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    Rede Nacional de Comunicação Pública terá 72 novas emissoras de rádio e TV

    A Rede Nacional de Comunicação de Pública (RNCP), coordenada pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC), vai passar pela maior expansão de sua história. Em evento no Palácio do Planalto, nessa terça-feira (17), foram assinados acordos de cooperação entre a EBC, a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) e 31 universidades federais, para a operação de 72 novas emissoras de rádio e TV. 

    A RNCP, prevista na lei de criação da EBC e constituída em 2010, é formada por emissoras de TV e rádio que atuam por todo país, propiciando cultura e informação para milhões de brasileiros. Atualmente, segundo a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), é a quinta maior rede de radiodifusão do país.

    EBC é responsável pela formação, fortalecimento e expansão da RNCP. A primeira transmissão ocorreu há 13 anos, com sete emissoras universitárias e 15 emissoras públicas estaduais. Desde então, a rede veio ampliando a difusão integrada de conteúdo jornalístico, educacional e cultural para todas as regiões do Brasil, até chegar a 40 emissoras de rádio e 69 de televisão, totalizando 109 veículos de radiodifusão. São emissoras que difundem produções da TV BrasilRádio MEC e Rádio Nacional, além de exibir conteúdo produzido pelas emissoras parceiras em rede nacional.

    Com a consignação de novos canais de rádio e TV do Ministério das Comunicações para a EBC, a rede praticamente vai dobrar de tamanho. A consignação é o serviço executado em nome da União por ministérios, EBC, Câmara dos Deputados, Senado Federal e Supremo Tribunal Federal, nos termos da Portaria nº 04, de 17 de janeiro de 2014.

    Além das 32 universidades e 72 novas emissoras, outras 13 universidades federais deverão assinar acordos similares com a EBC em breve, com a intenção de operar em parceria outras 28 estações, chegando a 100 novas emissoras em potencial.

    “Esse ato de hoje é o maior movimento de expansão da rede nacional de comunicação pública da história da EBC“, destacou o ministro da Secom, Paulo Pimenta.

    Para o diretor-presidente da EBC, Hélio Doyle, os acordos de cooperação representam um marco na história da comunicação pública.

    “Até o momento, como nós vimos, integram a Rede Nacional de Comunicação Pública, 40 emissoras de rádio e 69 de televisão. Com as assinaturas de hoje, passamos a contar com 91 emissoras de rádio e 118 emissoras de televisão. Um número bastante expressivo, que tornará essa rede ainda mais forte”, detalhou.

    “Desde que assumimos a direção da EBC, procuramos aprofundar a relação com as universidades federais, com as universidades públicas. Aumentamos a produção de notícias feitas por emissoras universitárias em nossa programação, em nossos telejornais”, acrescentou Doyle.

    Conteúdos de qualidade

    Reitora da Universidade de Brasília (UnB) e atual presidente da Andifes, Márcia Abrahão Moura celebrou o passo dado pelas universidades na expansão da rede pública de comunicação. Os acordos previstos, segundo ela, vão estabelecer novas emissoras em 50 municípios.

    “Nós prontamente aderimos ao chamamento, porque sabemos da importância que é levar comunicação de qualidade, com informações verdadeiras. Vivemos num mundo, e num momento do nosso país, em que uma informação de qualidade é fundamental”, observou.

    Para a reitora, o desafio agora é assegurar recursos para a implantação e operação dessas emissoras. “Certamente todo esse avanço necessita de mais investimento, mais pessoal. O financiamento não só para a manutenção das nossas instituições, mas também a ampliação do orçamento para que a gente possa dar conta das nossas obrigações, e com grande compromisso social.”

    Para o ministro das Comunicações, Juscelino Filho, a ampliação da cobertura da EBC no território nacional, por meio de consignações de canais da União, para a execução dos serviços de FM e TV digital, em parceria com as universidades, é uma medida “imprescindível”. “Além de caráter informativo, traz uma gama de conteúdos educativos, não só da cultura local, mas estudos e pesquisas desenvolvidos pelas nossas universidades”, enfatizou.

    Em entrevista a jornalistas após o evento que anunciou a expansão da RNCP, Paulo Pimenta mencionou o caráter de complementaridade da comunicação pública na oferta de conteúdos à população.

    “Esse gesto de parceria da EBC com as universidades públicas é uma afirmação de uma comunicação que traz para a população a oportunidade de ter acesso a um conteúdo que comercialmente não interessa às outras emissoras”, argumentou o ministro da Secom.

    Interiorização e diversidade

    Entre os acordos assinados, está o de ampliação do sinal da TV da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), a TV Ufal. Atualmente presente na região metropolitana de Maceió, abrangendo uma população de 1,3 milhão de habitantes, o sinal da TV será expandido para os campi de Arapiraca e Delmiro Gouveia, no interior do estado. Além disso, a capital e os dois municípios também terão uma nova estação de rádio FM operada pela universidade. Com isso, o sinal de rádio e TV será expandido para cerca de 3,2 milhões de pessoas, prevê o reitor da Ufal, Josealdo Tonholo.  

    “Nada melhor do que essa parceria da educação, que está em todo o território nacional, associada à EBC, que passa a ter, através das universidades, o lastro de ocupação em todo o país”, afirmou Tonholo.

    Segundo ele, a medida amplia as possibilidades de regionalização do conteúdo cultural e informativo, aumentando a diversidade no rádio e na TV aberta.

    “O que tem de importante nesse movimento é que a gente se articula enquanto rede de comunicação pública. Cada emissora isolada tem uma força perante aquele público da região, mas no momento que a gente expande isso nacionalmente, a gente consegue repercutir temas e pautas importantes, como divulgação científica, desenvolvimento científico e tecnológico, educação, criando uma pauta diferente na sociedade, comprometida com a qualidade e a veracidade dos fatos, e contribuindo com a democracia brasileira”, analisou a professora da Universidade Federal de Sergipe (UFS) Maíra Bittencourt, diretora do Colégio de Gestores de Comunicação das Instituições Federais de Ensino Superior (Cogecom), vinculado à Andifes.

    EBC foi criada em 2007 como responsável pelo sistema público de comunicação federal, incluindo a rede pública de comunicação de Rádio e TV. A EBC gerencia as rádios Nacional e MEC, a Radioagência Nacional, a Agência Brasil e a TV Brasil, além do veículo governamental Canal Gov, e do programa Voz do Brasil.

    Confira abaixo a lista de universidades federais que assinaram acordos de parceria com a EBC para a expansão da Rede Nacional de Comunicação Pública:

    Televisão

    1. Universidade Federal do Pará (UFPA)
    2. Universidade Federal do Ceará (UFC)
    3. Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab)
    4. Universidade Federal Rio de Janeiro (UFRJ)
    5. Universidade Federal São Carlos (Ufscar)
    6. Universidade Federal do Cariri (UFCA)
    7. Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB)

    Rádio

    1. Universidade Federal do Rio Grande (FURG)
    2. Universidade Federal do Amazonas (UFAM)
    3. Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP)
    4. Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS)
    5. Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB)
    6. Universidade Federal do Pampa (Unipampa)
    7. Universidade de Brasília (UnB)
    8. Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
    9. Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD)

    TV e Rádio

    1. Universidade Federal do Recôncavo Bahiano (UFRB)
    2. Universidade Federal do Amapá (Unifap)
    3. Universidade Federal do Juiz de Fora (UFJF)
    4. Universidade Federal do Agreste Pernambuco (Ufape)
    5. Universidade Federal do Espírito Santo (UFES)
    6. Universidade Federal do Maranhão (UFMA)
    7. Universidade Federal do Paraná (UFPR)
    8. Universidade Federal de Lavras (UFLA)
    9. Universidade Federal Rural do Semiárido (Ufersa)
    10. Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ)
    11. Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG)
    12. Universidade Federal de Alagoas (UFAL)
    13. Universidade Federal de Sergipe (UFS)
    14. Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf)
    15. Universidade Federal Fluminense (UFF)

    Agência Brasil

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    Marcada pela participação popular, Constituição completa 35 anos

    Fruto do processo de redemocratização que pôs fim a 21 anos de ditadura (1964/1985), a Constituição Federal brasileira completa 35 anos nesta quinta-feira (5). Em vigor desde 5 de outubro de 1988, a atual Carta Magna é o sétimo texto constitucional promulgado desde 1824, quando o imperador D. Pedro I impôs ao país seu primeiro conjunto de leis, normas e regras gerais.

    Ainda que o texto aprovado pelos constituintes já tenha sofrido 143 modificações (131 delas por meio de emendas regulares; seis por emendas aprovadas na revisão constitucional de 1994 e outras seis por força da adesão do Brasil a tratados internacionais sobre direitos humanos), a atual Constituição já é a segunda mais longeva desde a proclamação da República, em 1889, perdendo apenas para a segunda Carta, que vigorou por 43 anos, de 1891 e 1934. 

    Por ter ampliado as liberdades civis e os direitos individuais, estabelecendo o dever do Estado de garanti-los a todos os cidadãos e definir o Brasil como um Estado Democrático de Direito fundado na soberania nacional, cidadania, dignidade humana, pluralismo político e nos valores sociais do trabalho e da livre iniciativa, o texto passou a ser chamado de A Constituição Cidadã.

    Brasília - A Assembleia Nacional Constituinte completa 30 anos de instalação. A assembleia resultou na Constituição de 1988. Na foto, o presidente da assembleia, deputado Ulysses Guimarães, no dia da promulgação do texto na assembleia

    Brasília – A Assembleia Nacional Constituinte completa 30 anos de instalação. Na foto, o presidente da assembleia, deputado Ulysses Guimarães, no dia da promulgação do texto – Arquivo/Agência Brasil

    “A Constituição de 1988 é fruto da redemocratização e da instituição da ordem democrática do país”, comentou a então presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Rosa Weber, pouco antes de se aposentar e deixar a magistratura, no fim de setembro.

    Popular

    Outra razão para que, após três décadas e meia de profundas mudanças sociais e culturais, o texto de 1988 continue sendo chamado de A Constituição Cidadã é o fato de segmentos populares terem, de forma inédita, participado de sua elaboração.

    No regimento que regulamentava o funcionamento da Assembleia Constituinte, os parlamentares fizeram constar, entre outras coisas, a determinação de que os constituintes deveriam acolher e analisar as sugestões de órgãos legislativos estaduais e municipais, bem como de entidades associativas e tribunais. E, principalmente, apreciar emendas populares com mais de 30 mil assinaturas de eleitores e respaldadas por três entidades.

    Cento e vinte e duas emendas populares que, juntas, receberam cerca de 13 milhões de subscrições, foram apresentadas à Comissão de Sistematização. Oitenta e três delas cumpriram todos os requisitos regimentais, mas apenas 19 receberam parecer favorável e chegaram a integrar a Constituição, resultando na aprovação de importantes mecanismos legais, como o que prevê a possibilidade da sociedade organizada propor à Câmara dos Deputados um projeto de lei. 

    Brasília - A Assembleia Nacional Constituinte completa 30 anos de instalação. A assembleia resultou na Constituição de 1988. Na foto, o dia da promulgação do texto na assembleia (Arquivo/Agência Brasil)

    Brasília – Assembleia Nacional Constituinte completa 30 anos de instalação. Na foto, o dia da promulgação do texto – Arquivo/Agência Brasil

    Outro canal de participação popular foi criado pelo Senado ainda em 1986. Ou seja, meses após o então presidente da República José Sarney propor ao Congresso Nacional a convocação de uma Assembleia Constituinte e antes mesmo desta ser instalada, em fevereiro de 1987. Em uma época em que o Brasil ainda não estava conectado às primeiras redes que interligavam apenas computadores de institutos de educação e pesquisa e em que a internet ainda parecia coisa de ficção científica, o Senado decidiu disponibilizar, nas agências dos Correios de todo o país, formulários para que os interessados enviassem sugestões, comentários e críticas aos 512 deputados federais e 82 senadores encarregados de redigir a Carta Magna – incluídos os suplentes.

    “Foi um marco histórico e acho minha atitude louvável, pois, na época, tudo era uma dificuldade. Principalmente nas regiões mais distantes, carentes, os direitos sociais da população eram negados”, lembrou o aposentado Afonso Marques de Sousa, autor de uma das mais de 72 mil mensagens que cidadãos enviaram ao Congresso Nacional durante os 20 meses de funcionamento da Assembleia Constituinte.

    Na época, Afonso tinha cerca de 27 anos de idade, o ensino médio completo e morava em Sousa, no interior da Paraíba. Filho de um ex-dirigente partidário municipal, já compreendia um pouco dos meandros da política, embora só após a redemocratização tenha decidido ingressar na vida pública, elegendo-se vereador em 1989. “Até então, não existia essa coisa de SUS [Sistema Único de Saúde], de remédio gratuito, de atenção às gestantes e à infância. Tudo era pago, comprado. É a Constituição que, hoje, garante isso a todo cidadão que precisa”, destacou.

    Ao ser entrevistado pela Agência Brasil, às vésperas de a Constituição completar 35 anos, Sousa não recordava o teor da mensagem que enviou ao Congresso Nacional. Lembrado de que, no texto, ele lamentou a morte do presidente Tancredo Neves (que foi substituído por seu vice, Sarney, a quem coube convocar a Assembleia Constituinte); manifestava o desejo de que o texto constitucional trouxesse “tudo de bom e felicidade para a sociedade brasileira” e identificava o trabalho dos constituintes como a base para que os brasileiros pudessem viver “uma vida melhor”, o aposentado avaliou que muitas de suas expectativas foram atingidas.

    “Houve uma participação popular e a democracia garantiu que indivíduos, grupos e associações tivessem direito não só à representação política, mas a participar e defender seus direitos. Muita coisa ficou [por] complementar [no texto constitucional]. Muitas brechas ficaram abertas e ainda há muito o que fazer, mas a Constituição deu muitas oportunidades [direitos], principalmente aos mais pobres. Até a censura acabou, para que a imprensa tivesse voz”, destacou Afonso, lembrando que a Carta Magna veda “toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística” e qualquer mecanismo legal que “possa constituir embaraço à plena liberdade de informação jornalística em qualquer veículo de comunicação social”. “Os constituintes reestruturaram até o Poder Judiciário, que ganhou mais autonomia administrativa e financeira.”

    Brasília - A Assembleia Nacional Constituinte completa 30 anos de instalação. A assembleia resultou na Constituição de 1988. Público acompanhou no gramado do Congresso o dia da promulgação do texto (Arquivo/Agência Brasil)

    Brasília – A Assembleia Nacional Constituinte completa 30 anos de instalação. Público acompanhou no gramado do Congresso a promulgação do texto – Arquivo/Agência Brasil

    Princípios

    Mencionada por Sousa em sua mensagem, a palavra felicidade foi citada por outros cidadãos em suas contribuições aos constituintes – que, priorizando a objetividade, não a incluíram no texto constitucional, optando por estabelecer que o Estado Democrático e a ordem social buscam assegurar o bem-estar social. A preocupação com o bem-estar aparece oito vezes na redação atualmente em vigor. 

    A engenheira química e empresária Ivonice Aires Campos Dias foi uma das pessoas que destacaram a importância da felicidade. Em sua mensagem, ela apontou a educação como prioridade e elencou valores como liberdade, confiança, estabilidade, eficiência e justiça como metas a serem perseguidas.

    “Não me lembrava mais das palavras, mas, hoje, eu escreveria igualzinho”, afirmou Ivonice após a reportagem lembrá-la do teor da mensagem escrita em novembro de 1986, quando ela, casada, mãe de três filhos e experiente profissional de dois setores até hoje caracterizado pela pouca presença feminina (mineração e energia), decidiu dar sua “modesta, mas generosa contribuição”.

    “Eu hoje presido o Conselho da Mulher Empresária, da Associação Comercial do Distrito Federal, e temos esses mesmos valores como princípios. É muito bom rever [a mensagem] e verificar que isso faz parte da minha trajetória. E que muito daquilo que desejávamos vem se realizando”, comentou a empresária que, ao longo dos anos, ocupou importantes cargos na iniciativa privada e no setor público, incluindo a Secretaria de Articulação e Parcerias do extinto Ministério da Cidadania.

    Brasília - A Assembleia Nacional Constituinte completa 30 anos de instalação. A assembleia resultou na Constituição de 1988. Na foto, o dia da promulgação do texto na assembleia (Arquivo/Agência Brasil)

    Brasília – A Assembleia Nacional Constituinte completa 30 anos de instalação. Na foto, o dia da promulgação do texto – Arquivo/Agência Brasil

    “O momento da Constituinte foi de muita alegria, euforia e esperança. O texto aprovado não só permitiu a condução do Brasil para o processo democrático, como contribuiu para as melhorias em termos de qualidade de vida e segue nos orientando e inspirando até hoje”, disse Ivonice antes de comentar as mudanças que o texto original sofreu ao longo dos anos e o processo de regulamentação de vários artigos constitucionais. “Há um espaço importante que integra o processo de aperfeiçoamento e adaptação de um país. E muito o que ser feito, mas considero que nossa população, nosso país, vem evoluindo de maneira muito bonita. E com as oportunidades que as novas tecnologias nos oferecem, creio que estamos prontos para evoluir ainda mais e a Constituição segue sendo um norte”, concluiu Ivonice.

    Brasília (DF) - 05/10/2023- 35 anos da Constituição Federal
Arte Agência Brasil

    Brasília (DF) – 05/10/2023- 35 anos da Constituição Federal Arte Agência Brasil

    Agência Brasil

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    Prefeitura do Natal lança edital de bolsas estudantis para pessoas travestis, transexuais e transgêneros

    Visando ao preenchimento de vagas do Programa Municipal Transcidadania, a Prefeitura de Natal, por meio da Secretaria Municipal de Igualdade Racial, Direitos Humanos, Diversidade, Pessoas Idosas e Pessoas com Deficiência (Semidh), publicou nesta quinta-feira (27), no Diário Oficial do Município (DOM), o edital do processo seletivo, o  qual dispõe de 30 Bolsas de Permanência Estudantil para pessoas travestis, transexuais e transgêneros em situação de vulnerabilidade socioeconômica. 

    O edital contempla, ainda, uma Bolsa de Assessoria Jurídica e uma Bolsa de Coordenação de Projetos Técnico-Científicos destinada a uma pessoa travesti, transexual ou transgênero que tenha formação superior nos Cursos de Ciências Sociais e/ou Antropologia, Sociologia, Pedagogia e/ou Licenciaturas, Serviço Social, Gestão de Políticas Públicas, Psicologia e/ou outras áreas correlatas, em instituições reconhecidas pelo Ministério da Educação. O período de inscrições inicia hoje (27) e segue até o dia 31 de maio.

    Podem concorrer ao Programa nas categorias de Bolsista de Permanência Estudantil, Bolsista de Coordenação de Projetos Técnico-Científicos e Assessoria Jurídica apenas  pessoas com residência mínima de seis meses comprovada no município de Natal. Para concorrer às vagas regidas no edital, a candidata ou o candidato de ambas as Bolsas não pode ter vínculo empregatício vigente em sua Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS), bem como não pode receber outros benefícios trabalhistas ou previdenciários.

    O Programa Municipal Transcidadania objetiva desenvolver mecanismos de capacitação profissional e inserção ao mercado de trabalho em Natal, como parte fundamental das Políticas Públicas de Enfrentamento à LGBTfobia, visando fortalecer e ampliar o acesso aos direitos sociais da população travesti, transexual e transgênero.

    Os recursos necessários ao pagamento das bolsas constantes no edital são oriundos do Termo de Compromisso nº 001/2023 firmado entre a Secretaria Municipal de Igualdade Racial, Direitos Humanos, Diversidade, Pessoas Idosas e Pessoas com Deficiência e o Ministério Público do Trabalho do Rio Grande do Norte. Os recursos são provenientes do repasse de R$ 460 mil oriundos da reversão de bens e recursos decorrentes da atuação finalística do Ministério Público do Trabalho, por meio do edital de Chamamento Público para Cadastramento de Órgãos e Entidades.

    De acordo com a secretária municipal de Igualdade Racial, Direitos Humanos, Diversidade, Pessoas Idosas e Pessoas com Deficiência, Yara Costa, Natal avança na garantia dos direitos humanos ao implementar o Programa Municipal Transcidadania, uma vez que dá oportunidade de inserção no mercado de trabalho à população trans, em um país que mais mata pessoas transexuais no mundo. “O Programa Transcidadania reflete que a gestão tem compromisso com a redução da desigualdade e da violência, embora seja uma pauta com muito preconceito em volta, porque muitas pessoas acham que não é uma política necessária, mas nós estamos falando de uma população que ao se assumir como pessoa trans, muitas vezes é expulsa de casa, não conclui os estudos e tem dificuldade de acesso ao mercado de trabalho. E o Programa Transcidadania tem como objetivo impactar nessas questões para possibilitar que as pessoas tenham oportunidade de trabalho, concluir seus estudos e ter direito a uma vida digna”, observou a gestora. 

    Serão ofertadas Bolsas de Permanência Estudantil a 30 pessoas, no decorrer de 12 meses, com valor mensal de R$ 600,00, totalizando o montante de R$ 216 mil investidos, com início das atividades no mês de junho de 2023. Será ofertada Bolsa de Coordenação de Projeto Técnico Científico a uma pessoa, no decorrer de 12 meses, com valor mensal de R$ 2.200,00, totalizando o montante de R$ 26,4 mil investidos, com início das atividades também em junho de 2023.

    Para o preenchimento das 30 Bolsas de Permanência Estudantil, é estabelecida a igualdade étnico-racial como critério para sua composição, sendo 14 bolsas destinadas, preferencialmente, a pessoas com deficiência ou autodeclaradas negras, indígenas, ciganas e/ou quilombolas. Na ausência de candidaturas, as vagas correspondentes serão redistribuídas pela Comissão de Habilitação e Seleção.

    São documentos obrigatórios para a inscrição no edital, o preenchimento do formulário de inscrição, cópia de documento de RG e CPF, cópia do comprovante de endereço atualizado (validade máxima de três meses), acompanhado de declaração de residência; cópia da Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS), juntamente a Declaração de Ausência de Vínculo Empregatício; Certidão Negativa Conjunta de Débitos relativos a Tributos Federais e à Dívida Ativa da União, Certidão Negativa        de Débitos Estaduais, Certidão Negativa de Débitos Municipais, emitida pela Prefeitura do Município de Natal, dados bancários da pessoa física (nome, números da Agência e Conta Corrente ou Conta Poupança do Banco do Brasil. Como este item não possui caráter eliminatório, o(a)proponente contemplado(a) que não possuir conta bancária deve providenciar sua abertura em até 15 dias após o resultado da seleção.

    Confira aqui o edital completo.

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    Encerramento do projeto Cidades Inteligentes acontece nesta sexta-feira (07) é aberto ao público

    A arte urbana transforma espaços públicos em ambientes de socialização e exercício da cidadania – além de representar uma oportunidade de trabalho. E a segunda edição do projeto Cidades Inteligentes está aí para mostrar que essa é uma realidade possível. Para isso, a iniciativa realizou oficinas gratuitas em Natal.

    A primeira dessas atividades foi um bate-papo de lançamento do projeto sobre o grafite como uma oportunidade de trabalho e geração de renda. Já o segundo ciclo de Oficinas de Grafite e Desenvolvimento de Mobiliário Urbano aconteceram entre os dias 3 e 6 de abril, em diferentes turmas de até 20 alunos. 

    O Projeto Cidades Inteligentes acontece na Esc. Est. Prof. Crisan Siminéa, com estudantes do Ensino Fundamental Anos Finais e Médio.

    As oficinas sobre Grafitti, artes visuais e Cidadania buscam refletir sobre as temáticas que envolvem nossa comunidade e o universo das juventudes que abraçamos, assim como, oportunizam um novo olhar para o Grafitti , hip hop e diferentes artes.

    Nossos estudantes realizam intervenções na escola e no espaço Jesiel Figueiredo

    Para encerrar o projeto em grande estilo, acontece amanhã (dia 7 de abril, das 16h às 20h) um evento aberto a toda a comunidade no espaço transformado pelos alunos do projeto. O encontro ocorre no próprio Espaço Cultural Jesiel Figueiredo, tem música ao vivo e microfone aberto para quem quiser dar seu depoimento. 

    O projeto ‘Cidades Inteligentes – 2a edição’ é uma ação cultural idealizada pela Numen Produtora. A execução em Natal conta com o patrocínio da Meta, apoio da Prefeitura Municipal do Natal, através da Secretaria Municipal de Cultura e Fundação Cultural Capitania Das Artes (FUNCARTE). A iniciativa é realizada por meio da Lei de Incentivo à Cultura, do Governo Federal.

    Sobre a Numen Produtora

    A Numen Produtora foi criada em 2016, na cidade de Campinas/SP. Trata-se de uma produtora cultural especializada em projetos de artes visuais elaborados para impactar a vida de pessoas e comunidades por todo o Brasil. Seus projetos são viabilizados pelo ProAC/ICMS (Programa De Ação Cultural da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo) e pela Lei de Incentivo à Cultura (“Lei Rouanet”) e são adaptados para demandas sociais próprias à realidade brasileira.

    Todos os projetos culturais da Numen Produtora estão alinhados aos 17 ODS (objetivos de desenvolvimento social da ONU). As principais temáticas abordadas nos projetos são sustentabilidade, capacitação profissional, ocupação do espaço público e empoderamento feminino, utilizando a cultura como ferramenta para desenvolver ambientes transformadores.

    Serviço

    Evento de encerramento do projeto (aberto ao público)

    Espaço Cultural Jesiel Figueiredo – Rua do Taiaraçu, 228 – Lagoa Azul, Natal – RN

    Quando: 7 de abril, das 16h às 20h

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    Apae de Jardim do Seridó participa do Natal Praia Inclusiva neste domingo (29)

    250 quilômetros separam a pequena Jardim do Seridó da capital potiguar. E neste domingo (29), vai ser o caminho percorrido por um grupo de 10 pessoas com deficiência atendidas pela Apae do município, que vem participar, pela primeira vez, do Natal Praia Inclusiva. O projeto, idealizado e coordenado pela Sadef (Sociedade Amigos do Deficiente Físico do RN), oferece banho de mar assistido e atividades de lazer a pessoas com deficiência e mobilidade reduzida na praia de Ponta Negra, todos os fins de semana.

    “É uma alegria imensa poder levar nossos assistidos para participar de um momento que com certeza vai ser inesquecível para eles”, comemora Francisco Carlos, mais conhecido como “Peba”, presidente da Apae de Jardim do Seridó. Peba também é pai de Yago, jovem de 20 anos com Síndrome de Down, que vem a Natal: “ah, ele é o primeiro da fila, não perde por nada”, diz o pai.

    Yago já morou em Natal, e conhece o mar.  Mas entre os jardinenses que virão à capital tem quem nunca sequer tenha visto o mar. E quem até já foi à praia, mas por causa das limitações, não tomou banho. “O Praia Inclusiva é um dos maiores orgulhos da Sadef por possibilitar esse prazer, simples para muitas pessoas, mas inviável para a maioria das pessoas com deficiência. Com nossos voluntários e equipamentos adaptados, eles podem viver essa experiência de maneira segura”, afirma Dário Gomes, presidente da Sadef.

    O Praia Inclusiva existe desde 2017, e acontece todos os sábados e domingos pela manhã, em Ponta Negra, perto do Morro do Careca. Em 2022, a Sadef passou a realizar edições itinerantes em outras praias do litoral potiguar, também como forma de chamar a atenção do poder público para a importância da acessibilidade nas praias. 

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    Ecopraça edição Raizes acontece neste fim de semana no conjunto Mirassol

    Projeto Ecopraça está há nove anos no circuito sociocultural potiguar realizando a ocupação de espaços públicos com atividades culturais, criativas e de sustentabilidade. O projeto realiza a sua próxima edição nesta semana, de 01 a 04 de dezembro, no Sebrae/RN e na Praça do Floca, no conjunto Mirassol.

    A proposta dessa edição é validar a metodologia participativa do projeto que vem sendo desenvolvida ao longo dos últimos anos e que é dividida em 4 etapas:

    • Pesquisa e Mapeamento junto à comunidade do entorno da praça
    • Escuta e pensamento: que acontecerá em um formato de laboratório imersivo aonde os participantes são convidados a pensarem em soluções inovadoras para a praça e conta com a participação de renomados urbanistas brasileiros como mentores desse processo. A Prof.ª. Ruth Ataíde (UFRN), Cláudia Gazola (educadora popular, arquiteta e urbanista), André Moraes e LAURA SOBRAL.
    • Mão na massa: momento de transformar na prática a praça, onde todas as pessoas são bem vindas e convidadas a participarem de um mutirão, deixando um legado físico para o espaço.
    • Celebração: que tem o formato de festival multi-linguagem aonde diversas linguagens da arte se encontram para celebrar o encerramento do ciclo do projeto.

    O Ecopraça é um projeto pioneiro no Rio Grande do Norte em incentivar a participação das pessoas nos espaços públicos com atividades socioambientais e culturais, desde 2013, realizando um movimento de reativação e ressignificação de praças de forma colaborativa, lúdica e sustentável, unindo o poder público, a iniciativa privada e a sociedade civil para repensar e ocupar a cidade de forma criativa

    Levar um evento de conscientização ambiental unido à arte, é não somente democratizar acesso à informação e cultura, mas, proporcionar lazer e entretenimento de impacto positivo às comunidades e, sabemos que atividades como essas são fundamentais para o desenvolvimento de uma sociedade mais sustentável.

    O projeto ecopraça é realizado pelo Instituto Ancestral (organização não governamental) com o patrocínio da Prefeitura de Natal e Unimed Natal, através da Lei Djalma Maranhão e apoio do Sebrae RN e da Vereadora Brisa Bracchi.    

    SERVIÇO

    Ecopraça 2022 – Edição Raízes

    Mais informações:  www.ecopraca.org

    PROGRAMAÇÃO

    – Laboratório Ecopraça

    Dias 1 e 2 de dezembro, das 9h às 18h – Sebrae/RN

    Av. Lima e Silva, 76 – Lagoa Nova, Natal – RN

    QUINTA| 01 DE DEZEMBRO

    09h – CAFÉ DE ABERTURA

    09h30 – FALA DE ABERTURA

    10h – MESA TEMÁTICA: DIREITO À CIDADE | COM A Prof.ª. RUTH ATAÍDE (UFRN) E CLÁUDIA GAZOLA (EDUCADORA POPULAR, ARQUITETA E URBANISTA)

    11h – RODA COM DINÂMICAS LÚDICAS

    12h – ALMOÇO

    13h30 – FORMAÇÃO DE GRUPOS DE TRABALHO

    14h – METODOLOGIA PARTICIPATIVA COM OFICINAS LÚDICAS DIRECIONADAS PARA MONTAGEM DA CARTILHA E DIRETRIZES URBANÍSTICAS

    17h – RODA DE CONVERSA PARA ENCERRAMENTO DO DIA DE ATIVIDADES E FEEDBACKS

    18h – ENCERRAMENTO

    SEXTA| 02 DE DEZEMBRO

    09h – DINÂMICA DE ABERTURA

    09h30 –  MESA TEMÁTICA: INTERVENÇÕES EM ESPAÇOS PÚBLICOS | COM ANDRÉ MORAES (ARTISTA, ARQUITETO E URBANISTA) E LAURA SOBRAL (ARQUITETA E URBANISTA)

    10h30  – RODA COM DINÂMICAS LÚDICAS

    12h –  FALA DE ENCERRAMENTO + ENTREGA DE CERTIFICADOS

    12h30 – ENCERRAMENTO

    SÁBADO| 03 DE DEZEMBRO   – Ações na praça – Praça do FLOCA (Praça Thomé Soares Filgueira) – Mirassol

    09h – CAFÉ NA PRAÇA

    09h30 – DINAMICA DE ABERTURA – BIODANZA COM ISÍS DE CASTRO 

    10h – INTERVENÇÃO QUINTAU

             TINTA NA PRAÇA

             ECOARTE- GEOTINTA

    15h – POEMA A PASSEIO

             OFICINA MOLDANDO O STENCIL COM O OLHAR

    DOMINGO| 04 DE DEZEMBRO| 15h às 22h | PROGRAMAÇÃO CULTURAL – Acesso gratuito

    15h- URUCUM

    15h30 – ENCONTRO POTIGUAR DE MALABARISMO E CIRCO

                 FLUTUA CORPO

                 BRINCANDO NA PRAÇA

                 OFICINA DE PARKOUR

                 LIVE PAINT – PINTURA AO VIVO

    16h- DJ SET – BRASIL DELÍCIA

    17h – NOSSAS ARRICAS

    18h- ZÉ CAXANGÁ

    18h20- COSTA-PEDRO TRIO

    19h20 – ZÉ CAXANGÁ

    19h40 – GRAÇINHA

    20h40 – ZÉ CAXANGÁ

    21h – ALEXANDRE

  • Sobre

    Inscrições para o Laboratório Ecopraça estão abertas até esta sexta-feira (25)

    O Laboratório Ecopraça é um ambiente de formação e criação multilinguagem no campo da cidadania, urbanismo, arte e tecnologias, voltado para jovens dispostos a investigarem suas relações com a cidade e traduzi-las em projetos coletivos, criando produtos e/ou ações socioculturais a serem realizadas na praça. O laboratório acontecerá nos dias 1 e 2 de dezembro, no SEBRAE/RN.

    Além do processo de produção serão abordados assuntos pertinentes que permeiam o urbanismo tático, sustentabilidade, apropriação de espaço público, cenografia, mobiliário urbano e sinalização.

    As inscrições são gratuitas e estão abertas até esta sexta-feira (25). Serão selecionados 20 participantes que, ao final da atividade, receberão certificados de participação, bem como almoço nos dois dias de evento. 

    O projeto Ecopraça é realizado pelo Instituto Ancestral (organização não governamental) com o patrocínio da Prefeitura de Natal e Unimed Natal, através da Lei Djalma Maranhão e apoio do Sebrae RN e da Vereadora Brisa Bracchi.  

    SERVIÇO

    Laboratório Ecopraça

    Dias 1 e 2 de dezembro, das 9h às 18h

    Sebrae/RN (Av. Lima e Silva, 76 – Lagoa Nova, Natal – RN)

    Inscrições

    Ecopraça 2022 – Edição Raízes

    04/dezembro (domingo) | 15h às 22h | Acesso gratuito

    Praça do FLOCA (Praça Thomé Soares Filgueira) – Mirassol

    Mais informações: @ecopraca

  • Sobre

    Escola em Natal cria projeto para diminuir casos de violência e implantar cultura de paz

    O exercício da cidadania como meio para transformar a realidade e implantar uma cultura de paz. Esse foi o caminho encontrado por professores da Escola Estadual Professora Crisan Siminéa, localizada no bairro Lagoa Azul, em Natal, para diminuir a violência entre os alunos e com funcionários e professores.

    “A ideia surgiu nas conversas sobre as turmas, quando avaliamos o comportamento e contextos dos momentos de intervalo e sala, e percebemos que tínhamos diferentes expressões de violências, como por exemplo: querer resolver batendo; usar palavrões com os colegas e professores; ameaçar bater nos colegas; relatar casos de violência verbal e física em casa; a destruição ou descuido com materiais da escola…”, explica a professora Renata Swellen.

    O projeto-piloto intitulado “Escola e Cidadania: caminhos de transformação” já está sendo trabalhado com cerca de 150 alunos dos anos iniciais do Ensino Fundamental e suas famílias e deve ser ampliado no ano que vem.

    “Toda a escola está engajada e nós já realizamos diversas ações, como a inclusão de um cantinho de leitura, jogos de tabuleiro e brincadeiras como amarelinha e elástico nos intervalos. Criamos um mural da Paz, fizemos pinturas, trouxemos os pais para dentro da escola e realizamos diversas rodas de conversa sobre temas como bullying, respeito, escola, cidadania, direitos, deveres, ECA”, conta uma animada professora Renata.

    Entusiasmados com os resultados já alcançados, direção e professores da Escola Estadual Professora Crisan Siminéa procuram parcerias para 2023 e se reuniram com representantes do Núcleo Estadual de Educação para Paz e Direitos Humanos (NEEPDH) da Secretaria de Educação/SEEC e do Cedeca Casa Renascer.

    Professora do 1º ano do Ensino Fundamental, Renata realizou uma oficina com pais e filhos sobre a escola e os sonhos de todos. “Construímos, de forma colaborativa – pais e filhos-, maquete da escola, refletindo sobre a importância do cuidado com ela e da presença da família. Fizemos também uma roda de conversa sobre os sonhos dos responsáveis e das crianças e registramos numa colcha de retalhos”.

    No próximo dia 1º, uma quinta-feira, o projeto sai às ruas numa “Caminhada pela Paz” nos arredores da escola.

    SERVIÇO:

    Projeto “Escola e Cidadania: caminhos de transformação”

    📌Escola Estadual Professora Crisan Siminéa.

    📍Rua das Crendices, Lagoa Azul, Natal.

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    Confira os serviços que estarão disponíveis no Portal do TSE a partir das 20h desta sexta (30)

    O Portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) será customizado exclusivamente para o primeiro turno das Eleições 2022 a partir das 20h desta sexta-feira (30). No domingo (2), dia do pleito, depois das 17h, entrará no ar a página de Resultados, a mais buscada. As alterações são aplicadas por conta do crescimento exponencial de demandas de acesso no período, quando os brasileiros vão às urnas. Além de facilitar o acesso a informações, as mudanças temporárias visam ainda preservar a segurança do site, que continua no endereço www.tse.jus.br.

    As modificações objetivam ainda manter a segurança dos sistemas utilizados pela Justiça Eleitoral (JE), operando apenas com as aplicações de maior relevância para o usuário. O layout temporário tem design simples, acessível e objetivo, para facilitar a busca de informações e serviços durante o período de alto tráfego.

    Layout para 1º turno das Eleições 2022 

    Ao entrar no Portal do TSE, o internauta verá, no canto superior esquerdo da página, a arte em comemoração aos 90 anos da Justiça Eleitoral. Abaixo, haverá um QR Code que leva para o “Tira-dúvidas eleitoral (WhatsApp – bot)”. 

    Em destaque, estarão os principais serviços, com os respectivos links: Título (local de votação – situação eleitoral e o e-Título); Justificativa (formulário e postos de justificativa); Imprensa (Centro de Divulgação das Eleições – CDE); Candidaturas (DivulgaCandContas); Denúncias (Pardal e Alerta de Fake News); Justiça Eleitoral; e Mesárias e Mesários (canal do mesário e aplicativo). No canto direito, abaixo da aba “Imprensa”, haverá um box com as últimas matérias publicadas no Portal e um link para as demais notícias.

    Em Justiça Eleitoral, o internauta encontrará link para todos os aplicativos da JE, entre eles, o “Boletim na Mão” e o “Resultados”.

    A página conterá ainda links para a Ouvidoria e para registro de chamados, monitoramento da disponibilidade de sistemas, Consulta Pública unificada – Processo Judicial Eletrônico (PJe) e redes sociais. 

    É importante lembrar que os serviços de e-mail para o TSE estarão indisponíveis.

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    Câmara de Natal instala Frente Parlamentar em Defesa da Cidadania LGBTQIA+

    Durante uma reunião na Escola do Legislativo Wilma de Faria, nessa terça-feira (28), a Câmara Municipal de Natal realizou a instalação da Frente Parlamentar de Promoção e Defesa da Cidadania das Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais, Travestis e Transgêneros. Criada por proposição da vereadora Brisa Bracchi (PT), a Frente tem como objetivo ajudar a enfrentar a homofobia na cidade e propor políticas públicas para proteger as pessoas que, por determinadas opções sexuais, acabam vitimizadas pelo preconceito ou ignorância.

    “Este momento marca a criação oficial da Frente Parlamentar e o início dos nossos trabalhos ordinários. O nosso intuito é que seja um grupo temático misto, ou seja, com a presença dos parlamentares e representantes da sociedade civil. Por isso, o encontro de hoje conta com a participação de personalidades importantes da população LGBTQIA+ da capital potiguar e membros de instituições sociais para que a gente possa fazer uma atuação conjunta”, afirmou a vereadora Brisa Bracchi, que presidirá a Frente.

    O vereador Robério Paulino (PSOL) falou sobre a importância de ampliar o debate sobre diversidade na cidade. “Trata-se de uma iniciativa parlamentar com caráter educativo por abordar um setor muito discriminado. Ser gay ou lésbica no Brasil ainda é um imenso risco, haja vista a sociedade preconceituosa na qual vivemos. Diante desse cenário difícil, o Legislativo natalense precisa sensibilizar a população para o direito que as pessoas têm de serem felizes como quiserem”. 

    Por sua vez, a vereadora Divaneide Basílio (PT) comemorou a instalação da Frente por trazer uma centralidade para as pautas do setor. “Além de subscrever a criação deste novo fórum de debates da Câmara Municipal, quero acompanhar de perto e oferecer a minha contribuição. Porque é uma causa que impacta diretamente na vida dessas pessoas que possuem muitos motivos de orgulho, mas precisam de políticas públicas para viverem com dignidade”.

    A Coordenadora da Diversidade Sexual e de Gênero do Rio Grande do Norte, Janaína Lima, falou que a Frente será relevante na articulação política junto aos poderes públicos. “Uma oportunidade para implementarmos leis que possam, de fato, proteger e defender a comunidade LGBTQIA+ de Natal. Teremos, inclusive, a capacidade de pensar melhor o funcionamento da rede de proteção a nível municipal e contribuir com os marcos legais a nível estadual”, disse ela, que é a primeira gestora trans da história do Governo do RN.

    Foto: Elpídio Júnior

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    Teatro Cego apresenta o espetáculo “Um outro olhar” de terça (24) a sexta (26) na Arena das Dunas

    O Teatro Cego vem pela primeira vez a Natal com a peça teatral “Um Outro Olhar”. A peça acontece completamente no escuro e o público fica no palco juntamente com os atores, colocados dentro do cenário. Ao abdicar da visão, o público compreende a trama através doa seus outros sentidos (olfato, paladar, tato e audição). A proposta é estabelecer uma linguagem inédita no teatro.

    Durante o espetáculo, sons, vozes e cheiros chegam aos espectadores vindos sempre de locais diferentes, dando a sensação de que eles estão realmente inseridos no ambiente cênico.

    A peça conta com atores com deficiência visual, que passam a ser peças de extrema importância quando o trabalho ocorre no completo escuro. Cumpre-se assim, também, um papel social, inserindo esses profissionais no mercado de trabalho e abrindo a possibilidade de uma forma de expressão artística que, até então, imaginava-se inviável para essas pessoas.

    O Espetáculo conta a história de uma empregada doméstica e sua patroa que passam, ao mesmo tempo, por um tratamento de câncer. As duas encontram-se em momentos diferentes da doença, com a empregada praticamente curada e a patroa iniciando a quimioterapia. A relação dessas duas mulheres mostra as diferentes posturas e dificuldades que pessoas de classes sociais distantes têm diante desse desafio, ao mesmo tempo em que a compreensão das condições de cada uma delas faz nascer uma amizade que se tornará a principal ferramenta de suas lutas. Apesar do tema delicado, a trama se desenvolve com muita leveza, bom humor e sensibilidade, levando o espectador a uma reflexão que aprofunda a discussão sobre aspectos emocionais, sociais e comportamentais da doença. A trama fala sobre generosidade, empatia, amor, medo, superação, respeito e autoestima. Por acontecer completamente no escuro, a peça se utiliza ainda mais da percepção do espectador, fazendo com que o tema proposto possa ser tratado com ainda mais sensibilidade e aprofundamento. 

    O projeto é uma parceria do Teatro Cego com a ONG Cabelegria que visa realizar 60 apresentações do espetáculo “Um Outro Olhar” em várias capitais do Brasil, com entrada gratuita.

     As apresentações já aconteceram nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Belo Horizonte e agora seguem para Natal e Belém, sempre em parceria com hospitais e entidades de cada local ligadas ao câncer.

    A partir de uma hora antes da primeira apresentação de cada dia, o público presente será convidado a conhecer a tenda da Cabelegria, junto ao local da apresentação, e poderá doar cabelo para a confecção de perucas.

    Haverá, também, várias opções de perucas prontas para serem doadas a pessoas que tiverem perdido o cabelo em consequência de quimioterapia (alguns documentos que comprovam o tratamento serão solicitados para a doação da peruca). Nessa tenda as pessoas contarão com o auxílio de cabeleireiros, podendo sair do local já usando a peruca escolhida.

    Um Outro Olhar – Teatro Cego é um projeto da C-Três Projetos Culturais em parceria com a ONG Cabelegria, com patrocínio da Teleperformance, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

    O que é o Teatro Cego?

    Desde 2012 a C-Três Projetos Culturais vem desenvolvendo o Teatro Cego, um formato teatral onde a peça acontece completamente no escuro, proporcionando, através da arte e do entretenimento, uma experiência única ao público, convidando-o a abdicar da visão e a compreender a trama através de seus outros sentidos (olfato, paladar, tato e audição), utilizando-se de aromas, música e sensações táteis.

    Saiba mais em:  www.teatrocego.com.br

    O que é a Cabelegria?

    Fundada em outubro de 2013, a Cabelegria é uma ONG que recebe doações de cabelo, transformando-o em perucas que são doadas, por meio de Bancos de Perucas (itinerantes e fixos), para pessoas que perderam seus cabelos devido ao tratamento quimioterápico ou a outras patologias. Todo o processo é gratuito.

    Já foram distribuídas mais de 10 mil perucas para crianças e mulheres de todo o Brasil.

    A Cabelegria acredita que a autoestima pode fazer toda a diferença durante um tratamento quimioterápico. Por isso, busca aumentar cada vez mais as doações de perucas para pacientes e expandir seu Banco de Perucas para os maiores centros de tratamento oncológico do Brasil.

    Saiba mais em www.cabelegria.org

    SERVIÇO

    Teatro Cego – “Um Outro Olhar”

    De 24 a 26 de maio, às 18h30 e 20h30

    Local: Auditório da Arena das Dunas – Av. Prudente de Morais, 5121 – Lagoa Nova –  Natal 

     – Os ingressos para a peça teatral serão gratuitos e começam a ser distribuídos 1 hora antes de cada sessão do espetáculo. A distribuição será feita de acordo com a ordem de chegada, através de senhas. Só será distribuída uma senha por pessoa. Serão distribuídos 70 ingressos por espetáculo.

    – Além desses 70 ingressos, mais 30 ingressos serão distribuídos antecipadamente para instituições ligadas ao câncer e instituições ligadas a pessoas com deficiência visual.

    – A ONG Cabelegria estará com sua tenda ( das 17h30 às 21h) recebendo doação de cabelo e fazendo doação de perucas para pessoas que tenham perdido o cabelo por conta de quimioterapia.

    Doação de Perucas

    • Para o Cadastro de recebimento de perucas todos os pacientes deverão ter em mãos os seguintes documentos: Laudo médico, comprovante de quimioterapia, RG e CPF.
    • A Cabelegria doa UMA peruca por paciente e se porventura o paciente já tiver recebido uma peruca da ONG pelos correios ou pelos Bancos de perucas existentes o paciente não poderá receber outra peruca, caso queira ele poderá efetuar a troca da peruca, porém precisará levar a peruca doada.
    • O cadastro é bem simples, será feito na parte externa da tenda e após o cadastro, solicitaremos que o paciente assine um documento (obrigatório) “Comprovante de entrega de peruca” também perguntamos se o paciente autoriza a imagem para que possamos utilizar em nossas redes sociais. Caso aceite, o paciente assina o documento “Termo de Autorização de uso de imagem”. Lembrando que a assinatura desse documento é opcional.
    • Após esse processo os pacientes serão direcionados para escolher sua peruca, assim que escolhida receberão um Kit com um álcool em gel, instruções de como cuidar de sua peruca e uma ecobag.
    • Todo o processo é gratuito.

    FICHA TÉCNICA

    Produção Executiva – Luiz Mel

    Texto e direção – Paulo Palado

    Produção – Lourdes Rocha

    Gerente de Produção Técnica – Carlos Righi

    Contrarregragem – Zan Martins e Rosana Antão

    Sonoplastia – Felipe Herculano

    Elenco – Ana Righi, Luma Sanches e Paulo Palado

    Fotos e filmagens – Ian Noppeney

    Companhia de Teatro Cego

    A Companhia de Teatro Cego surgiu no Brasil em 2012. O formato foi originalmente criado em Córdoba, na Argentina, em 1990. Em 2010, o ator e diretor Paulo Palado esteve em Buenos Aires para conhecer o formato e decidiu trazer a ideia para o Brasil. A C-Três – Projetos Culturais, do produtor executivo Luiz Mel, já trabalhava com projetos artísticos com cunho social como Os Sons da Paz e Os Novos Caminhos da Música e o Teatro Cego tornou-se o novo projeto da produtora. Porém, não existe nenhum vínculo – a não ser o de amizade – com o Teatro Ciego argentino. A ideia é fazer espetáculos teatrais completamente no escuro, convidando o público a abdicar da visão e a usar os seus outros quatro sentidos, além da intuição, para assistir à peça. Para isso, sons, vozes, aromas e sensações táteis são utilizados para colocar o público dentro da trama. O formato de apresentação também não é o tradicional. A plateia é distribuída em cadeiras que intercalam cenários e objetos de cena e o público tem uma proximidade muito grande com os atores, que circulam entre as cadeiras. Por acontecer completamente no escuro, a peça conta com alguns atores com deficiência visual. Porém, a ideia é que nenhum espetáculo aconteça somente com esses atores, mas sim, que haja sempre uma integração com atores videntes.

    Os Espetáculos do Teatro Cego

    O primeiro espetáculo da companhia, “O Grande Viúvo”, estreou no Teatro TucaArena em 2012, com texto de Paulo Palado, adaptando o conto homônimo de Nelson Rodrigues. Em 2014, a companhia estreou sua segunda peça, “Acorda, Amor!”. Esse espetáculo é costurado por canções de Chico Buarque executadas ao vivo pela banda Social Samba Fino, composta por sete músicos. Em 2016, a companhia estreou a peça “Clarear – Somos Todos Diferentes”, com texto de Sara Bentes, que também é atriz em todas as peças. O espetáculo fala sobre quatro jovens com diferentes características (uma garota com deficiência visual, um rapaz com deficiência auditiva, um argentino e uma torcedora fanática do Juventus da Moóca) que dividem a mesma república. Agora, a companhia está lançando seu novo espetáculo “Um Outro Olhar”, em parceria com a ONG Cabelegria. O Espetáculo conta a história de uma empregada doméstica e sua patroa que passam, ao mesmo tempo, por um tratamento de câncer. As duas encontram-se em momentos diferentes da doença, com a empregada praticamente curada e a patroa iniciando a quimioterapia. A relação dessas duas mulheres mostra as diferentes posturas e dificuldades que pessoas de classes sociais distantes têm diante desse desafio, ao mesmo tempo em que a compreensão das condições de cada uma delas faz nascer uma amizade que se tornará a principal ferramenta de suas lutas. Apesar do tema delicado, a trama se desenvolve com muita leveza, bom humor e sensibilidade, levando o espectador a uma reflexão que aprofunda a discussão sobre aspectos emocionais, sociais e comportamentais da doença. A trama fala sobre generosidade, empatia, amor, medo, superação, respeito e autoestima. Por acontecer completamente no escuro, a peça se utiliza ainda mais da percepção do espectador, fazendo com que o tema proposto possa ser tratado com ainda mais sensibilidade e aprofundamento. A tenda da Cabelegria acompanha a peça em todas as apresentações e, nele, é possível doar cabelo para confecção de perucas para mulheres que estejam fazendo tratamento quimioterápico. Perucas já prontas também podem ser retiradas na mesma tenda. Todas as peças da companhia são dirigidas por Paulo Palado e produzidas pela C-Três Projetos Culturais.

    Parceiros

    Durante esses dez anos de atividades, a Companhia de Teatro Cego trabalhou em parceria com diversas instituições. Entre elas, o BOS – Banco de Olhos de Sorocaba, A Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo, a Laramara – Associação Brasileira de Assistência à Pessoa com Deficiência Visual e a Fundação Dorina Nowill para Cegos.

    O Processo de Criação

    O processo de criação da Companhia de Teatro Cego parte sempre do texto. Dos quatro textos montados até agora, três são de Paulo Palado e um de Sara Bentes e já são escritos pensando no Teatro Cego, pois as falas dão indicação de muitos elementos e situações que o espectador não conseguiria identificar sem a visão. O espaço para sons e aromas muito característicos também é priorizado para que a produção possa atuar de forma consistente durante o espetáculo. Porém, tudo isso é feito de maneira que não haja exagero. Não se pode permitir que os meios justifiquem os fins. A ocupação do espaço também é uma preocupação que vem logo no início do processo. A trama tem que ser encenada sempre no mesmo espaço, pois os espectadores estão sentados em suas cadeiras junto com os cenários. As mudanças de cenas são feitas através de músicas e ou aromas. Uma mesma música é repetida sempre que a cena volta para um mesmo cenário. O mesmo pode acontecer com um aroma. O cenário, apesar da escuridão, é de extrema importância para a compreensão do espaço. Portas, armários, mesas, cadeiras, escadas, louça, talheres, camas. Os objetos cenográficos se mostram presentes através de seus sons ou por simples citação dos personagens. Uma característica muito importante do espaço cênico é a forma da sua apresentação. Ao contrário de uma peça convencional, onde o espectador vê primeiro o cenário, que depois vai sendo preenchido por movimento e vida, no Teatro Cego tudo começa em uma escuridão profunda e total. Após a entrada dos atores, com a movimentação e utilização dos espaços, é que o cenário vai se revelando. Os espetáculos são sempre compostos por atores com deficiência visual e atores videntes. A ideia é integrar. Imagine ter que criar um acesso a cadeirantes para um andar acima do piso térreo. Não cadeirantes podem subir facilmente pela escada. Então cria-se um elevador para as pessoas com deficiência física. Isso é acessibilidade. Porém, uma rampa serviria muito bem aos dois públicos. Isso é integração. O processo de criação dos personagens começa com a leitura branca do texto em uma mesa, como em qualquer outra montagem convencional. Enquanto alguns atores se utilizam do tradicional texto no papel, riscado com lápis e grifado com marca-texto, outros leem em braile. Outros ainda contam com aplicativos leitores de tela em um celular ligado ao ouvido por um fone e falam por cima do que ouvem. É como um ponto. Entre essas leituras, os atores e o diretor praticam exercícios de cognição, criando conexões entre os personagens através de códigos inconscientes. Isso ajuda a desconstruir a comunicação rasa que utilizamos na maior parte do tempo e desfaz alguns vícios, tanto de expressão quanto de compreensão. Os ensaios vão então para um espaço demarcado, determinando os locais de cenografia e público. Algumas marcas são colocadas para guiar os atores. O cenário será uma das referências. Em alguns locais, o piso tátil é usado. Os atores com deficiência se locomovem, a princípio, com bengalas (guias) ou com a ajuda da produção. Quando o espaço é completamente dominado, apaga-se as luzes e retira-se as bengalas dos atores com deficiência. Enquanto isso, a produção está pesquisando aromas e sons. Quando os cenários são montados, junta-se tudo nos ensaios finais.

    “No princípio era o caos”

    O processo de criação do Teatro Cego é todo baseado na desconstrução de personagens e espaços. E essa reconstrução é feita a cada espetáculo, diante do público. 

  • Sobre

    Câmara Municipal entrega Título de Cidadão Natalense ao presidente do Sicoob/RN

    Nessa terça-feira (29), a Câmara Municipal promoveu sessão solene para entregar o Título de Cidadão Natalense a Manoel Santa Rosa, presidente da instituição financeira cooperativa Sicoob Rio Grande do Norte. “Ele é o grande protagonista do sistema de cooperativismo no RN”, definiu o propositor da honraria, vereador Milklei Leite (PV).

    “O Cooperativismo está no DNA de Manoel Santa Rosa, que sempre promoveu os princípios associativistas. Os projetos mais recentes dele são uma cooperativa de energia solar para atender a todo o estado, e uma cooperativa de artesãos para melhor distribuir o artesanato potiguar. Foi considerando toda contribuição do homenageado para a cidade do Natal, que propus a outorga deste título”, justificou o vereador, acrescentando que o homenageado deixará grande legado em vários ramos, como comércio, educação e transportes, setores onde ajudou a levantar vários grandes e pequenos empresários. “Ele merece todos os nossos aplausos. É um professor, que deixará um grande legado pro RN”, afirmou. 

    “Estou muito feliz de participar da entrega desse Título, porque Santa Rosa, de fato, é merecedor dessa honraria e tem uma longa trajetória de serviços prestados a Natal”, ratificou a vereadora Divaneide Basílio (PT), revelando que ela própria queria propor essa homenagem, por isso subscreveu o Projeto do vereador Milklei.

    Manoel Santa Rosa é seridoense de Santana do Matos/RN. Filho de agricultores, ao ser perguntado sobre os sentimentos pela homenagem, respondeu em versos de poesia popular. “Eu sou um homem da roça que vivi só trabalhando, limpando mato de enxada e dificuldade enfrentando. Naquele árido sertão, com um galão d’água nas costas, eu parava pra descansar. Eu tinha um grande sonho, mas não podia imaginar, que um dia eu ia ser homenageado na Câmara Municipal de Natal, com um título de cidadão da capital. Eu estou emocionado e, a vocês que estão fazendo a reportagem, eu digo de coração muito obrigado”, recitou, revelando simplicidade e inteligência.

    Manoel Santa Rosa graduou-se em Ciência Contábeis, fez especialização em Cooperativismo e Mestrado em Ciências da Educação. Presidente do Sicoob Rio Grande do Norte, desde a fundação, em 2001, quando ainda se chamava Credsuper, o homenageado entrou em contato com o trabalho em cooperativas ainda no campo, ao lado do pai agricultor. Mas foi em Natal, onde chegou para morar em 1969, que de fato se engajou e construiu toda uma trajetória ligada ao cooperativismo. Como técnico administrativo da UFRN, Manoel acompanhou a fundação do Sindicato Estadual dos Trabalhadores em Educação do Ensino Superior (Sintest-RN) e a reestruturação da Associação dos Funcionários da UFRN (AFURN). Também participou da fundação da Caixa de Assistência Universitária do Rio Grande do Norte (Caurn), em 1997, mantendo-se à frente da entidade até 2014. 

    Com essa experiência, alçou o projeto ainda mais ambicioso de fundar uma cooperativa financeira, em 2001. A Credsuper nasceu inicialmente para atender às necessidades bancárias dos servidores da UFRN. A cooperativa começou com 57 associados e um ativo de R$ 35 mil. Em 2018, a Credsuper foi integrada ao Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil, e passou a ser chamada de Sicoob Rio Grande do Norte, que, hoje, conta com R$ 350 milhões em ativos e mais de 11 mil associados, entre pessoas físicas e empresas de qualquer segmento. 

    Ele também se engajou na criação de uma associação habitacional que resultou em um condomínio residencial em Parnamirim, garantindo a sonhada casa própria a 136 famílias. Na sequência, fundou a Unicoopes (União Cooperativista de Ensino Superior, Pesquisa e Extensão do Rio Grande do Norte), em 2007, com o intuito de promover o cooperativismo entre professores ativos e aposentados.

    Compuseram a mesa de autoridades da sessão solene a diretora do Parque Tecnológico Augusto Severo, Ângela Paiva; o presidente do Centro de Promoção Humana Charles Foucauld/Macaíba, Joseleno Marques, e a coordenadora nacional do Fórum Nacional de Pró-reitores de Gestão de Pessoas das IFEs, Mirian Dantas.

    Nota do Blog: Homenagem mais que merecida a uma pessoa especial, um amigo querido. Parabéns, Santa!

    Foto: Elpídio Júnior 

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