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    Ministério do Meio Ambiente vai ampliar áreas de conservação da caatinga

    Foto: Gabriel Carvalho

    O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) anunciou a seleção de 12 projetos prioritários para a criação de unidades de conservação federais no bioma Caatinga, a serem implantadas até 2026, que resultarão no aumento de mais de um milhão de hectares das áreas protegidas.

    Encontram-se em andamento as ampliações do Parque Nacional da Serra das Confusões, no Piauí; da Floresta Nacional de Açu, no Rio Grande do Norte; e do Refúgio da Vida Silvestre do Soldadinho-do-Arararipe, no Ceará.

    “Os estudos da ciência estão nos mostrando que já temos uma ampliação das áreas que eram semiáridas e que estão ficando áridas. Isso é mudança do clima. Se a gente ‘descaatinga’ a Caatinga, a gente agrava o problema”, alertou a ministra do MMA, Marina Silva.

    O anúncio foi feito em Petrolina, Pernambuco, nessa segunda-feira (10), durante o lançamento da campanha Terra, Floresta, Água – Movimento Nacional de Enfrentamento à Desertificação e à Seca.

    As iniciativas integram a Missão Climática pela Caatinga, que reuniu governos federal e locais, além da participação do secretário-executivo da Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação, Ibrahim Thiaw, no enfrentamento aos efeitos da mudança climática na Caatinga presente em 12% do território do país.

    Segundo dados do MMA, a desertificação atinge 13% do semiárido brasileiro. São regiões onde a atividade humana e as variações climáticas determinaram a perda total da biodiversidade, da capacidade de oferecer serviços ecossistêmicos e até da capacidade produtiva do solo para segurança alimentar.

    Localizada integralmente no semiárido, a Caatinga só existe no Brasil e abriga uma biodiversidade única, com grande número de espécies endêmicas, que só ocorrem no bioma. Essas características – somadas ao fato de ter 60% de seu território ocupado por populações – fazem com que a vegetação nativa dessa região seja a mais suscetível às mudanças climáticas, segundo indicou o Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima da Organização das Nações Unidas (ONU).

    Desde 2015, o Brasil tem uma Política Nacional de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca, criada pela lei nº13.153, mas nos últimos anos o desmatamento da Caatinga avançou, segundo aponta o Relatório Anual do Desmatamento da Mapbiomas. Em 2023, por exemplo, mais de um quinto dos alertas de desmatamento em todo o Brasil foram no bioma.

    Ao todo, foram desmatados 201.687 hectares de Caatinga, com um aumento de 43,3% em relação a 2022. Os estados da Bahia, Ceará e Rio Grande do Norte lideraram o crescimento dos alertas de desmatamento na região, mas 87% dos municípios no bioma registraram pelo menos um evento.

    Projetos

    Durante a Missão Caatinga foram anunciados o Projeto Conecta Caatinga, para promover a gestão integrada da paisagem no bioma, por meio de ações de recuperação da vegetação nativa e dos corpos hídricos, estimulando o desenvolvimento de uma sociobioeconomia de baixo carbono e conectando a vegetação entras as áreas protegidas. Serão investidos R$ 30,2 milhões do Fundo Global para o Meio Ambiente (Global Environment Facility – GEF).

    O Projeto Arca: áreas protegidas da Caatinga é outra iniciativa para a proteção do bioma por meio da expansão e consolidação do Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (Snuc), com envolvimento das comunidades locais visando a elaboração de planos de manejo das áreas de preservação nos estados da Bahia, Pernambuco e Piauí, os mais desmatados no último ano. Os investimentos de R$ 50 milhões já foram aprovados pelo Fundo do Marco Global pela Biodiversidade.

    Lançamentos

    Também foi anunciada a criação da Rede de Pesquisadores e Pesquisadoras Sobre a Desertificação e Seca para apoiar a implementação da política pública nacional, acolhendo as principais evidências científicas no apoio à tomada de decisão de gestores no enfrentamento à emergência climática.

    Cientistas poderão participar fazendo a inscrição no site do MMA, até o dia 10 de julho. Houve ainda o lançamento do livro Manejo Florestal da Caatinga – 40 anos de experimentação.

    Com informações da Agência Brasil

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    “Tabuleiro Geográfico” utiliza o lúdico como estratégia para educação ambiental

    Utilizar o lúdico como forma de auxiliar crianças de escolas públicas na aprendizagem do bioma da Caatinga. É por meio dessa estratégia que foi desenvolvido no Centro de Ensino Superior do Seridó (Ceres/UFRN) o Tabuleiro Geográfico do Seridó Potiguar. Fruto de um projeto de mestrado, o jogo é uma iniciativa de Jessiane Fernandes, egressa do Programa de Pós-Graduação em Geografia (Geoprof), vinculado à unidade acadêmica, sob orientação da professora Jeane Medeiros. 

    A dificuldade de identificação das crianças com o meio ambiente local, em especial no Seridó Potiguar, e o conhecimento superficial sobre a Caatinga foram fatores contribuintes para o  desenvolvimento do jogo, segundo Jessiane Fernandes. Os aspectos motivantes para a elaboração desse produto estão relacionados, também, à experiência pessoal da estudante egressa e à percepção do desafio educacional enfrentado na região, com pouco material direcionado à temática. “Ao longo dos anos como educadora, constatei que muitas crianças, assim como eu na infância, não valorizavam seu lugar, suas raízes culturais”, pontua.

    Visando proporcionar conhecimento sobre os problemas ambientais enfrentados na região, o tabuleiro aborda questões ligadas a desmatamento, poluição, agrotóxicos, queimadas, além de fauna e flora local. O jogo surge como uma ferramenta interativa destinada a estimular a compreensão e a valorização do ecossistema local, promovendo, assim, a sensibilização sobre o bioma da Caatinga, e contribuindo para uma educação ambiental mais eficaz no Seridó Potiguar.

    Durante o momento de interação, os estudantes têm a oportunidade de conhecer os papéis que devem realizar na conservação do planeta, na percepção da interferência da ação humana no meio ambiente, bem como na construção de um saber geográfico que ultrapassa os muros escolares e perpassa a vida em sociedade. Para a egressa do Geoprof, iniciar o processo de sensibilização e valorização do lugar e do bioma desde os primeiros anos de aprendizagem representa uma contribuição significativa para o presente e, sobretudo, para o futuro.

    “Ao promover uma conexão mais profunda entre as crianças e o ambiente em que vivem, esses recursos educacionais cumprem o papel do conhecimento geográfico e podem moldar atitudes e comportamentos em relação à preservação ambiental”, salienta a pesquisadora. Jessiane afirma, ainda, que é esperado que iniciativas como esta auxiliem para gerar cidadãos mais conscientes, comprometidos com a sustentabilidade e capazes de contribuir com a construção de um futuro mais equilibrado e harmonioso com a natureza.

    Composto por 20 cartas, o jogo aborda em algumas delas a fauna e flora local. Foto: Jessiane Fernandes.

    A pesquisadora explica que é almejada uma série de objetivos interligados, abrangendo a formação de professores, a disseminação do modelo educacional e a inserção da ludicidade no cotidiano das crianças. “Ao criar um jogo educacional adaptável e replicável, pretendemos disponibilizar a metodologia para outras regiões, possibilitando que mais crianças tenham acesso a uma educação ambiental envolvente e significativa”, comenta Jessiane Fernandes. Em relação à formação docente, explica ela, o jogo atua como uma ferramenta prática e inovadora para capacitar educadores na abordagem de temáticas ambientais de maneira lúdica.

    Meio de interação humanizado

    Para a professora Jeane Medeiros, o trabalho da pesquisadora valoriza uma atividade analógica em um contexto em que são abundantes as possibilidades de imersão digital das crianças durante o processo escolar. “Considerando o desenvolvimento cognitivo humano, ainda somos seres analógicos: nos damos melhor com o acústico, com a visão imediata, com a percepção de objetos que refletem e que não emitem luz. A nossa sensibilidade é analógica”, afirma.

    A docente ressalta, dessa forma, que todas as disciplinas escolares necessitam de produtos educacionais que apoiem a compreensão e a aprendizagem dos conteúdos. De acordo com Jeane, quando há momentos de interação, por exemplo, com jogos analógicos, como o tabuleiro proposto por Jessiane, há uma contribuição nessa aprendizagem de forma lúdica, o que acaba resgatando um pouco a humanização nas crianças.

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    Nova espécie de peixe das nuvens identificada no Rio Grande do Norte leva nome do presidente Lula

    Uma nova espécie de peixe foi descoberta na bacia do rio Trairi, no Rio Grande do Norte, região onde predomina o bioma Caatinga. O novo peixe recebeu o nome de Hypsolebias lulai, em referência ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O animal foi descrito por cientistas do Instituto Peixes da Caatinga, das universidades federais da Paraíba (UFPB) e do Rio Grande do Norte (UFRN), da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) e da Universidade de Taubaté em um artigo publicado na revista “Neotropical Ichthyology”.

    A espécie foi vista pela primeira vez em agosto de 2022 por um agricultor em um assentamento no Rio Grande do Norte, que fotografou o peixe e enviou a imagem para Telton Ramos, biólogo do Instituto Peixes da Caatinga e da UFPB. O pesquisador reuniu uma equipe e organizou uma expedição financiada pelos seguidores das redes sociais do Instituto Peixes da Caatinga para coletar amostras da espécie na região.

    Essa nova espécie de peixe pertence a um dos grupos mais ameaçados do Brasil. Chamado de “peixe das nuvens”, ele surge em poças ou lagoas temporárias formadas após a chuva, que é quando os seus ovos enterrados eclodem e sua população se restabelece. Esse ciclo de vida leva os ribeirinhos a associarem o aparecimento desses animais aos pingos de chuva das nuvens, por isso, peixes das nuvens.

    Como os seus parentes, o Hypsolebias lulai tem um ciclo de vida rápido de três meses para crescimento e reprodução antes da poça ou lagoa temporária secar e toda a população de peixes morrer. “Devido a isso, espécies de peixes das nuvens estão sendo utilizadas em estudos sobre envelhecimento humano”, explica Ramos. O Hypsolebias lulai mede cerca de cinco centímetros, apresenta um número maior de raios na nadadeira dorsal e de listras no corpo e coloração azul metálica, diferente dos parentes.

    A localização do Hypsolebias lulai chamou a atenção dos pesquisadores: o parente mais próximo dessa nova espécie está no Ceará, a cerca de 500 quilômetros de distância. Essa distância fez os pesquisadores questionarem como a nova espécie surgiu no Rio Grande do Norte. “Todos os aparentados dentro do grupo estão relacionados aos rios Tocantins-Araguaia, São Francisco e Pacoti”, diz Ramos.

    A presença de uma espécie do mesmo grupo tão longe de outras levanta algumas hipóteses sobre as mudanças dos cursos de rios, especialmente do São Francisco, ao longo de milhares de anos. “Este rio já mudou de curso várias vezes, o que explica a existência de espécies parentes em lugares diferentes. É possível que ele já tenha se conectado ao rio Piranhas, que é o mais próximo de onde a nova espécie foi encontrada, mas ainda é preciso que mais estudos sejam realizados na região”, comenta Fábio Origuela, co-autor do estudo, do Instituto Peixes da Caatinga .

    Para os pesquisadores, a nova espécie também reforça a ideia de que a Caatinga é um bioma diverso. “Falamos pouco de Caatinga. Existe a ideia de que é um local pouco diverso, seco, mas ela é riquíssima em biodiversidade”, aponta Ramos.

    A decisão de nomear o peixe em referência ao presidente Lula foi para dar mais visibilidade aos grupos de peixes das nuvens. “Estamos aquém do que deveríamos no conhecimento da diversidade e conservação desse grupo de peixes, sabemos muito pouco ainda, e o que não tem nome, não é protegido”, afirma Ramos. O grupo de pesquisadores espera prosseguir monitorando a população do Hypsolebias lulai com a ajuda de moradores da região onde foi encontrado e continuar preservando as poças para avaliar melhor o estado de conservação da espécie.

    Agência Bori

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    Plantio de árvores na caatinga contribui para mitigar mudanças climáticas no RN

    Patrocinado pela Petrobras desde 2018, o projeto Vale Sustentável tem contribuído para mitigar as mudanças climáticas por meio do plantio de árvores. Elas absorvem dióxido de carbono, um dos gases de efeito estufa. De 2018 até 2022, o projeto reteve cerca de 1,2 milhão de quilos de carbono. O gás foi “capturado” por meio do replantio de 150 hectares de terra da caatinga com cerca de 127 mil mudas nativas, nos municípios de Assú e Guamaré, no Rio Grande do Norte. 

    Os dados constam de inventário realizado pela empresa Nordeste Reflore, que utilizou uma metodologia que considera as medições feitas na biomassa acima e abaixo do solo. Entram na conta os compartimentos denominados de biomassa viva localizada acima do solo, representada pelas folhas, galhos, cascas e lenhas; a serrapilheria, camada acima do solo partes vegetais caídas das árvores e a matéria orgânica do solo que incluem as partes já decompostas. Abaixo do solo são consideradas a biomassa subterrânea que compreende as raízes e a biomassa morta (necromassa), que é a matéria orgânica absorvida pelo solo. A expectativa é que essas mesmas árvores retenham mais carbono nos próximos 16 anos, e, para tanto ainda haverá um monitoramento dessa área. Outras duas mil mudas foram plantadas pelo Vale Sustentável em escolas e espaços públicos naquelas duas cidades.

    Uma ação complementar foi a implantação de cinco meliponários (abrigos) de abelhas nativas sem ferrão, com um total de 75 colmeias. Esses meliponários implantados em novembro de 2021 dobraram de tamanho em 12 meses. As abelhas Jandaíra são responsáveis por 30% da polinização da caatinga. “Colocamos os meliponários em lugares estratégicos de forma que as abelhas pudessem polinizar tanto a reserva legal quanto os quintais produtivos onde são plantadas as hortas e as frutas”, explica Elisângelo Fernandes, coordenador do Vale Sustentável.

    Os quintais produtivos são uma das ações que contribuem para a segurança alimentar, educação ambiental e promoção da cidadania. O Vale Sustentável distribuiu 80 kits com sementes, insumos e equipamentos, para implantação de hortas orgânicas em escolas públicas e comunidades rurais, além de dar suporte técnico agrícola. Mais de duas mil pessoas foram capacitadas em manejo de terra e em organização e fomento dos quintais.

    Os produtos desses quintais – como feijão, abóboras, tomates, couve, mamão, entre outros – são utilizados para consumo das famílias e também para geração de renda por meio da comercialização. Os beneficiários do projeto foram ainda capacitados em associativismo e estimulados a formar grupos (associações ou cooperativas) para dar suporte ao negócio e também para empoderar mulheres, responsáveis por um número expressivo de quintais produtivos.

    E pensando no futuro da caatinga, o Vale Sustentável foi à escola. Numa parceria com as Secretarias Municipais de Educação, o projeto promoveu ações de educação ambiental por meio das quais cerca de cem adolescentes se tornaram multiplicadores ambientais. Ao todo, as ações educacionais atenderam a pouco mais de cinco mil alunos, sendo a maior parte de crianças que tiveram acesso a professores e material didático. A ideia é fomentar o conhecimento sobre o bioma caatinga para esses jovens com potencial de serem os líderes dos próximos anos. A Associação Norte Rio-grandense de Engenheiros Agrícolas (ANEA), organização que executa o Vale Sustentável, já coleciona histórias de jovens que, tendo passado por projetos como esse, buscaram formação acadêmica agrícola e voltaram para as comunidades para fomentar o desenvolvimento local.

    Ao minimizar os efeitos da mudança climática na caatinga, o projeto Vale Sustentável contribui para reduzir a desertificação desse bioma e a desregulação da temperatura no semiárido. Pelos resultados obtidos, o projeto, escolhido na Seleção Pública de 2018 do Programa Petrobras Socioambiental, está em fase aprovação de nova etapa do projeto. O apoio da Petrobras ao projeto Vale Sustentável reflete o compromisso da companhia com a transição justa para uma economia global de baixo carbono como imperativo ético e de competitividade. 

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    I Conferência Potiguar do Clima começa quinta-feira (13) na UFRN

    Com o objetivo de abordar a grave crise climática que vive o planeta, suas manifestações no Brasil e particularmente o Rio Grande do Norte,  acontece nos dias 13, 14 e 15 de abril, no auditório da Reitoria da UFRN, a 1ª Conferência Potiguar do Clima COP/RN.

    O evento, que pretende bem como apontar orientações e propostas que possam diminuir o impacto dos efeitos da degradação ambiental especialmente da caatinga, que já está entre os biomas mais ameaçados do planeta, irá reunir especialistas de diversas universidades, ambientalistas, representantes dos poderes e de cada uma das 167 cidades do Estado.

    “Precisamos contribuir com ações práticas para a atração de recursos e parcerias para implementar estratégias de conservação e uso sustentável da nossa biodiversidade. Um dos objetivos principais da Conferência será unir esforços para a multiplicação de centenas de viveiros de árvores nativas em todas as regiões do Rio Grande do Norte com fontes de fomento para plantarmos 5 milhões de mudas no RN. Para isso, precisamos ter respaldo do poder público e incentivar as famílias, escolas e empresas a abraçarem o desenvolvimento da flora local”, destacou um dos coordenadores da Conferência, Professor Robério Paulino, da UFRN.

    As inscrições são gratuitas e podem ser feitas AQUI.

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    Projeto Restaura Caatinga pretende proteger bioma 100% brasileiro

    Para marcar o Dia da Árvore, comemorado hoje (21), a Associação Caatinga lança o projeto Restaura Caatinga, com o objetivo de difundir conhecimento técnico, treinar coletores de sementes e restaurar florestas de ecossistemas degradados. A data foi instituída a fim de conscientizar e ajudar os brasileiros a refletirem sobre a importância das florestas para os seres vivos. 

    A ideia, segundo a associação, é a “alinhar técnicas inovadoras de restauração florestal, capacitação de pessoal e promoção da rede de sementes para proteção do bioma”. Entre as atividades programadas está a restauração florestal do entorno da Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Neném Barros, localizada no município de Crateús (CE).

    “A ação vai beneficiar 20 hectares ao redor da área, contribuindo com a recomposição de uma região degradada e protegendo ainda mais a Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN)”, explica o coordenador-geral da Associação Caatinga, Daniel Fernandes.

    “Isso tudo amplia a oferta dos serviços ecossistêmicos gerados a partir da floresta em pé, como o estoque e a remoção de carbono e a segurança hídrica”, acrescentou ao informar que o Restaura Caatinga contempla quatro dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU): o ODS 4 (Educação de qualidade); o 11 (Cidades e comunidades sustentáveis); o 13 (Ação contra a mudança global do clima); e o 15º (Vida terrestre).

    De acordo com a associação, o projeto também está alinhado à Década de Recuperação dos Ecossistemas (2021-2030), estabelecida pela ONU. O projeto é dividido em três atividades, sendo uma voltada à realização de curso de restauração ecológica da Caatinga, em formato online, “para atores envolvidos na cadeia da recuperação do bioma”.

    A segunda atividade é a consolidação da Reserva Natural Serra das Almas, localizada entre os municípios de Crateús (CE) e Buriti dos Montes (PI), como ponto de treinamento de coletores de sementes.

    “A terceira é a restauração de 20 hectares de ecossistemas da caatinga da RPPN Neném Barros, em Crateús, a partir de técnica desenvolvida pelo Laboratório de Ecologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)”, informa a associação.

    Agência Brasil

    Foto: Canindé Soares

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    E-book sobre Direito Ambiental e Desenvolvimento Sustentável no Semiárido será lançado nesta quinta (28)

    Nesta quinta-feira, 28 de abril, o e-book Direito Ambiental e Desenvolvimento Sustentável no Semiárido entrará no catálogo da Edições Uern para acesso gratuito. A data para o lançamento da obra foi escolhida por ser o Dia Nacional da Caatinga, criado para promover a valorização e a proteção dessa vegetação exclusivamente brasileira, que se estende pelo Nordeste avançando até o norte de Minas Gerais.

    O e-book consiste em uma obra com 11 capítulos, cada um assinado por professores e pesquisadores da Uern, Ufersa, UFRN, UFCG, UFPB e UFPE, discorrendo sobre temas diversos de interesse e importância para o desenvolvimento socioeconômico da região.

    Desenvolvimento sustentável como necessidade vital para o Semiárido nordestino; impactos e conflitos socioambientais, que surgem em decorrência da instalação de parques eólicos e as contribuições que as políticas de consensualidade podem oferecer; transposição do Rio São Francisco; desertificação; política nacional de resíduos sólidos; incentivos fiscais para o desenvolvimento regional; crise ambiental; gestão dos recursos hídricos na bacia hidrográfica do Rio Piranhas-Açu, e até direito à igualdade de gênero são assuntos tratados no conjunto de artigos.

    “Pelas abordagens de caráter transdisciplinar a assuntos históricos e atuais, essa obra interessa não apenas à comunidade científica, notadamente aos profissionais do Direito e das ciências ambientais, mas também à sociedade em geral, colocando a Uern no centro do debate sobre o desenvolvimento regional sustentável do Semiárido nordestino, através de efetivo intercâmbio de pesquisas e pesquisadores de diversas universidades públicas nordestinas”, avalia o Prof. Dr. Carlos Sérgio Gurgel, do curso de Direito da Uern Natal, organizador da obra, junto com os Profs. Drs. José Irivaldo Alves Oliveira Silva (UFCG) e Talden Farias (UFPB e UFPE).

    Os organizadores e autores se encontram em evento organizado pela professora de Direito Ambiental da PUC-SP, Consuelo Yoshida, sobre os biomas brasileiro. “Na oportunidade, falamos sobre o Direito do Semiárido, dando nossa contribuição a essa discussão. A partir disso, professores de diversas universidades públicas do Nordeste se envolveram neste projeto e transformaram as discussões nessa obra”, explicou o professor Carlos Sérgio.

    O lançamento do e-book será on-line, transmitido pelo canal da UERN Natal no YouTube, a partir das 19h deste dia 28, com a participação dos organizadores e de ao menos um autor de cada capítulo da obra.

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    Caatinga é o tema da nova exposição virtual do Museu Câmara Cascudo

    O Museu Câmara Cascudo (MCC), em parceria com o Departamento de Farmácia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), lança nesta quinta-feira, 20, a exposição virtual Caatinga em Foco: Biodiversidade, Ciência e Preservação. A ação é resultado de um projeto de extensão coordenado pela professora titular Raquel Giordani, do Departamento de Farmácia, e pela estudante Letícia Godim, doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas, e é financiada pelo edital de Museologia e Memória da Pró-Reitoria de Extensão (Proex). 

    Lançada no Dia do Farmacêutico, a nova exposição oferece um ambiente virtual no qual o visitante poderá conhecer o único bioma exclusivamente brasileiro, a floresta semiárida da Caatinga. Com uma rica biodiversidade, com fauna e flora pouco exploradas pela ciência, o bioma é tema central da exposição, que nos convida a uma jornada de aprendizado e estímulo à preservação, alertando para os riscos da desertificação, do desmatamento e da extinção de espécies na região, além de destacar o potencial para as pesquisas de produtos naturais com importância para a saúde humana.

    O roteiro virtual também apresenta as ciências envolvidas no estudo da ecologia e da química dos seres vivos, explica o processo de produção de novos medicamentos, destaca o papel da ciência e estimula os visitantes a conhecer a trajetória de cientistas brasileiros e estrangeiros. Com fotos, vídeos e textos informativos e dinâmicos, a exposição busca ainda desconstruir mitos sobre o uso de substâncias naturais para os cuidados da saúde. 

    A exposição apresenta ainda a Selaginella convoluta, popularmente conhecida como Jericó. É possível acompanhar todas as etapas e processos da pesquisa farmacêutica sobre a planta, bem como conhecer as substâncias extraídas que podem trazer benefícios à saúde. Você também pode descobrir a razão dessa plantinha ganhar o apelido de “planta da ressurreição”.

    Além dos docentes e pesquisadores do projeto, a exposição contou com a participação de especialistas do Museu Câmara Cascudo nas áreas de Museologia e Educação e o apoio de professores do Departamento de Botânica, Ecologia e Zoologia, além de estudantes e pesquisadores das áreas de Arquitetura e Farmácia. 

    A exposição conta com o apoio do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Biodiversidade e Produtos Naturais (INCT BioNat). As visitas virtuais estão disponíveis no site do MCC. O endereço é o www.mcc.ufrn.br. Pelo computador, a recomendação é usar o navegador Google Chrome. Nos dispositivos móveis, ainda é possível baixar um aplicativo para garantir a experiência completa da visitação.

    Para não esquecer
    Exposição: Caatinga em Foco: Biodiversidade, Ciência e Preservação
    Quando: a partir de 20 de janeiro
    Onde: www.mcc.ufrn.br

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    Audiência pública debate criação do Monumento Natural Cavernas de Martins

    O Governo do Estado, por meio do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente – Idema, em parceria com a Prefeitura Municipal de Martins, informa a realização da Audiência Pública para apresentação e discussão da proposta de criação da Unidade de Conservação Monumento Natural (MONA) Cavernas de Martins, no dia 16(quinta-feira), às 08h, no Ginásio Poliesportivo José Maria Teixeira, na Rua Presidente Médici, em Martins. 

    Para o diretor-geral do Idema, Leon Aguiar, a nova Unidade de Conservação irá fomentar o turismo sustentável. “Convidamos os órgãos ambientais, instituições e a população para participarem deste momento marcante para a Região do Alto Oeste Potiguar. Vamos proteger uma floresta de Caatinga, repleta de riquezas naturais”, destacou o diretor.
     
    A audiência pública atende ao processo de criação do Monumento Natural Cavernas de Martins destacado no § 2o, do artigo 22º da Lei nº 9.985, de 18 de julho de 2000 – Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC), e ao Decreto nº 4.320, de 22 de agosto de 2002, que regulamenta a Lei do SNUC.

    Segundo o supervisor do Núcleo de Gestão de Unidades de Conservação do Idema, Rafael Laia, não estão sendo medidos esforços para a preservação desta importante área de caatinga potiguar. “O Monumento Natural localiza-se em uma área prioritária para a conservação da Caatinga, sendo esta caracterizada, principalmente, pela presença de matas serranas ricas em diversidade biológica e repleta de cavernas. Com a criação desta nova unidade de conservação na região, será possível compatibilizarmos a preservação da área com a utilização sustentável da terra e dos seus recursos naturais”, finalizou o supervisor.

    Durante a sessão pública, será apresentada aos participantes a proposta da nova Unidade de Conservação e, em seguida, será aberto um espaço de perguntas e respostas. O regulamento do evento está disponível no site do órgão, idema.rn.gov.br.
     
    Consulta Pública
     
    No dia 30 de novembro o Idema abriu consulta pública com o objetivo de discutir os estudos técnicos da proposta de criação do MONA. Os questionamentos, dúvidas e sugestões poderão ser enviados até às 23h59:59, do dia 15 de dezembro, através do e-mail: monacavernasdemartins@gmail.com. Na manifestação enviada se faz necessário identificar o nome e a instituição do participante. Os documentos e estudos técnicos que embasaram a criação da nova unidade de conservação estão disponíveis AQUI!
     
    Serviço

    Audiência Pública sobre a Mona

    Quando? 16/12 (quinta-feira)
    Hora? 08h
    Formato? Presencial
    Onde?  Ginásio Poliesportivo José Maria Teixeira, na Rua Presidente Médici, em Martins.

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    Idema abre consulta pública para o Monumento Natural Cavernas de Martins

    O Governo do Rio Grande do Norte, por meio do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema), em parceria com a Prefeitura Municipal de Martins, convida todos os interessados para participar da Consulta Pública com o objetivo de discutir os estudos técnicos da proposta de criação do Monumento Natural Cavernas de Martins (MONA). O comunicado foi publicado nesta terça-feira (30), no Diário Oficial do Estado (DOE).

    Situado na mesorregião do Oeste Potiguar, o MONA Cavernas de Martins abrange algumas das mais representativas cavernas em mármore do país, entre elas a Casa de Pedra, que é considerada uma das três maiores cavernas do Brasil.

    Os questionamentos, dúvidas e sugestões poderão ser enviados até às 23h59:59, do dia 15 de dezembro de 2021, através do email monacavernasdemartins@gmail.com. Na manifestação enviada se faz necessário identificar o nome e a instituição do participante.

    – Confira os documentos em nosso site: idema.rn.gov.br

    Para o supervisor do Núcleo de Gestão de Unidades de Conservação do Idema (NUC), Rafael Laia, em um momento de emergências climáticas e pandemia, a preservação do meio ambiente é uma das principais ferramentas para contenção dos impactos, por muitas vezes irreversíveis, do homem sobre o planeta.

    “Soluções baseadas na natureza são maneiras eficientes para proteger o planeta e se alcançar o bem-estar humano. Sendo assim, esta iniciativa de criarmos uma nova unidade de conservação estadual no bioma da Caatinga vem em tempo oportuno. A Caatinga é o principal bioma do Rio Grande do Norte e merece toda a nossa atenção e esforços para a sua proteção”, relatou.

    A proposta de criação do Monumento Natural Cavernas de Martins se baseia na Lei 9.985 de 18 de julho de 2000 que institui o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza e no Decreto 4.320 de 22 de agosto de 2002, que determina que a realização de consulta pública e divulgação dos estudos técnicos devem preceder a criação da Unidade.

    “Convidamos os órgãos ambientais, entidades públicas federais, estaduais e municipais, organizações não governamentais, representantes dos setores produtivos e comunidade em geral para darem suas contribuições, através desta consulta pública virtual. Em um momento tão delicado para o país na área ambiental, a gestão do Rio Grande do Norte tem se preocupado em proteger o bioma, símbolo do nordeste. Vamos proteger uma floresta de caatinga, repleta de riquezas naturais, fomentar o turismo sustentável e trabalhar em prol do desenvolvimento sustentável”, finalizou o diretor-geral do Idema, Leon Aguiar.

    Os documentos e estudos técnicos que embasaram a criação da nova unidade de conservação, já estão disponíveis no site: www.idema.rn.gov.br.

    Documentos e Estudos técnicos

    Os estudos técnicos foram realizados pela Fundação para o Desenvolvimento Sustentável da Terra Potiguar (Fundep), com financiamento do TFCA (Tropical Forest Conservation Act), e estão divididos em dois volumes:

    Volume I – trata do diagnóstico ambiental (meio físico, biológico e socioeconômico), diagnóstico espeleológico (cavidades e sítios) e fundiário da área;

    Volume II – trata dos Anexos e Apêndices e dos relatórios sobre a participação social, realizados desde 2015.

    Monumento Natural Cavernas de Martins

    O MONA Cavernas de Martins ocupará uma área de 3.538,45 ha de vegetação do bioma Caatinga, com aproximadamente 100 cavidades naturais, entre cavernas e abrigos. Salvaguardar o patrimônio espeleológico, arqueológico e paleontológico existente na região de Martins; proteger as espécies da flora e fauna locais, incentivar a realização de pesquisas científicas; incentivar o turismo ecológico no bioma Caatinga, e compatibilizar o uso do solo, com a conservação do patrimônio ambiental e paisagístico local, fomentando atividades econômicas sustentáveis que minimizem os impactos sobre a área são alguns dos objetivos do projeto.