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    Apenas 7% dos rios da Mata Atlântica apresentam água de boa qualidade

    Levantamento da organização não governamental (ONG) SOS Mata Atlântica revelou que somente 6,8% dos rios da Mata Atlântica do país apresentam água de boa qualidade. A pesquisa não identificou corpos d’água com qualidade ótima. Mais de 20% dos pontos de rios analisados apresentam qualidade de água ruim ou péssima, ou seja, sem condições para usos na agricultura, na indústria ou para abastecimento humano, enquanto em 72,6% dos casos as amostras podem ser consideradas regulares.

    Os dados constam da nova edição da pesquisa O Retrato da Qualidade da Água nas Bacias Hidrográficas da Mata Atlântica, realizada pelo programa Observando os Rios da SOS Mata Atlântica. A entidade avalia que o Brasil ainda está distante de atingir o ideal de água em quantidade e qualidade para os diversos usos. O levantamento é divulgado no Dia Mundial da Água, comemorado nesta terça-feira (22).

    “Os resultados de 2021 nos mostram que a gente continua numa situação de alerta em relação à água, aos nossos rios, já que menos da metade da população brasileira tem acesso ao serviço de esgotamento sanitário. E os rios vão nos contar o que está acontecendo”, disse o coordenador do programa Observando os Rios, Gustavo Veronesi.

    Ele explicou que o retrato da qualidade da água nas bacias da Mata Atlântica é um alerta para a condição ambiental da maioria dos rios nos estados do bioma. A inadequação da água para usos múltiplos e essenciais pode ser, segundo a entidade, consequência de fatores como a poluição, a degradação dos solos e das matas nativas, além das precárias condições de saneamento. 

    Veronesi acrescentou que as populações mais pobres são as mais afetadas pelas deficiências de estrutura de atendimento ao fundamental, que são água, esgotamento sanitário, manejo de resíduos e manejo de águas de chuva, pilares do saneamento básico.

    Os indicadores foram obtidos entre janeiro e dezembro de 2021 por 106 grupos voluntários de monitoramento da qualidade da água. Foram realizadas 615 análises em 146 pontos de coleta de 90 rios e corpos d’água de 65 municípios em 16 estados do bioma Mata Atlântica. Esses estados são Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe.

    De acordo com a SOS Mata Atlântica, houve pouca alteração em relação aos resultados do período anterior de monitoramento, no ano passado, com alguns casos localizados. As análises comparativas dos anos de 2020 e 2021 consideram os indicadores aferidos em 116 pontos fixos de monitoramento. Em 2021, foram nove pontos com qualidade boa (em 2020 eram 12); 84 com qualidade regular (80 em 2020); 22, ruins (21 no ano anterior) e apenas uma péssima, enquanto em 2020 foram três.

    Sobre o fato de não haver grandes avanços de um ano para outro, Veronesi ressaltou que o processo de recuperação é muito mais lento que a ocorrência da poluição. “Um serviço de saneamento é muito demorado para dar resultado, vide o projeto de despoluição do Rio Tietê, são 30 anos para a gente conseguir aferir melhoras em alguns pontos, em alguns rios das bacias do Alto e Médio Tietê”.

    “Sujar um rio é questão de segundos, é fácil. Agora limpar, despoluir, é muito mais demorado, porque depende do tempo de a natureza também se autodepurar e a gente parar também, a nossa natureza humana parar de sujar. O Rio não é sujo, quem suja somos nós. Somos os responsáveis pela sujeira e também pela limpeza, então é um esforço de toda a sociedade e, óbvio, o poder público tem papel central”.

    Para Veronesi, uma das soluções passa por conter o desmatamento ilegal. “Isso é uma questão que deveria ser de primeira ordem, de primeira necessidade, até por questões de emergência climática, e a Mata Atlântica é um dos biomas mais importantes para a gente conter o aquecimento global”, disse. Ele citou a necessidade de políticas públicas mais efetivas relacionadas ao reflorestamento, à preservação das áreas de proteção permanente e à restrição do uso de agrotóxicos.

    No Rio Grande do Norte, a água dos rios Jaguaribe e Potengi foi considerada regular.

    Clique aqui e acesse o estudo completo

    Com informações da Agência Brasil

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    Agência Reguladora de Saneamento de Natal lança o podcast “Caminho das Águas”

    Nesta terça-feira (22) é celebrado o Dia Mundial da Água. Uma data que visa promover a conscientização sobre a importância da água para a nossa sobrevivência e de outros seres vivos. Em comemoração, a Agência Reguladora de Serviços de Saneamento Básico do Município do (ARSBAN) promove o lançamento do podcast “Caminho das Águas: Sobre a importância da água que chega até você”.

    A abertura do podcast ocorre hoje (22), às 11h, na página da Prefeitura no YouTube (https://youtube.com/NatalPrefeitura) e através do aplicativo de streaming Spotify. Com um total de 4 episódios, a serem lançados cada um diariamente, o podcast da ARSBAN tem o objetivo de ressaltar o trabalho de educação sanitária e ambiental ao convidar profissionais ligados às áreas de regulação e recursos hídricos para debater diversos temas relacionados à proposta desse ano de 2022 da ONU, que é “Águas Subterrâneas”.

    A primeira convidada foi a Dra. Claudia Luciana Varnier, pesquisadora do Instituto de Pesquisas Ambientais – IPA/SP e PhD em Hidrogeologia. Na entrevista, o tema debatido foi “Águas Subterrâneas – O invisível visível e as implicações globais”. O Segundo episódio contou com a participação de Paulo Lopes Varela Neto, Geólogo e Assessor Técnico da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos – SEMARH/RN. O tema do episódio foi a respeito da “Importância das águas subterrâneas para a cidade do Natal”.

    O terceiro episódio da série contou com uma presença dubla para debater “A regulação do saneamento na garantia dos direitos humanos”. Estavam presentes Luiz Antônio de Oliveira Junior, que é Especialista em Regulação e Superintendente de Fiscalização Econômica e Financeira da ARSESP; e também o senhor Fábio Ricardo Silva Góis, Advogado e Diretor Técnico da ARSBAN.

    Para fechar a Semana da Água, a Agência lança especialmente no 4° e último episódio o Edital de Seleção de Artes Visuais – Caminho das Águas. Através do episódio intitulado “A cidade do Natal em tela: água como direito humano”, a Bióloga e Analista de Regulação da ARSBAN, a senhora Jeane Barbosa de Oliveira, realiza um convite aos artistas plásticos a mergulharem nos temas debatidos no podcast e produzirem suas telas. Ao final da curadoria, 12 delas serão selecionadas para um salão de exposição a ser realizado em junho de 2022 na Semana de Meio Ambiente e posteriormente em exposições itinerantes. O Edital será lançado nesta sexta-feira (25), no Diário Oficial do Município, além de estar presente também na página da ARSBAN no Portal da Prefeitura do Natal.