Mulheres na Cultura”, do qual participa desde 2021 e que é um espaço de escuta, principalmente em áreas ocupadas pelo machismo.  

    “Ao longo das vivências com o projeto, nós percebemos que fortalecer a autonomia das mulheres na Cultura é fortalecer também sua autonomia financeira, o que contribui para evitar ou quebrar os ciclos de violência que ainda sofremos”, frisou. 

    Membro do Comitê Estadual de Cultura do Ministério da Cultura, Giovanna Araújo explicou que os comitês culturais são redes de agentes culturais e instituições que são articuladas por organizações da sociedade civil, a fim de fazer as políticas públicas culturais chegarem a todos. 

    De acordo com ela, as ações organizadas pelos comitês compõem principalmente as mobilizações, os mapeamentos e as formações. “É através dessas ações que nós fazemos com que as políticas públicas e os assuntos nacionais e transversais possam chegar a todos que fazem Cultura no Rio Grande do Norte”, enfatizou, acrescentando que o comitê também age na luta contra o machismo e em prol da inclusão de mais mulheres na Política. 

    “Isso trará maior equidade, combate à violência e garantia de direitos dos nossos corpos e nossas vozes. E é por tudo que foi comentado aqui que o comitê também se junta na luta pela aprovação do Projeto de Lei de criação da Secretaria de Cultura do Estado, pois é muito importante falar desse espaço cultural dentro da realidade feminina, para que tenhamos maior empoderamento e maior participação na Arte e Cultura do nosso RN”, concluiu.  

    A deputada Isolda Dantas (PT) iniciou seu pronunciamento afirmando que, em qualquer área que se fale, percebe-se que as mulheres estão em situação inferior aos homens. “É assim na Política, na Cultura e em qualquer outro lugar. E por que existe isso? Por que nós, mulheres, para termos a nossa voz reconhecida, precisamos da legitimação de um homem? Eu sei que toda mulher aqui tem uma história para contar sobre violência, desigualdade, indignação, discriminação. Mas é assim porque, a vida inteira, socializaram as mulheres e os homens desse jeito”, opinou.  

    Isolda continuou seu discurso criticando o Machismo e o Patriarcado. “E sempre a gente tem um dono. É o tempo inteiro. Nós somos um pacotinho que vai passando de mão em mão. E isso é tido como ‘natural’. E por que nós, feministas, somos taxadas de chatas? Porque nós queremos quebrar essa ordem. Nós não queremos o tempo todo uma chancela masculina. E por que somos chamadas de grossas e brutas? Porque a gente só é ouvida desse jeito. Se a gente for dócil o tempo todo, ninguém vai nos colocar no lugar que queremos. Vai ser sempre o lugar da cuidadora, da bonitinha que fala manso e acata tudo. E nós não queremos isso”, frisou, ressaltando a importância da solidariedade entre mulheres. 

    Ao final da audiência, a deputada Divaneide Basílio (PT) citou como encaminhamentos: conseguir a aprovação do Projeto de Lei de criação da Secretaria Estadual de Cultura; fortalecer o cinema nas comunidades; pensar saídas para a saúde mental a partir da integração com ações de Cultura; fortalecer a rede de mulheres fazedoras de Cultura; fortalecer a Cultura dos povos indígenas, a partir das mulheres; ampliar ações para as mulheres cordelistas; garantir intérprete de Libras para todas as audiências da Casa Legislativa; lutar pela garantia de lugares seguros para as mulheres fora dos espaços só de mulheres, principalmente nos espaços culturais; fortalecer as mulheres quilombolas e pensar em editais específicos; fortalecer as mulheres escritoras e poetisas; promover políticas de respeito à ancestralidade; e realizar uma audiência pública específica sobre os direitos das cuidadoras.

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    Cecí Oliveira mostra seu brilho no podcast Tudo Menos Marketing

    “Bom dia, meu povo brilhoso!”. Quem identifica esse bordão já sabe: estamos falando da jornalista, ativista gorda e editora do site cultural Apartamento 702, Cecí Oliveira. Ela foi a convidada do podcast Tudo Menos Marketing, comandado por Fábio Farias, para um papo inspirador sobre estilo, empoderamento e a cena cultural de Natal.

    O podcast Tudo Menos Marketing traz conversas inspiradoras com pessoas interessantes. é uma produção da Graúna Estratégia e tem como produtores Ramon Ribeiro, Túlio Oliveira e Liene Titan. Tem novos episódios a cada 15 dias.

    A conversa começou relembrando a amizade de mais de 18 anos entre Fábio e Cecí e como o estilo dela se transformou nesse período. Do visual roqueiro da época da faculdade, ela passou a abraçar cores, brilhos e paetês, um reflexo do seu amadurecimento pessoal e da descoberta da sua potência.

    Um dos grandes marcos dessa transformação foi um comentário da sobrinha, que na época com 8 anos de idade, já demonstrava inseguranças com o próprio corpo. Esse foi um gatilho para a jornalista se conectar com sua criança interior e mostrar para a sobrinha – e para o mundo – que ela podia ser quem quisesse.Militância gorda: um processo de descobertas e enfrentamento

    A jornada de autoconhecimento de Cecí se entrelaça com sua militância contra a gordofobia. Ela conta que o processo foi longo, difícil e ainda está em construção. A partir da própria experiência com medicamentos para emagrecer e seus efeitos colaterais, Cecília passou a estudar a fundo o tema e a se conectar com outras mulheres gordas que compartilhavam da mesma vivência.

    “Conviver com outras mulheres gordas que tinham as mesmas questões que eu foi um processo muito empoderador também”, conta Cecília.

    Ao falar sobre os desafios de uma pessoa gorda na sociedade, ela destaca dois pilares: a acessibilidade – principalmente em transportes – e o acesso à saúde, que ainda são negados a muitos. Equipamentos com capacidade de peso limitada, falta de macas e mobiliário adequados e até mesmo o preconceito por parte de profissionais da saúde são obstáculos que precisam ser combatidos.

    E como lidar com o hate, tão presente no dia a dia de quem milita pela causa gorda? Cecília responde com bom humor: “Ah, vai pra lá!”. Ela reconhece que o hate vem da crença de que a pessoa gorda “é gorda porque quer” e, por isso, não tem direito de questionar ou reclamar das dificuldades que enfrenta.

    Pop Plus, Apartamento 702 e Comunica Ceci: paixão pela cultura em múltiplas frentes

    Cecília é uma apaixonada pela cultura potiguar e isso se reflete em seus trabalhos. Ela é colunista do Pop Plus, a maior feira de moda plus size do mundo, onde aborda temas como moda, ativismo e beleza direcionados para pessoas gordas. Para ela, o convite para escrever na plataforma foi uma alegria e um marco em sua trajetória: “Nunca me imaginei também sendo jornalista de moda. Por mais que eu sempre tivesse gostado, para mim nunca pareceu possível escrever sobre moda, porque meu corpo nunca foi um corpo padrão”.

    Ela também é editora do Apartamento 702, site cultural que há cerca de 10 anos divulga e valoriza a arte potiguar, e comanda a Comunica Ceci, sua empresa de assessoria de comunicação focada no segmento cultural. Através dessas frentes, Cecí trabalha para dar visibilidade aos artistas locais e mostrar a potência da arte produzida em Natal.Valorizar o que é local e fortalecer a cena cultural potiguar

    Ao final do podcast, Cecí deixa um recado importante: precisamos valorizar os artistas locais e reconhecer sua importância para a cidade. “Você também pode ser foda aqui! A gente precisa pensar que as pessoas são fodas aqui. Elas não precisam ir pra fora para serem fodas”.

    Ela convida a todos a abraçarem as produções alternativas da cidade, a seguirem o Apartamento 702 e a se informarem sobre seus direitos como cidadãos. “Você não só dá certo quando você tá a nível nacional ou a nível internacional. Você também pode ser foda aqui! A gente precisa pensar que as pessoas são fodas aqui. Elas não precisam ir pra fora pra serem fodas”.

    A entrevista com Cecí Oliveira é um convite à reflexão sobre a importância da cultura em nossas vidas e sobre como podemos contribuir para fortalecer a cena local. Que a gente possa aprender com sua história e seguir celebrando a potência da arte potiguar, com brilho, militância e muito amor.

    Link do Episódio no Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=hMhHnr5diHk 

    Link do Episódio no Spotify: https://spotifyanchor-web.app.link/e/1MLr0N6dZKb

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    Idyane França lança livro de poemas sobre diversidade de sentimentos vividos na pandemia

    “A cada poema a escritora tem sua alma desvelada, despida e transbordante” é dessa forma que podemos resumir o livro “Revelia”, da jornalista e poeta Idyane França. A obra será lançada no dia 25 de julho, no Mahalila Café e Livros, às 18h, e teve sua pré-venda iniciada nesta segunda (05) pelo Instagram da escritora @idyfranca.

    Escrita em 2020, em plena pandemia do COVID-19, a obra conta com o prefácio da doutora em Literatura Brasileira pela Universidade de São Paulo, mestre em Literatura Portuguesa pela PUC-RJ e pesquisadora do CNPq, Constância Lima Duarte.

    “Escrito num momento em que as pessoas estavam enclausuradas, bombardeadas por notícias mórbidas e inseguras com o por vir, Revelia foi a forma que encontrei para manter minha sanidade mental nesse período. Além de ser um livro que há muito tempo sonha com a liberdade de mundo, com o encontro de outros lares, de outros sentidos e de outras almas”, afirma Idyane França.

    Editada pela JV Publicações, a obra possui ilustrações feitas pela própria escritora que trazem desde traços minimalistas às aquareladas explosões de sentimentos. Leia abaixo parte da sinopse da publicação: 

    “Revelia é um grito que há muito tempo está preso na garganta. Sufocado pelo medo, sufocado pela dor, sufocado pela insegurança, pelo convencimento da não possibilidade. Sufocar-se! Sim, minhas mãos também o sufocou. Pensei, se tem que ser sufocado, que seja por mim mesma. Mas há coisas que quanto mais tentamos estancá-las, mais elas escorrem, mais elas ganham força e rompem as barreiras, como represas que quando estouram saem devastando tudo que vem pela frente. Assim é Revelia, cortante, malcriado, contestador, imoralista e inconformado”.

    Sobre a autora

    Poeta potiguar, feminista e ativista do movimento negro, Idyane França iniciou sua carreira artística como atriz na Cia. Estalo de Teatro, participando do FEST EM CENA em 2007, com o espetáculo A Separação dos Dois Esposos de Qorpo Santo.

    Jornalista pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, foi ganhadora do XXII Prêmio Estadual de Direitos Humanos Emmanuel Bezerra dos Santos (2016), pela Câmara Municipal de Natal/RN, juntamente com a rede de comunicação Mídia Ninja. Ao lado da também poeta potiguar, Olga Hawes, idealizou o projeto “No Olho da Onça”, que busca dar voz a poetas e artistas, ampliar a diversidade de literaturas que ocupam os espaços culturais e divulgar trabalhos feitos por mulheres que divergem da norma. Participou de 5 antologias.

    Serviço:
    Lançamento “Revelia”
    Data: 25 de julho
    Local: Mahalila Café e Livros – Rua Dra. Nívea Madruga, 19 – Potilândia
    Horário: 18h

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    Convocatória internacional do Festival Casa Tomada recebe inscrições até o dia 12 de julho

    O Festival Casa Tomada está com inscrições abertas até o dia 12 de julho para trabalhos artísticos que vão compor a programação de sua nona edição, programada para os dias 18, 19 e 20 de setembro no Teatro Alberto Maranhão, em Natal, Rio Grande do Norte. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas através de um formulário eletrônico disponível no link: https://forms.gle/7HQmf56oe1to3xi7A

    Criado pelo Coletivo CIDA – Coletivo Independente Dependente de Artistas – o festival teve início em 2016 com foco primordial na dança. Nesta nona edição, o evento marca um significativo ponto de virada ao expandir sua abrangência para incluir outras formas artísticas como teatro e cinema.

    René Loui, coreógrafo e intérprete do Coletivo CIDA, expressou sua satisfação com o retorno do Festival Casa Tomada após um intervalo de três anos: “Estamos muito felizes com o retorno do festival! O Festival Casa Tomada sempre foi um espaço propício para encontros, intercâmbios e aprendizados plurais, onde artistas de diversas linguagens e origens se unem para compartilhar experiências. É uma oportunidade para questionarmos, desconstruirmos e reconstruirmos nossos entendimentos sobre arte, sociedade e nós mesmos.”

    Práticas Plurais e Hibridismos

    Sob o tema “Práticas Plurais e Hibridismos”, o Festival Casa Tomada reafirma o compromisso do Coletivo CIDA e da Casa Tomada com a promoção de ações culturais acessíveis. Todas as atividades programadas serão inclusivas, com serviços de acessibilidade em Libras e audiodescrição, garantindo que um público diversificado possa desfrutar plenamente das experiências oferecidas.

    Arthur Moura, produtor do Coletivo CIDA, enfatiza que o tema desta edição visa especialmente incluir identidades e corpos frequentemente marginalizados: “É fundamental para nós que o festival reflita a complexidade e a riqueza das experiências humanas, promovendo a inclusão de identidades e corpos muitas vezes marginalizados, daí o tema ‘Práticas Plurais e Hibridismos’ deste ano. Estamos ansiosos para ver como os artistas abordarão este tema em suas obras, provocando reflexões sobre as diversas formas de ser e existir no mundo. O Festival Casa Tomada celebra a arte como um espaço de encontro e diálogo.”

    A convocatória está aberta para espetáculos, filmes, artistas e grupos que explorem práticas plurais e híbridas nas estéticas contemporâneas. As categorias disponíveis incluem Residência Artística Internacional, Mostra Cênica Nacional, Mostra Cinematográfica Nacional e Mostra de Processos Local. Cada proponente pode inscrever até duas propostas, desde que sejam em categorias distintas, assegurando assim a diversidade e representatividade dos participantes e das obras selecionadas.

    O regulamento completo do IX Festival Casa Tomada está disponível para consulta no seguinte link: https://www.coletivocida.com.br/festivalcasatomada. As propostas serão analisadas de 13 de julho a 04 de agosto, com os resultados sendo divulgados em 05 de agosto.

    O IX Festival Casa Tomada – Práticas Plurais e Hibridismos é uma iniciativa do Coletivo CIDA – Coletivo Independente Dependente de Artistas e da Casa Tomada Ambiente de Arte, contemplado pela Seleção Pública Nº 025/2023 – Lei Paulo Gustavo de Apoio às Áreas Culturais pelo Edital de Seleção de Projetos de Audiovisual N.º 01/2023 e pelo Edital de Seleção de Projetos Multiculturais N.º 02/2023. Conta com recursos da Secretaria Municipal de Cultura – Prefeitura do Natal, Fundação José Augusto – Governo do Estado do Rio Grande do Norte, Ministério da Cultura e Governo Federal do Brasil.

    Sobre o CIDA
     

    O Coletivo Independente Dependente de Artistas (CIDA ) é um núcleo artístico de dança contemporânea, fundado no ano de 2016 por artistas emergentes, pluriétnicos, com e sem deficiências, oriundos das mais diversas regiões do Brasil e radicados na cidade de Natal, no Rio Grande do Norte. O CIDA se destaca no cenário cultural por sua produção experimental e inclusiva.

    Todas as informações sobre o CIDA podem ser acompanhadas através dos canais de comunicação do coletivo. acompanhe o Coletivo no Instagram em: @coletivocida ou acesse: www.coletivocida.com.br

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    Feministas marcham por soberania popular e sobre os corpos das mulheres

    Por soberania popular e sobre seus corpos, mais de mil marchantes caminharam pelas ruas da capital potiguar nessa segunda-feira (8), batucando, cantando, carregando faixas e bandeiras, reivindicando a transformação do mundo e da vida das mulheres. O ato compõe a programação do 3º Encontro Nacional da Marcha Mundial das Mulheres (MMM) “Nalu Faria”, que teve início no sábado (6) e será encerrado nesta terça-feira (9). O ato público foi construído em aliança com outros organizações populares, como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (CONTAG) e a Central de Movimentos Populares (CMP).

    Foto: Wigna Ribeiro

    A rebeldia feminista e popular fortalecida durante o encontro e no ato vai com as mulheres de volta para os seus territórios. As participantes são de cerca de 20 estados diferentes. “Uma das coisas que me inspiraram mais aqui foi o momento da primeira batucada das mulheres. Me fez perceber que as mulheres organizadas podem desfazer qualquer coisa no mundo, transformá-lo. Então, eu acho que eu vou levar daqui é mais inspiração pra organizar as mulheres e trazer as mulheres para o feminismo popular”, disse Gabriela Nascimento, que veio do Pará. 

    Ir para os territórios e organizar cada vez mais mulheres no movimento feminista é uma tarefa com a qual muitas militantes disseram voltar para casa. “Foi valioso demais, porque eu aprendi muito. Vou poder chegar lá e poder ajudar minhas companheiras que não participaram do que eu participei. Estou muito feliz!”, dividiu Ana Gomes, de Minas Gerais. No mesmo sentido, Salene Leite, da Paraíba, compartilhou seu depoimento: “Essa marcha está sendo um uma volta à nossa luta, à nossa incansável disputa pela vida. Eu estou aqui porque eu estou lutando pelas que virão depois de mim. A minha luta é por elas e por todas nós que estamos aqui”.

    Leopoldina Lavor, da MMM Ceará, participa de um encontro nacional da MMM pela primeira vez e falou da importância do evento e do ato realizado nas ruas de Natal (RN). “Eu acho que é importante a gente estar aqui, porque estamos em uma conjuntura de avanço da extrema direita, do conservadorismo, da criminalização do feminismo (…). Estamos aqui com a Marcha Mundial das Mulheres nas ruas, mostrando o feminismo que a gente defende, né?”, afirmou a militante.

    O ato também contou com as presenças de representantes da Marcha Internacional que estão participando do encontro. Alejandra Laprea, da MMM da Venezuela e da coordenação da região Américas da Marcha, afirmou não ter palavras para expressar a alegria de acompanhar a mobilização das feministas brasileiras. “Não há palavras para falar da alegria de ver que sim, é possível ter um movimento grande de mulheres, feministas, que constroem uma organização suficientemente estruturada, porém também suficientemente flexível para enfrentar os novos desafios que se apresentam em um contexto tão complexo como o do nosso continente”, avaliou a companheira. 

    Pinar Yüksek, que atua no Secretariado Internacional da MMM, em Ankara, na Turquia, também se disse encantada com a mobilização das mulheres brasileiras. Pinar contou ao Coletivo de Comunicadoras que ficou positivamente impressionada com a organização do encontro e do ato, bem como com a alegria irreverente das militantes da marcha. A companheira falou também das semelhanças que vê entre as conjunturas brasileira e turca, contextos nos quais há um crescimento da extrema direita, o que reafirma a importância de um feminismo que seja anticapitalista e internacionalista. 

    Nesta terça-feira (9), acontecem as últimas atividades do Encontro Nacional, no qual o movimento atualiza seus eixos políticos. O evento também serviu para elaboração coletiva acerca da 6ª Ação Internacional da Marcha Mundial das Mulheres, que será realizada em 2025. As ações internacionais funcionam como momentos de construção de sínteses programáticas e de reafirmação do internacionalismo, princípio de atuação da MMM. No mundo todo, as mulheres promovem jornadas de luta que conectam realidades locais aos cenários nacionais e internacional, tendo a solidariedade como prática permanente.

    O 3º Encontro Nacional “Nalu Faria” continua até o final desta terça-feira (9). Confira qual foi a programação completa AQUI e acompanhe a cobertura do evento pela página e redes sociais do movimento.

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    Descubra se você tem direito à nova parabólica digital de forma 100% gratuita com segurança

    Muito em breve, o sinal da parabólica tradicional será desligado e o equipamento antigo não terá mais nenhuma utilidade. Para continuar tendo acesso aos canais da TV aberta, será preciso substituir pela nova parabólica digital.

    Para algumas famílias, essa troca é 100% gratuita. Tanto o recebimento, quanto a instalação são totalmente de graça para famílias inscritas em programas sociais do Governo Federal (CadÚnico) e que tenham uma parabólica tradicional instalada e em funcionamento em casa.

    O serviço é realizado pela Siga Antenado, entidade não-governamental e sem fins lucrativos responsável pela substituição das parabólicas tradicionais pela nova parabólica digital nos lares de famílias que se enquadre nesses dois critérios. Em todo o país, já foram instalados mais de 3 milhões de kits com a nova parabólica digital.

    Canais oficiais de atendimento

    Atenção: a Siga Antenado não procura as famílias. São as famílias beneficiárias que precisam entrar em contato com a entidade, por meios de seus canais de atendimento que são o site sigaantenado.com.br ou o telefone 0800 729 2404. Esse número também recebe mensagens de texto pelo WhatsApp.

    O processo é simples, gratuito e deve ser feito pelo próprio beneficiário. No momento do atendimento, será necessário informar o número do CPF ou do NIS (Número de Identificação Social). Se for confirmado que a família atende aos critérioas para receber o benefício, poderá escolher o dia exato em que o técnico da Siga Antenado fará a instalação do kit gratuito com a nova parabólica digital. O kit é composto por nova parabólica, receptor, cabos, controle remoto e pilhas. Todos os itens são 100% gratuitos, até o serviço de instalação. Os técnicos não fazem nenhum tipo de cobrança.

    A costureira Celia Aparecida Peres, moradora de Cajobi, em São Paulo, não perdeu tempo e agendou a sua instalação. “O processo foi muito tranquilo, fiz o agendamento por telefone, sem dificuldade. E a TV funciona bem, a qualidade da imagem melhorou bastante. Quando termino o trabalho, gosto de assistir às novelas e aos finais de semana à missa”, relata.

    Atualmente, a Siga Antenado está presente em 4.302 municípios brasileiros. Para saber se a cidade onde mora já está contemplada pela entidade, basta fazer uma consulta ao site sigaantenado.com.br/lista-cidades ou ligar para o número 0800-729-2404.

    A mudança traz muitas vantagens às famílias que dependem atualmente da parabólica tradicional para ver televisão. A nova parabólica digital é mais moderna, pequena e oferece mais de 80 canais, incluindo regionais, que continuarão sendo gratuitos e terão qualidade superior de imagem e som.

    A recomendação é que as famílias entrem em contato com a Siga Antenado o quanto antes para evitar ficar sem o sinal de TV. A previsão é que a parabólica tradicional tenha o sinal desligado definitivamente até o final deste ano. Algumas emissoras já estão transmitindo sua programação apenas para a nova parabólica digital. Nos próximos meses, outras farão o mesmo.

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