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    Instituto Humanitas promove curso sobre questões indígenas no Brasil

    O Instituto Humanitas promove o curso livre Emergência Indígena no Brasil Contemporâneo e convida o público a refletir sobre questões indígenas no país. Levando luz às ideias sobre a atuação dos povos indígenas no passado e o debate político e intelectual que envolve questões desses povos hoje, o evento quer explicar o contexto histórico e sua influência na visão atual sobre essas populações. O curso será feito de forma on-line, no canal do Instituto no  YouTube, e acontecerá no dia 27, às 16h. As inscrições podem ser realizadas no Sigaa.

    Para levantar a discussão sobre o apagamento da invisibilidade dos povos indígenas e sua vivência no Brasil contemporâneo, como propõe o evento, são convidados o público interno e externo que tenha interesse no tema para a participação. A palestra será realizada por Fátima Silveira, doutoranda em Sociologia na USP com atuação em temas de questões indígenas, colonialismo e racismo. Ela explica seu objetivo com a proposta como um incentivo de reflexão. “Pretendo contextualizar historicamente o processo de invisibilização e exclusão dos povos indígenas da cena política brasileira”, expõe.

    Com esse curso, o Humanitas, que já promove cursos livres no site, pretende discutir sobre a aculturação progressiva, termo comumente utilizado na literatura antropológica que “descreve o pensamento vigente no Brasil até poucas décadas atrás, que entendia que os povos indígenas iriam deixar de ser indígenas, iriam perder sua cultura progressivamente no contato com os brancos”, Fátima explica. Além de contextualizar e expor ao público a situação dos indígenas no Brasil atual, pretende-se passar pelo caráter das ocorrências de extinção, de organização e do ato de se reerguer desses povos. 

    Segundo a especialista, mesmo que haja essa vontade de aumentar a presença desse grupo na contemporaneidade, muitas coisas continuam iguais. “Assim como há quinhentos anos os territórios indígenas continuam sendo invadidos, expropriados e explorados pelos brancos”, diz Fátima, eles são, ainda, desumanizados pelo racismo, sendo reproduzido um pensamento de que eles ocupam papéis inferiores ou atrasados em relação aos demais. Por outro lado, a antropóloga afirma que, mesmo com discursos como esse, os povos indígenas também sofreram boas mudanças ao longo do tempo, articulando-se em movimentos e tendo direitos reconhecidos em âmbito internacional. “Seus modos de vida e conhecimentos são cada vez mais reconhecidos pela ciência como saberes importantes para o mundo em crise no qual nos encontramos”, conclui.

    Os debates serão feitos a partir de conversas em que se apresentam as ideias dos antropólogos Eduardo Viveiros de Castro, especialista em etnologia, Darcy Ribeiro, reconhecido por obras em torno de pautas indígenas e a educação no Brasil, e Poliene Bicalho, que trata em sua tese sobre a cidadania e os direitos dos povos indígenas no país.

    O curso Emergência Indígena no Brasil Contemporâneo acontece no dia 27 de maio, às 16h, no YouTube. As inscrições são feitas pelo Sigaa e estão abertas até o dia em que acontece o evento.

    Foto: APIB oficial

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    Macaíba realiza 1º Conferência de Promoção da Igualdade Racial nesta quarta-feira (09)

    A Prefeitura de Macaíba, por meio da Secretaria Municipal de Trabalho e Assistência Social (SEMTAS), realizará a I Conferência de Promoção da Igualdade Racial de Macaíba (I COMPIR) nesta quarta-feira (09), das 8h às 13h, no Pax Club. Essa será a primeira vez que o município promove uma conferência voltada para povos tradicionais.

    Com o tema “Enfrentamento ao racismo e às outras formas correlatas de discriminação étnico-raciais e de intolerância religiosa: política de Estado e responsabilidade de todos nós”, a Conferência tem o objetivo de mobilizar as comunidades tradicionais de Macaíba, como comunidades quilombolas, indígenas, ciganos e povos de terreiros, para promover debates, reflexões e encaminhamento de medidas de enfrentamento ao racismo e outras formas de discriminação.

    O evento acontece juntamente com o Conselho Municipal de Assistência Social (CMAS) e segue as orientações do Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial (CNPIR) e do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH).