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    Campanha Abril Lilás chama atenção para o câncer de testículo

    A Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) promove, ao longo deste mês, a campanha Abril Lilás, para alertar sobre um tipo de tumor que afeta majoritariamente homens jovens em idade reprodutiva, na faixa de 15 a 35 anos.

    Segundo a diretora de Comunicação da SBU e coordenadora da campanha, Karin Anzolch, diferentemente de outros tumores, principalmente os urológicos, que acometem o homem com mais idade e são mais ligados ao envelhecimento, o câncer de testículo é um tumor característico do homem jovem. “Já começa na adolescência o pico de incidência e vai toda a vida jovem, reprodutiva, laboral. Então, ele tem esse impacto grande também por essa razão”, explicou.

    O câncer de testículo é de relativo fácil diagnóstico, disse a médica. “Bastaria, primeiramente, que os homens conhecessem mais o seu corpo e realizassem o autoexame. Porque, ao contrário do ovário da mulher, glândula que fica oculta, o testículo é um órgão externo e totalmente palpável, com consistência semelhante à do globo ocular”. Por ser um órgão externo, o testículo é acessível à apalpação.

    De acordo com Karin, tal recomendação deve ser passada para os meninos, assim como a da higiene do pênis, para evitar o câncer desse  órgão. “Esse ensinamento é importante porque, muitas vezes, é o próprio paciente que faz o diagnóstico.” Pode ocorrer também de o diagnóstico ser feito de forma tardia porque não se presta muita atenção aos detalhes que podem indicar um tumor, advertiu a médica.

    Autoexame

    A médica ressalta que o câncer de testículo é uma doença extremamente curável, atingindo índices de cura de 90% a 95%, se achado na fase localizada dentro do testículo, sem que desenvolva metástase. O autoexame deve ser feito em pé, preferencialmente durante o banho, com água morna que faz a bolsa escrotal relaxar, ou em frente ao espelho, como a mulher faz em relação às mamas.

    O adolescente, ou homem jovem, deve apalpar os testículos, comparando um lado e outro e verificando se há diferenças, sobretudo algum nódulo endurecido, se existe alteração de tamanho entre eles, dor no abdômen, na virilha ou no escroto. A partir da adolescência, já se pode ensinar o jovem, junto com questões de higiene, a verificar a sensibilidade porque, conhecendo esse órgão, fica mais fácil perceber se há alguma mudança, que pode ser de volume, de altura, ou dor que a pessoa não tinha.

    Também deve ser observado se existe alteração da consistência, porque o testículo pode ficar mais endurecido, ou mesmo apresentar nódulo ou caroço na superfície. Estes são sinais de alerta nas fases iniciais do câncer de testículo.

    Karin Anzolch alertou que alguns sintomas do câncer de testículo podem ser confundidos com outras doenças, como inflamação no próprio testículo ou no epidídimo (estrutura com pequenos canais atrás do testículo onde ficam armazenados os espermatozoides até o seu amadurecimento), hidrocele (acúmulo de líquido na bolsa escrotal) e varicocele (dilatação anormal das veias testiculares). Por isso, a médica considera importante a avaliação de um urologista ao notar algo diferente.

    Outro diagnóstico que a SBU vai trabalhar em abril é o da torção do testículo. “O testículo pode torcer, o que é mais comum no jovem e adolescente. Geralmente, o problema se manifesta com uma dor intensa e súbita, inclusive durante o sono. E esse testículo, se não for distorcido a tempo, pode ter que ser removido. É outra situação, mas o quadro difere do câncer de testículo, porque não vai de forma lenta. É uma coisa súbita, dolorosa, e uma razão para se procurar o serviço de urgência médica”, explicou.

    Mortalidade

    De acordo com o Atlas de Mortalidade do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de testículo foi responsável por mais de 3,7 mil mortes no Brasil entre 2012 e 2021, das quais 60% entre homens de 20 a 39 anos. “É impactante, porque imagina um jovem perder a vida por uma doença que tem 90% a 95% de cura. quando diagnosticada a tempo. Todos os esforços devem ser feitos para que não aconteça isso.”

    Segundo o Ministério da Saúde, nos últimos cinco anos, foram feitas no Brasil mais de 25 mil orquiectomias (cirurgia para retirada de um ou ambos os testículos. “É muito. Na comparação com outros tumores, vê-se que a incidência, embora estatisticamente corresponda a 1% a 5% dos tumores, ainda assim é alarmante para o problema no todo”.

    Para a SBU, também é missão dos urologistas a parte pedagógica, a orientação, a educação da população e dos agentes de saúde “para lembrar da doença porque, muitas vezes, o que não é lembrado não é conhecido”, disse Karin Anzolch.

    A campanha Abril Lilás pode ser conferida em lives (transmissões de áudio e vídeo na internet) nas redes sociais (@portaldaurologia), que vão esclarecer dúvidas sobre o câncer de testículo e chamar atenção para os sinais de alerta.

    Com informações da Agência Brasil

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    Simona Talma lança EP “LADO A, LADO D”

    A cantora potiguar Simona Talma lança em todas as plataformas digitais, hoje (16), o EP “LADO A, LADO D – quarto lançamento “solo” dos seus 23 anos de carreira . A artista – ligada ao blues, jazz e rock, com cara brasileira – enfrentou um câncer de mama e está em remissão, e agora resolve mudar os rumos, os ritmos e a mensagem que sua música leva.

    Este novo trabalho busca falar poeticamente sobre o câncer e as dificuldades emocionais e físicas enfrentadas durante o tratamento, oferecendo apoio às pessoas que estão passando pela doença. Além disso, através da campanha de lançamento do EP, a cantora quer conscientizar a população sobre a importância do diagnóstico precoce, uma das medidas mais eficazes para evitar a mortalidade causada pela doença, pois a descoberta das células cancerígenas em estágio inicial possibilita um tratamento menos agressivo e mais efetivo.

    A ideia do EP é inédita e de extrema importância social, econômica e que envolve uma questão de saúde de máxima relevância, já que o câncer é a segunda principal causa de morte no mundo. É preciso desestigmatizar e criar produtos que atendam a essa fatia da população e a arte é um caminho que pode e deve trazer luz ao tema.

    Segundo a Organização Pan-Americana de Saúde, entre 30% e 50% dos cânceres podem ser prevenidos. A implementação de estratégias baseadas em evidências para a prevenção, a detecção precoce e o tratamento adequado pode reduzir e controlar o câncer. Muitos cânceres têm alta chance de cura se detectados precocemente e tratados corretamente.

    “O impacto econômico do câncer é significativo e está aumentando. O custo anual total da doença em 2010 foi estimado em aproximadamente US $1,16 trilhão”  – Organização Pan-Americana de Saúde.

    “Alguns dos sentimentos mais difíceis de enfrentar quando somos diagnosticados com câncer são a solidão e falta de pertencimento. Você sente que não pertence mais ao lugar que ocupava na sociedade e que ninguém te entende, essa sensação, junto a possibilidade real da morte, nos enfraquece e tortura emocionalmente. Ouvir depoimentos e ver exemplos de pessoas que venceram a doença é fundamental. Durante o meu tratamento eu recebi depoimentos de pacientes e pessoas que enfrentavam todo tipo de problemas, emocionais ou físicos, me dizendo que se sentiram inspirados com a minha força, em me ver no palco, mesmo num momento tão difícil. Acredito que ouvir músicas feitas por uma paciente oncológica, músicas que estimulam e confortam, pode ser revolucionário e impactar profundamente essas pessoas e suas redes de apoio”, ressalta Simona.

    O EP compartilha parte da história de Simona, de antes e depois do câncer, em uma trajetória de autoconhecimento.  Com musicalidade quase indefinível,  LADO A, LADO D começa com um R&B meio dance, vai pra um trip hop blues, entra numa cúmbia docemente desconstruída pelas guitarras, passa obrigatoriamente pelo rock com letras profundas e inspiradoras até chegar num Ijexá lento, em uma parceria inédita com Paulo Souto.

    As faixas gravadas antes do diagnóstico falam de curas, saúde mental e da força do feminino. E duas faixas, Mulher e Agora Eu Sou fizeram parte do aquecimento de para o lançamento do EP.

    A primeira faixa, produzida e gravada por Gabriel Souto, com participação de Erick Firmino no baixo, é uma parceria com a cantora e compositora potiguar, residente em São Paulo,  Natália Nó:  “A linda produção retrô de Gabriel, a energia contagiante da música e a voz divina de Natália me fizeram escolher Curas como a primeira do EP”, destaca Simona. Na sequência a faixa Eu Vou Ficar, produzida por Cris Botarelli, traz uma carta de amor com uma reflexão sobre saúde mental – a faixa ganhou clipe dirigido por Rita Machado e editado por Mylena Sousa e já ganhou prêmio de melhor edição no RN Clipe Festival 2023.

    A terceira faixa, Mulher, fala das mães solo, de força, de solidão e leva o nosso olhar para desromantizar as mulheres sobrecarregadas, o visualizer, editado e gravado por Larinha R. Dantas é uma homenagem às mulheres que mudaram o mundo.

    São três faixas de músicas inéditas que fizeram parte da sua forma de enfrentar o tratamento e manter a fé.  Além de parcerias como a de Delci Jardim, poeta e escritor gaúcho que escreveu a letra de Agora Eu Sou, para ajudar Simona em seu processo: “agora eu sou, na vida, na rua, na pele, agora eu sou dentro de mim.” Esta também conta com visualizer de Larinha Dantas.

    A faixa Forte Como Fogo, parceria com o compositor Mariano Tavares, canta sua resistência e resiliência: “Para que eu possa me enxergar ao natural, e me ver descomunal, num momento mais leal à minha essência e a sentimentos vastos, que me liguem ao outro e me levem ao novo. Para que eu nasça e eleve o que foi pouco, e refaça o que foi erro, e renasça forte como fogo”.

    E por último  e talvez mais emocionante, a faixa em parceria com Paulo Souto, chama-se O Ouro Reluzente de Oxum, escolhida para homenagear seu parceiro e amigo, artista de grande importância pra música potiguar, que nos deixou vitimado pelo câncer. A letra de Simona feita pra Paulo, diz: Sob o sol espero e quero, acima do muro quero tudo, mundo vivo, quero amor e quero amar a beleza do futuro. De quem perde nessa vida eu quero o alvo puro: o ouro consciente de ser um.”

    Para tocar e produzir essas faixas, Simona convidou seus maiores parceiros: Luiz Gadelha produz, compõe e grava Agora Eu Sou, além de ser responsável pelas artes de todas as capas, cartazes, banners de divulgação e designer dos vídeos. A banda, composta por Sílvio Franco na bateria, Thiago Andrade na guitarra e Erick Firmino no baixo, grava Mulher e Forte como Fogo. Gabriel Souto produziu O Ouro Reluzente de Oxum e Curas. Uma grande colagem dos momentos vividos pela artista e das pessoas que estiveram ao seu lado nesse período.

    O show de lançamento será no dia 20, na sede DoSol, em Potilândia, e contará com convidados super especiais: Ângela Castro, Bruno Alexandre, Daniela Fernandes e Mariano Tavares.

    O lançamento do EP Lado A, Lado D tem o apoio do SEBRAE RN, através do edital Economia Criativa 2023.

    SERVIÇO

    Simona Talma – LADO A, LADO D

    Lançamento: Dia 16 de outubro, em todas as plataformas digitais

    OUÇA: http://tratore.ffm.to/ladoaladod

    Show de lançamento: Dia 20 de outubro, sexta-feira, na Sede DoSol, às 20h.

    Vendas antecipadas: https://outgo.com.br/simona-talma-e-convidados-na-sede-cultural-dosol

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    Inca prevê 44 mil casos novos de câncer colorretal no Brasil por ano

    Estimativa do Instituto Nacional do Câncer (Inca) indica o surgimento de 44 mil novos casos por ano de câncer de intestino, ou câncer colorretal, no Brasil, com 70% concentrados nas regiões Sudeste e Sul. “É uma doença muito prevalente. É a terceira. Ela vai perder para [câncer de] mama, vai perder para [câncer de] próstata. Em terceiro lugar, vem o câncer colorretal”, disse o cirurgião oncológico Rubens Kesley, coordenador do Grupo de Câncer Colorretal do Inca.

    De acordo com o especialista, países desenvolvidos, como os Estados Unidos, tendem a apresentar maior número de novos casos desse tipo de câncer a cada ano. Entre os norte-americanos, que têm população em torno de 300 milhões de habitantes, a estimativa é de surgimento de 150 mil novos casos anuais. Como o Brasil está melhorando, progressivamente, sua condição socioeconômica, a perspectiva é de expansão de casos. “Há aumento vertiginoso. É uma curva acentuada”.

    Rubens Kesley lembrou que há cinco anos, o Brasil apresentava 25 mil casos novos/ano de câncer colorretal, e a expectativa para o próximo quinquênio é atingir 80 mil casos/ano. “De uma maneira mais simples: hoje, são 44 mil e aumentando. E vai subir bastante a incidência”.

    Fatores

    A alimentação pobre em fibras está relacionada ao aumento do número de casos de câncer colorretal, confirmou o cirurgião oncológico. Isso se explica porque, à medida que as condições socioeconômicas de um país melhoram, as pessoas passam a comer mais alimentos industrializados e ultraprocessados e deixam de comer alimentos com fibras. “A fibra é como se fosse um varredor. Imagina uma vassourinha que limpa o cólon, o intestino grosso. Quando você deixa de usar a vassourinha, o lixo vai se acumulando. Então, a falta de alimentos ricos em fibras faz com que aumente muito a incidência”.

    Outro fator que pode levar ao câncer colorretal é a carne vermelha, especialmente aquela usada em churrascos, queimada, com muita gordura. “Porque ela é rica em hidrocarbonetos, que são muito cancerígenos”. A carne cozida é melhor. Outras coisas que favorecem o surgimento de câncer do intestino são tabagismo, sedentarismo, etilismo, obesidade, principalmente na barriga. Entre esses, Kesley destacou como fatores principais para o desenvolvimento do câncer colorretal a obesidade, falta de atividade física e os alimentos industrializados e pobres em fibras. “Esses são, realmente, o carro-chefe dos fatores de risco mais agressivos”.

    Outro cuidado que se deve ter é com a saúde bucal, porque há uma bactéria na boca que favorece o desenvolvimento da doença. “Essa bactéria se associa a uma incidência altíssima de câncer colorretal”. Estudo recente de pesquisadores da Escola de Odontologia de Columbia, em Nova York, mostrou como o Fusobacterium nucleatum, uma das bactérias da boca, pode acelerar o crescimento desse tipo de câncer. Daí a importância da profilaxia bucal, recomendou o médico.

    Colonoscopia

    Em todo o mundo, a colonoscopia foi o método considerado mais eficiente para a prevenção do câncer colorretal, afirmou Kesley. Isso se explica porque o câncer do intestino não começa grande. “Ele é descoberto grande. Mas já foi um pólipo, já foi pequenininho”. Nesse estágio, a colonoscopia retira esses pequenos pólipos. “A colonoscopia é uma arma, comparável a uma bomba nuclear, contra o câncer colorretal, porque ela consegue prevenir, identificar precocemente, ver ainda na fase de pólipo, e consegue tratar, porque remove o pólipo, sem precisar de cirurgia, economizando milhões. No diagnóstico, o médico identifica que ali há um tumor, e no tratamento, se houver um pequeno tumor, você já cura o doente. O câncer é removido por colonoscopia, em algumas situações selecionadas.

    O prazo para refazer o exame de colonoscopia vai depender se houver pólipo. Se o paciente faz a colonoscopia e está tudo normal, ele pode repetir o exame a cada cinco anos. Se tiver pólipo de um tipo específico (adenoma), que é precursor do câncer colorretal, o paciente deve repetir a colonoscopia no ano seguinte. O prazo para renovação do exame se estende, portanto, de um a cinco anos.

    Idade certa

    Para a grande maioria da população, que não tem história de câncer na família, são pacientes de vida saudável, com risco muito baixo, que não fumam nem bebem, têm evacuação diária normal, o ideal é fazer colonoscopia aos 55 anos de idade. “Mas isso tem que ser visto pelo coloproctologista. Essa é uma decisão médica porque, dependendo do risco, você pode precisar antes”, advertiu o especialista.

    No caso, por exemplo, de pessoas que têm histórico de câncer na família, como ocorreu com a atriz Angelina Jolie, elas não podem esperar. Têm que procurar um bom profissional que dirá qual o melhor momento para fazer colonoscopia.

    Esse exame pode ser feito, entretanto, antes dos 55 anos, na presença de sintomas. Pacientes com anemia ou com dores de repetição (cólicas intestinais) devem procurar um médico para afastar o risco de um câncer colorretal. Nesse caso, são pacientes com alterações do hábito intestinal, ou seja, a frequência com que evacuam, que abrangem diarreias ou constipação com cólica.

    Estágio avançado

    Segundo Rubens Kesley, a falta de colonoscopistas, principalmente no interior do país, faz com que a maioria dos pacientes seja diagnosticada com câncer de intestino em estágio avançado, como ocorreu com os jogadores de futebol Pelé e Roberto Dinamite. “Normalmente, esse estágio avançado é fator determinante da gravidade do câncer”. Ou seja, o estágio da doença é que determina o prognóstico.

    O cirurgião do Inca ressaltou, por outro lado, que a evolução do tratamento foi tão grande nos últimos anos que mesmo que o estágio seja muito avançado, há possibilidade de sobrevida. Do total de doentes com câncer colorretal, 20% sobrevivem, 80% morrem. “Vale a pena o paciente correr atrás porque, mesmo que o estágio seja muito avançado, ele pode ser curado”. A chance de cura é menor. De cada cinco pacientes com câncer avançado, um vai sobreviver. “Mas há chance. Se a gente consegue salvar um em cinco, é um grande avanço”, afirmou Kesley.

    Ele admitiu, entretanto, que o câncer ainda é um desafio para a ciência. A doença é uma mutação do DNA, que está protegido por duas membranas. Infelizmente, não há drogas hoje capazes de reorganizar o DNA. Então, quando um paciente já tem uma doença que é resistente à quimioterapia e à radioterapia e já se espalhou, o tratamento do câncer se torna ineficiente. No caso de Pelé e Roberto Dinamite, o tumor já havia se tornado resistente à quimioterapia e à radioterapia, e a cirurgia se tornou fútil. Ou seja, quando as células cancerígenas já se espalharam, a possibilidade de cura é muito reduzida.

    Agência Brasil

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    São Paulo lança programa de terapia celular para tratamento de câncer

    O governo do estado de São Paulo lançou nessa terça-feira (14) um programa de tratamento avançado contra o câncer com a utilização de terapia celular. Dois novos centros de saúde, um na capital paulista e um em Ribeirão Preto, produzirão compostos para a terapia celular CAR-T, que utiliza células T para combater o câncer de sangue.

    A capacidade inicial de tratamento é de até 300 pacientes por ano. O programa faz parte de um acordo de cooperação entre o Instituto Butantan, a Universidade de São Paulo (USP) e o Hemocentro de Ribeirão Preto.

    De acordo com o governo do estado, esse tipo de terapia celular já se mostrou altamente eficaz no tratamento de alguns tipos de câncer de sangue, como linfoma e leucemia linfóide aguda. As novas unidades de São Paulo e de Ribeirão Preto serão equipadas com estruturas que permitirão a realização dos principais processos da nova tecnologia, como produção, desenvolvimento, armazenamento e aplicação da terapia celular.

    As instalações incluem laboratórios de controle de qualidade, salas de criopreservação, salas de produção de vírus, salas limpas de produção de células CAR-T, salas de preparo de meios e soluções, e áreas destinadas ao armazenamento do produto final e dos insumos em tanques criogênicos.

    “Curar uma pessoa que estava em situação quase terminal é uma emoção indescritível. Estes dois centros são fruto de anos de dedicação de uma grande equipe. Somos mais de 50 pesquisadores trabalhando há décadas em um único objetivo”, destacou o presidente do Instituto Butantan e coordenador do estudo, Dimas Covas.

    A tecnologia celular CAR-T é um tipo de imunoterapia que utiliza linfócitos T, células do sistema imune responsáveis por combater agentes patogênicos e matar células infectadas. O tratamento consiste em retirar e isolar os linfócitos T do paciente, ativá-los, programá-los para conseguirem identificar e combater o câncer e, depois, inseri-los de volta no organismo do indivíduo. Todo o processo pode durar cerca de dois meses.

    Agência Brasil – Foto: INCA/Divulgação

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    Teatro Cego apresenta o espetáculo “Um outro olhar” de terça (24) a sexta (26) na Arena das Dunas

    O Teatro Cego vem pela primeira vez a Natal com a peça teatral “Um Outro Olhar”. A peça acontece completamente no escuro e o público fica no palco juntamente com os atores, colocados dentro do cenário. Ao abdicar da visão, o público compreende a trama através doa seus outros sentidos (olfato, paladar, tato e audição). A proposta é estabelecer uma linguagem inédita no teatro.

    Durante o espetáculo, sons, vozes e cheiros chegam aos espectadores vindos sempre de locais diferentes, dando a sensação de que eles estão realmente inseridos no ambiente cênico.

    A peça conta com atores com deficiência visual, que passam a ser peças de extrema importância quando o trabalho ocorre no completo escuro. Cumpre-se assim, também, um papel social, inserindo esses profissionais no mercado de trabalho e abrindo a possibilidade de uma forma de expressão artística que, até então, imaginava-se inviável para essas pessoas.

    O Espetáculo conta a história de uma empregada doméstica e sua patroa que passam, ao mesmo tempo, por um tratamento de câncer. As duas encontram-se em momentos diferentes da doença, com a empregada praticamente curada e a patroa iniciando a quimioterapia. A relação dessas duas mulheres mostra as diferentes posturas e dificuldades que pessoas de classes sociais distantes têm diante desse desafio, ao mesmo tempo em que a compreensão das condições de cada uma delas faz nascer uma amizade que se tornará a principal ferramenta de suas lutas. Apesar do tema delicado, a trama se desenvolve com muita leveza, bom humor e sensibilidade, levando o espectador a uma reflexão que aprofunda a discussão sobre aspectos emocionais, sociais e comportamentais da doença. A trama fala sobre generosidade, empatia, amor, medo, superação, respeito e autoestima. Por acontecer completamente no escuro, a peça se utiliza ainda mais da percepção do espectador, fazendo com que o tema proposto possa ser tratado com ainda mais sensibilidade e aprofundamento. 

    O projeto é uma parceria do Teatro Cego com a ONG Cabelegria que visa realizar 60 apresentações do espetáculo “Um Outro Olhar” em várias capitais do Brasil, com entrada gratuita.

     As apresentações já aconteceram nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Belo Horizonte e agora seguem para Natal e Belém, sempre em parceria com hospitais e entidades de cada local ligadas ao câncer.

    A partir de uma hora antes da primeira apresentação de cada dia, o público presente será convidado a conhecer a tenda da Cabelegria, junto ao local da apresentação, e poderá doar cabelo para a confecção de perucas.

    Haverá, também, várias opções de perucas prontas para serem doadas a pessoas que tiverem perdido o cabelo em consequência de quimioterapia (alguns documentos que comprovam o tratamento serão solicitados para a doação da peruca). Nessa tenda as pessoas contarão com o auxílio de cabeleireiros, podendo sair do local já usando a peruca escolhida.

    Um Outro Olhar – Teatro Cego é um projeto da C-Três Projetos Culturais em parceria com a ONG Cabelegria, com patrocínio da Teleperformance, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

    O que é o Teatro Cego?

    Desde 2012 a C-Três Projetos Culturais vem desenvolvendo o Teatro Cego, um formato teatral onde a peça acontece completamente no escuro, proporcionando, através da arte e do entretenimento, uma experiência única ao público, convidando-o a abdicar da visão e a compreender a trama através de seus outros sentidos (olfato, paladar, tato e audição), utilizando-se de aromas, música e sensações táteis.

    Saiba mais em:  www.teatrocego.com.br

    O que é a Cabelegria?

    Fundada em outubro de 2013, a Cabelegria é uma ONG que recebe doações de cabelo, transformando-o em perucas que são doadas, por meio de Bancos de Perucas (itinerantes e fixos), para pessoas que perderam seus cabelos devido ao tratamento quimioterápico ou a outras patologias. Todo o processo é gratuito.

    Já foram distribuídas mais de 10 mil perucas para crianças e mulheres de todo o Brasil.

    A Cabelegria acredita que a autoestima pode fazer toda a diferença durante um tratamento quimioterápico. Por isso, busca aumentar cada vez mais as doações de perucas para pacientes e expandir seu Banco de Perucas para os maiores centros de tratamento oncológico do Brasil.

    Saiba mais em www.cabelegria.org

    SERVIÇO

    Teatro Cego – “Um Outro Olhar”

    De 24 a 26 de maio, às 18h30 e 20h30

    Local: Auditório da Arena das Dunas – Av. Prudente de Morais, 5121 – Lagoa Nova –  Natal 

     – Os ingressos para a peça teatral serão gratuitos e começam a ser distribuídos 1 hora antes de cada sessão do espetáculo. A distribuição será feita de acordo com a ordem de chegada, através de senhas. Só será distribuída uma senha por pessoa. Serão distribuídos 70 ingressos por espetáculo.

    – Além desses 70 ingressos, mais 30 ingressos serão distribuídos antecipadamente para instituições ligadas ao câncer e instituições ligadas a pessoas com deficiência visual.

    – A ONG Cabelegria estará com sua tenda ( das 17h30 às 21h) recebendo doação de cabelo e fazendo doação de perucas para pessoas que tenham perdido o cabelo por conta de quimioterapia.

    Doação de Perucas

    • Para o Cadastro de recebimento de perucas todos os pacientes deverão ter em mãos os seguintes documentos: Laudo médico, comprovante de quimioterapia, RG e CPF.
    • A Cabelegria doa UMA peruca por paciente e se porventura o paciente já tiver recebido uma peruca da ONG pelos correios ou pelos Bancos de perucas existentes o paciente não poderá receber outra peruca, caso queira ele poderá efetuar a troca da peruca, porém precisará levar a peruca doada.
    • O cadastro é bem simples, será feito na parte externa da tenda e após o cadastro, solicitaremos que o paciente assine um documento (obrigatório) “Comprovante de entrega de peruca” também perguntamos se o paciente autoriza a imagem para que possamos utilizar em nossas redes sociais. Caso aceite, o paciente assina o documento “Termo de Autorização de uso de imagem”. Lembrando que a assinatura desse documento é opcional.
    • Após esse processo os pacientes serão direcionados para escolher sua peruca, assim que escolhida receberão um Kit com um álcool em gel, instruções de como cuidar de sua peruca e uma ecobag.
    • Todo o processo é gratuito.

    FICHA TÉCNICA

    Produção Executiva – Luiz Mel

    Texto e direção – Paulo Palado

    Produção – Lourdes Rocha

    Gerente de Produção Técnica – Carlos Righi

    Contrarregragem – Zan Martins e Rosana Antão

    Sonoplastia – Felipe Herculano

    Elenco – Ana Righi, Luma Sanches e Paulo Palado

    Fotos e filmagens – Ian Noppeney

    Companhia de Teatro Cego

    A Companhia de Teatro Cego surgiu no Brasil em 2012. O formato foi originalmente criado em Córdoba, na Argentina, em 1990. Em 2010, o ator e diretor Paulo Palado esteve em Buenos Aires para conhecer o formato e decidiu trazer a ideia para o Brasil. A C-Três – Projetos Culturais, do produtor executivo Luiz Mel, já trabalhava com projetos artísticos com cunho social como Os Sons da Paz e Os Novos Caminhos da Música e o Teatro Cego tornou-se o novo projeto da produtora. Porém, não existe nenhum vínculo – a não ser o de amizade – com o Teatro Ciego argentino. A ideia é fazer espetáculos teatrais completamente no escuro, convidando o público a abdicar da visão e a usar os seus outros quatro sentidos, além da intuição, para assistir à peça. Para isso, sons, vozes, aromas e sensações táteis são utilizados para colocar o público dentro da trama. O formato de apresentação também não é o tradicional. A plateia é distribuída em cadeiras que intercalam cenários e objetos de cena e o público tem uma proximidade muito grande com os atores, que circulam entre as cadeiras. Por acontecer completamente no escuro, a peça conta com alguns atores com deficiência visual. Porém, a ideia é que nenhum espetáculo aconteça somente com esses atores, mas sim, que haja sempre uma integração com atores videntes.

    Os Espetáculos do Teatro Cego

    O primeiro espetáculo da companhia, “O Grande Viúvo”, estreou no Teatro TucaArena em 2012, com texto de Paulo Palado, adaptando o conto homônimo de Nelson Rodrigues. Em 2014, a companhia estreou sua segunda peça, “Acorda, Amor!”. Esse espetáculo é costurado por canções de Chico Buarque executadas ao vivo pela banda Social Samba Fino, composta por sete músicos. Em 2016, a companhia estreou a peça “Clarear – Somos Todos Diferentes”, com texto de Sara Bentes, que também é atriz em todas as peças. O espetáculo fala sobre quatro jovens com diferentes características (uma garota com deficiência visual, um rapaz com deficiência auditiva, um argentino e uma torcedora fanática do Juventus da Moóca) que dividem a mesma república. Agora, a companhia está lançando seu novo espetáculo “Um Outro Olhar”, em parceria com a ONG Cabelegria. O Espetáculo conta a história de uma empregada doméstica e sua patroa que passam, ao mesmo tempo, por um tratamento de câncer. As duas encontram-se em momentos diferentes da doença, com a empregada praticamente curada e a patroa iniciando a quimioterapia. A relação dessas duas mulheres mostra as diferentes posturas e dificuldades que pessoas de classes sociais distantes têm diante desse desafio, ao mesmo tempo em que a compreensão das condições de cada uma delas faz nascer uma amizade que se tornará a principal ferramenta de suas lutas. Apesar do tema delicado, a trama se desenvolve com muita leveza, bom humor e sensibilidade, levando o espectador a uma reflexão que aprofunda a discussão sobre aspectos emocionais, sociais e comportamentais da doença. A trama fala sobre generosidade, empatia, amor, medo, superação, respeito e autoestima. Por acontecer completamente no escuro, a peça se utiliza ainda mais da percepção do espectador, fazendo com que o tema proposto possa ser tratado com ainda mais sensibilidade e aprofundamento. A tenda da Cabelegria acompanha a peça em todas as apresentações e, nele, é possível doar cabelo para confecção de perucas para mulheres que estejam fazendo tratamento quimioterápico. Perucas já prontas também podem ser retiradas na mesma tenda. Todas as peças da companhia são dirigidas por Paulo Palado e produzidas pela C-Três Projetos Culturais.

    Parceiros

    Durante esses dez anos de atividades, a Companhia de Teatro Cego trabalhou em parceria com diversas instituições. Entre elas, o BOS – Banco de Olhos de Sorocaba, A Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo, a Laramara – Associação Brasileira de Assistência à Pessoa com Deficiência Visual e a Fundação Dorina Nowill para Cegos.

    O Processo de Criação

    O processo de criação da Companhia de Teatro Cego parte sempre do texto. Dos quatro textos montados até agora, três são de Paulo Palado e um de Sara Bentes e já são escritos pensando no Teatro Cego, pois as falas dão indicação de muitos elementos e situações que o espectador não conseguiria identificar sem a visão. O espaço para sons e aromas muito característicos também é priorizado para que a produção possa atuar de forma consistente durante o espetáculo. Porém, tudo isso é feito de maneira que não haja exagero. Não se pode permitir que os meios justifiquem os fins. A ocupação do espaço também é uma preocupação que vem logo no início do processo. A trama tem que ser encenada sempre no mesmo espaço, pois os espectadores estão sentados em suas cadeiras junto com os cenários. As mudanças de cenas são feitas através de músicas e ou aromas. Uma mesma música é repetida sempre que a cena volta para um mesmo cenário. O mesmo pode acontecer com um aroma. O cenário, apesar da escuridão, é de extrema importância para a compreensão do espaço. Portas, armários, mesas, cadeiras, escadas, louça, talheres, camas. Os objetos cenográficos se mostram presentes através de seus sons ou por simples citação dos personagens. Uma característica muito importante do espaço cênico é a forma da sua apresentação. Ao contrário de uma peça convencional, onde o espectador vê primeiro o cenário, que depois vai sendo preenchido por movimento e vida, no Teatro Cego tudo começa em uma escuridão profunda e total. Após a entrada dos atores, com a movimentação e utilização dos espaços, é que o cenário vai se revelando. Os espetáculos são sempre compostos por atores com deficiência visual e atores videntes. A ideia é integrar. Imagine ter que criar um acesso a cadeirantes para um andar acima do piso térreo. Não cadeirantes podem subir facilmente pela escada. Então cria-se um elevador para as pessoas com deficiência física. Isso é acessibilidade. Porém, uma rampa serviria muito bem aos dois públicos. Isso é integração. O processo de criação dos personagens começa com a leitura branca do texto em uma mesa, como em qualquer outra montagem convencional. Enquanto alguns atores se utilizam do tradicional texto no papel, riscado com lápis e grifado com marca-texto, outros leem em braile. Outros ainda contam com aplicativos leitores de tela em um celular ligado ao ouvido por um fone e falam por cima do que ouvem. É como um ponto. Entre essas leituras, os atores e o diretor praticam exercícios de cognição, criando conexões entre os personagens através de códigos inconscientes. Isso ajuda a desconstruir a comunicação rasa que utilizamos na maior parte do tempo e desfaz alguns vícios, tanto de expressão quanto de compreensão. Os ensaios vão então para um espaço demarcado, determinando os locais de cenografia e público. Algumas marcas são colocadas para guiar os atores. O cenário será uma das referências. Em alguns locais, o piso tátil é usado. Os atores com deficiência se locomovem, a princípio, com bengalas (guias) ou com a ajuda da produção. Quando o espaço é completamente dominado, apaga-se as luzes e retira-se as bengalas dos atores com deficiência. Enquanto isso, a produção está pesquisando aromas e sons. Quando os cenários são montados, junta-se tudo nos ensaios finais.

    “No princípio era o caos”

    O processo de criação do Teatro Cego é todo baseado na desconstrução de personagens e espaços. E essa reconstrução é feita a cada espetáculo, diante do público. 

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    Audiência Pública da ALRN sugere criação de hospital especializado em tratamento do Câncer Cerebral

    Amenizar os problemas sofridos pelos pacientes com câncer cerebral. Esse foi o principal objetivo da audiência pública realizada nesta quarta-feira (18) na Assembleia Legislativa e ao final do debate sob o tema “Maio Cinza – Mês Dedicado à Prevenção do Câncer Cerebral e com base nos depoimentos de especialistas que fizeram parte da Mesa dos Trabalhos, a deputada Cristiane Dantas (SDD) propositora do debate, disse que vai encaminhar à Comissão de Saúde as necessidades e as sugestões para diminuir os problemas que os pacientes enfrentam para o tratamento da doença.

    “Muitos questionamentos foram colocados aqui e vamos fazer o encaminhamento, via Comissão de Saúde, chamando a atenção das autoridades que tomem as devidas providências para amenizar o problema dos pacientes. Foram relatados aqui questões relacionadas com a demora na realização de exames e diagnósticos precoces, além do aumento de teto pelo SUS para cirurgias do câncer cerebral pelos hospitais. Amanhã nós vamos dar entrada num Projeto de Lei criando o Maio Cinza para ressaltar a importância do diagnóstico desse tipo de câncer, alertando a população”, registrou a deputada Cristiane Dantas.

    Na abertura dos trabalhos, a deputada lembrou que o Câncer Cerebral afeta 4% da população entre os 10 tipos de tumores que causam mais mortes no Brasil e que só no ano passado o Instituto Nacional de Câncer (INCA) fez uma projeção de 11 mil casos de câncer cerebral no Brasil e em 2021 a Liga Contra o Câncer registrou 57 novos casos no Rio Grande do Norte.

    Durante as exposições dos participantes, ficou constatado que há muitos gargalos que precisam ser eliminados no processo de tratamento do Câncer Cerebral, tanto na fase pré, no tratamento, nas autorizações para as cirurgias e no pós-operatório.

    Também ficou evidenciado que o Estado precisa ter um hospital especializado e que o SUS precisa ser homogêneo, porque alguns casos demoram mais a ser autorizados que outros. Essa demora precisa ser eliminada bem como é preciso ter uma reabilitação adequada como fisioterapia e fonoaudiologia, entre outros. Também foi colocado que não há um centro de reabilitação para esses casos no Rio Grande do Norte.

    A Mesa dos trabalhos, presidida pela deputada Cristiane, contou com os neurocirurgiões Wladimir Melo, membro da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia; Ângelo Raimundo da Silva Neto, do Hospital Universitário Onofre Lopes; Diogo Menezes, da Liga Contra o Câncer; Cleiton Vieira, do hospital Rio Grande; André Corsino, do Hospital do Coração e da Dra. Elida Bezerra, diretora técnica do hospital Walfredo Gurgel.

    Participaram ainda da audiência, a prefeita de Goianinha, Nira Galvão; a secretária de saúde daquele município Gabriela Rocha e a presidente da Associação Brasileira de Mulheres de Carreira Jurídica, no Rio Grande do Norte, Samoa Martins. 

    Imagem: Freepik

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    Natal recebe Instituto Mais Identidade para ação em prol de pacientes com sequelas do câncer de cabeça e pescoço

    Instituto Mais Identidade, de São Paulo/SP, desembarcou em Natal nesta semana para uma importante ação junto ao cirurgião de cabeça e pescoço e, parceiro do Instituto, no Rio Grande do Norte, o Dr. Luís Eduardo Barbalho. A boa notícia é que oito pessoas do RN, que foram acometidas pelo câncer de cabeça e pescoço e se curaram, mas, que ficaram com sequelas, foram selecionadas para receber próteses criadas com alta tecnologia, no intuito de amenizar os danos estéticos causados pela doença.

    A doação das próteses é resultado do trabalho que vem sendo desenvolvido com os pacientes selecionados desde o segundo semestre de 2021, quando a equipe do Instituto esteve em Natal fotografando, colhendo dados, e realizando alguns procedimentos cirúrgicos para adaptação. As próteses destinadas aos potiguares são dos tipos: nasal, oculopalpebral e pavilhão auricular.

    O Dr. Luís Eduardo Barbalho, diz que se trata de uma iniciativa que abre novos caminhos e traz esperança aos pacientes. “É uma ação relevante e marcante para o nosso cenário. A parceria com o Instituto, nesse objetivo de conceder às pessoas, de volta, o convívio social, de forma a reabilitar todos eles e desenvolvermos um trabalho em escala no Rio Grande do Norte, é empolgante”, declara o Dr. Luís Eduardo.

    No Brasil, anualmente, são mais de 20 mil novos casos de câncer de boca e face, o que eleva o percentual de pacientes com severas desfigurações na face, principalmente nos olhos, orelhas e nariz. Fatores esses que afetam o convívio social, possibilidades de trabalho e funções básicas do dia a dia, restringindo a qualidade de vida e muitas vezes gerando a perda da “identidade” dessas pessoas.

    Para o Dr. Luciano Dib, coordenador geral do Instituto Mais Identidade, o trabalho é de reabilitação. “Nossa missão é reintegrar socialmente essas pessoas que ficaram com sequelas depois do tratamento do câncer de cabeça e pescoço, permitindo uma nova vida, essa é a nossa missão”.  Criado em 2015, o Instituto Mais Identidade é uma OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) cujo principal objetivo é promover a recuperação estético-funcional e a reintegração social, por meio da reabilitação bucomaxilofacial. Por meio deste trabalho, pessoas que apresentam alterações faciais e maxilares causados por câncer, traumas ou doenças congênitas, podem recuperar a estética e a função, voltando a viver suas vidas de forma plena, sem nenhum custo. 

    Conheça o Instituto Mais Identidade! Acesse https://www.maisidentidade.org/quem-somos/

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    Atendimento oncólogico na Região Oeste será discutido em audiência pública nesta segunda (11)

    As alternativas para o atendimento oncológico na região Oeste do Rio Grande do Norte serão discutidas na segunda-feira (11), às 10h, em audiência pública promovida pela Assembleia Legislativa, na Câmara Municipal de Mossoró. O debate foi proposto pelo médico e deputado estadual Dr. Bernardo (PSDB).

    Preocupado com a alta demanda e baixa oferta de serviços para o tratamento de pacientes acometidos pelo câncer, Dr. Bernardo quer debater formas de aperfeiçoar o atendimento à população, tanto redirecionando pacientes quanto ampliando os serviços. Em Mossoró, por exemplo, pacientes de aproximadamente 64 municípios utilizam os serviços na cidade, o que resulta em ainda mais dificuldade para atender à demanda.

    “Temos recebido reclames da população da região, falando sobre a fragilidade do atendimento oncológico e da interrupção de procedimentos, assim como a ausência de suprimentos, que ocasionam consequências graves na saúde dos pacientes em tratamento”, explicou o parlamentar.

    Abarcando cidades que, juntas, somam quase 1 milhões de habitantes, Mossoró tem passado por dificuldades no atendimento, o que fez com que o deputado propusesse a audiência pública, convidando autoridades de Saúde estaduais e municipais, além de entidades ligadas ao tratamento contra o câncer.

    Ilustração: Freepik

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    TRT-RN: Empresa é condenada por ameaçar cortar plano de saúde de empregada com câncer

    O Tribunal Regional do Trabalho da 21ª Região (TRT-RN) condenou a empresa Regina Indústria e Comércio S.A. a pagar uma indenização por danos morais, no valor de R$ 6 mil, por ameaça de cancelamento de plano de saúde de empregada com câncer em estágio avançado.

    A trabalhadora veio a falecer durante a ação trabalhista, ajuizada por ela  para manter o plano de saúde no período de seu tratamento contra a doença. 

    De acordo com o desembargador Eduardo Serrano da Rocha, relator da ação no TRT-RN, a ameaça de cancelamento do plano de saúde no período de suspensão contratual para tratamento, “momento em que (a empregada) mais precisava da utilização do benefício, configurou ato ilícito e enseja o dever de a empresa reparar os danos”.

    A autora do processo foi afastada do trabalho em maio de 2019 para tratamento contra o câncer, já em estágio avançado.  Em janeiro de 2020, veio a falecer, ainda na vigência do benefício previdenciário.

    Em sua defesa, a empresa alegou que jamais se comportou de modo indevido, desproporcional ou acintoso. Negou também  a existência de qualquer ilegalidade na cobrança dos valores referentes à obrigação da trabalhadora no pagamento de sua cota do plano de saúde.

    Afirmou, ainda, que não  houve qualquer ameaça de cancelamento do plano da empregada. 

    No entanto, para o desembargador Eduardo Serrano da Rocha, ainda que exista a obrigação da trabalhadora de arcar com a sua parte do custo do plano de saúde durante seu afastamento, a empresa não poderia suspender ou cancelar o plano. 

    “O ordenamento jurídico assegura ao trabalhador, durante a suspensão contratual, o direito à manutenção de plano de saúde (…) uma vez que se trata de obrigação/benefício que independe da prestação do serviço e decorre tão somente da manutenção do vínculo de emprego”, explicou o magistrado.

    Ele ressaltou, ainda, “que não se tratou de inadimplemento imotivado”. A empregada esclareceu à empresa que não tinha condições de pagar o plano de saúde por se encontrar em tratamento, sendo o benefício previdenciário de apenas mil reais mensais.

    Como também a empregadora não poderia ameaçar a trabalhadora de cancelar o plano.  Ainda que a empresa negue a ameaça, de acordo com o desembargador, “há prova suficiente nos autos em sentido contrário”. 

    “A empregada  se deparou com o receio de ficar sem os meios de que necessitava para lutar pela recuperação de sua saúde e ainda teve que buscar a tutela jurisdicional para salvaguarda de seu direito, circunstância suficiente a ensejar abalo psíquico e o dano de natureza moral”, concluiu o desembargador.

    A decisão da Segunda Turma do TRT-RN manteve o julgamento original da 10ª Vara do Trabalho de Natal quanto ao tema.