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    Museu da Maré terá acervo na internet com mais de mil itens

    O Museu da Maré, que conta a história da formação e desenvolvimento do Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, terá um acervo online com mais de mil itens, a partir desta semana. O lançamento será nesta terça-feira (12), e a visita pela internet ficará liberada a partir do dia 13. 

    Criada em 2006, a instituição é o primeiro museu de favela concebido pelos próprios moradores. Agora, passará a ser um dos primeiros a disponibilizar o acervo para acesso remoto pela internet, seja para moradores de favelas, comunidades escolares, universidades, pesquisadores e todos que tenham interesse. O endereço do site é arquivomuseudamare.org .

    No pacote a ser disponibilizado online figuram itens iconográficos – fotografias, museológicos e cartográficos. Uma das peças é a representação do rola-rola. Um barril que era utilizado para transportar água pelas ruas e vielas das comunidades, como forma de driblar a falta de abastecimento. 

    Museu da Maré, no Rio, terá acervo na internet com mais de mil itens. - 'Rola-rola', objeto utiizado para transporte de água. Foto: Divulgação/Museu da Maré

    O objeto conhecido como Rola-Rola era usado no transporte de água – Divulgação/Museu da Maré

    A coordenadora do Museu da Maré, Cláudia Rose, explicou que um dos motivos para fazer a digitalização do acervo foi a pandemia, que forçou o museu a mudar o direcionamento. Para ela, o trabalho, iniciado em 2021, além de democratizar o acesso, resultará ainda em mais visitas presenciais. 

    “Com certeza amplia o interesse das pessoas pelo acervo, não só moradoras, mas de tantas outras. Elas vão poder conhecer e ter interesse em ver esse acervo presencialmente. A gente fez alguns testes e pessoas disseram que deu vontade de conhecer mais de perto”, afirmou à Agência Brasil.

    Trabalho minucioso 

    O acervo ficará hospedado na plataforma de software livre Tainacan. Mais do que disponibilizar itens de forma online, foi realizado um trabalho cuidadoso visando descrever o material oferecido.  

    Um dos destaques da migração para o ambiente digital é a criação de descritivo minucioso para os objetos de matriz africana, que, na visão dos organizadores do Museu da Maré, frequentemente carecem de informações detalhadas em acervos online e físicos. 

    Grande parte do acervo apresentado foi adquirida por meio de doação de moradores das favelas da Maré. Mais da metade apresenta fotos históricas, como as que retratam as palafitas que deram início à comunidade. 

    Identificação 

    Nascida na Baixa do Sapateiro, uma das 16 comunidades da Maré, a coordenadora do museu, Cláudia Rose, disse que, muito antes da criação da instituição, em 2006, já havia uma participação colaborativa coletiva no local. “Esses moradores começaram a falar de todas as mudanças ocorridas no território e juntaram fotos e documentos”, revelou. 

    Para ela, a divulgação da memória da Maré no ambiente virtual contribuirá para reforçar a identificação dos moradores, principalmente os mais novos, com o território. 

    “O museu se torna um instrumento de diálogo com pessoas de tantos lugares, compartilhando histórias. Os moradores, principalmente os mais jovens, passam a ter acesso a todas essas memórias e objetos desse patrimônio imaterial da construção do território. Essas pessoas têm essa identificação com aqueles que vieram antes e com a necessidade de estarem organizadas para vencer os desafios atuais”, argumentou Cláudia, que hoje não mora mais na comunidade. Ela é professora de uma escola da rede municipal na região. 

    Ao fazer parte do ambiente virtual, o Museu da Maré passa a integrar a construção do projeto Favelas.Br: Arquivos Digitais Periféricos e Educação Patrimonial, em parceria com a Casa do Povo, em São Paulo, e a Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila). 

    Um próximo passo prevê a migração do acervo para a plataforma Brasiliana, que está sendo construída pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), unindo o acervo do Museu da Maré ao de grandes instituições do país. 

    Como é a Maré 

    Cerca de 140 mil pessoas moram no Complexo da Maré, na zona norte do Rio de Janeiro. A região é uma área de manguezal que foi aterrada e deu origem a palafitas, em meados da década de 40 do século passado. As comunidades são margeadas por vias expressas como a Avenida Brasil e as Linhas Vermelha e Amarela.  

    Desde 1994, A Maré é oficialmente reconhecida como bairro – um dos com maior densidade demográfica no Rio de Janeiro.  

    Fazem parte do Complexo da Maré as comunidades Baixa do Sapateiro, Conjunto Esperança, Conjunto Pinheiro, Conjunto Bento Ribeiro Dantas, Marcílio Dias, Morro do Timbau, Parque Maré, Nova Maré, Parque União, Nova Holanda, Parque Rubens Vaz, Praia de Ramos, Parque Roquete Pinto, Vila do João, Vila do Pinheiro, e Salsa e Merengue.

    agência Brasil

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    Exposição de livros raros da Biblioteca Ema Klabin tem programação gratuita online

    Até o dia 15 de outubro de 2023, a Casa Museu Ema Klabin, no Jardim Europa, em São Paulo, promove a exposição “A palavra impressa, 1492 – 1671: livros raros da Biblioteca Ema Klabin” que apresenta, pela primeira vez, uma seleção de livros raros, muitos com mais de 500 anos. Com curadoria de Paulo de Freitas Costa, a exposição traz 20 volumes que correspondem aos dois primeiros séculos de produção do livro impresso, incluindo manuscritos, livros de horas, incunábulos e edições aldinas, assim como primeiras edições em grego de Platão (1513) e Tucídides (1502), e o Novo Atlas de Blaeu (1648-1655), entre outros.

    Para que o público possa se envolver mais com essa exposição, haverá uma série de palestras ministradas pela plataforma Zoom, além de oficinas e visitas mediadas, ressaltando o impacto dessas importantes obras na história da Idade Moderna.

    Confira a programação gratuita e já se inscreva no site da Casa Museu Ema Klabin:

    Experimentando o Museu: Sobre Tuítes, Epigramas e Máquina de Escrever

    Entre os livros raros expostos, está “Epigramas” de Marco Valério Marcial, exibido em uma edição de 1501. Para conhecer melhor a obra desse autor – uma espécie de colunista social do século primeiro d.C. que escrevia poemas curtos, normalmente satíricos, picantes e com uma poderosa crítica social – o Educativo da Casa Museu Ema Klabin promove nos dias 30 de julho, 5 e 6 de agosto, das 14h30 às 16h, uma curiosa oficina sobre o tema.

    “A partir dos epigramas de Marcial, iremos propor ao público escrever seus próprios epigramas em um mecanismo que está em nossa memória e era usado para escrever e imprimir ao mesmo tempo: a máquina de escrever”, explica a coordenadora do educativo, Cristiane Alves, que lembra as semelhanças dos epigramas com a forma de comunicação que usamos hoje na rede social Twitter.

    Inscrição: https://emaklabin.org.br/experimentando-o-museu/tuites-epigramas-e-

    maquinas-de-escrever

    Palestra: Desde quando sabemos que a Terra é redonda?

    No dia 3 de agosto, das 19h às 21h, o professor Yves Rolland, doutor em arqueologia pela Université Lumière (Lyon), e que atuou em diversas escavações arqueológicas na França, ministra a palestra Desde quando sabemos que a terra é redonda? História da cartografia: uma construção das representações.Na palestra de Yves Rolland será possível observar uma seleção de mapas antigos da Biblioteca Ema Klabin que fazem parte dos livros expostos.

    Inscrição: https://emaklabin.org.br/palestras/historia-da-cartografia-uma-construcao-das-

    representacoes

    De Olho na Coleção – visita mediada

    Além das visitas mediadas e livres à exposição A palavra impressa, 1492 – 1671: Livros raros da Biblioteca Ema Klabin, nos dias 11 e 12 de agosto, às 14h, acontecem as visitas De Olho na Coleção que, apresentam a exposição e convidam o público para uma conversa sobre a diversidade de temas que permeiam os exemplares exibidos, como o design tipográfico, a percepção do mundo que os viajantes disseminaram em seus relatos, a transformação da comunicação, entre outros.

    Inscrição: https://emaklabin.org.br/de-olho-na-colecao/a-palavra-impressa-visita

    Palestra: Marcial, boca de Roma

    E para quem quiser se aprofundar sobre a vida e a obra do escritor Marco Valério Marcial, no dia 17 de agosto, das 19h às 21h, haverá uma palestra com o escritor Rodrigo Garcia Lopes, autor do livro “Epigramas”, publicado em 2017 e que traduziu parte do legado de Marcial.

    Marcial (d.C. 38-104) é um autor que tem sobrevivido ao tempo, extremamente moderno ao prenunciar aspectos de nossa sociedade do espetáculo e da comunicação instantânea (como os 140 caracteres do Twitter). Crítico ácido da sociedade, humorista, ele mesmo construiu uma persona, complexa e contraditória, se vangloriando em vários poemas de ser uma estrela social, conhecido em toda Roma e lido até mesmo por um centurião nos confins do império.

    Inscrição: https://emaklabin.org.br/palestras/marcial-boca-de-roma

    Experimentando o Museu: Construindo tipos móveis, narrativas e encadernações

    Nos dias 19 e 20 de agosto, das 14h30 às 16h, a oficina Experimentando o Museu: Construindo tipos móveis, narrativas e encadernações vai estimular o público a entender como eram produzidos os livros impressos e como funcionava a prensa de Gutenberg. Os participantes irão construir tipos móveis utilizando materiais caseiros e, em seguida, construir narrativas com os tipos criados, imprimindo e produzindo uma encadernação artesanal.

    Inscrição: https://emaklabin.org.br/experimentando-o-museu/construindo-tipos-moveis-

    narrativas-e-encadernacoes

    Palestra: Desde quando há imagens de Moda?

    E quem aprecia moda poderá perceber em livros da exposição A palavra impressa, 1492 – 1671: Livros raros da Biblioteca Ema Klabin, que a arte e a moda – duas manifestações relevantes na cultura da humanidade – estão ao longo do tempo fortemente conectadas. Para falar do assunto, a Casa museu Ema Klabin convidou Lorenzo Merlino, que integrou por seis anos a São Paulo Fashion Week (SPFW) e conta com mais de trinta anos de experiência no mundo da moda. A palestra acontece no dia 31 de agosto, das 19h às 21h.

    Inscrição: https://emaklabin.org.br/palestras/desde-quando-ha-imagens-de-moda

    Serviço:

    Exposição: A palavra impressa, 1492 – 1671: Livros raros da Biblioteca Ema Klabin

    Até 15 de outubro de 2023

    Visitação livre

    quarta a domingo, das 11h às 17h, com permanência até às 18h

    Visitas mediadas

    quarta, quinta e sexta às 11h, 14h, 15h e 16h

    Entrada franca*

    Casa Museu Ema Klabin

    Rua Portugal, 43 – Jardim Europa, São Paulo, SP, Brasil

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    Instagram: @emaklabin

    Facebook: https://www.facebook.com/fundacaoemaklabin

    Twitter: https://twitter.com/emaklabin

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    Site: https://emaklabin.org.br

    Vídeo institucional: https://www.youtube.com/watch?v=ssdKzor32fQ

    Vídeo de realidade virtual: https://www.youtube.com/watch?v=kwXmssppqUU

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    Mostra explora ligação entre língua portuguesa e canções brasileiras

    “Olá, como vai? Eu preciso saber da sua vida. Como vai você? Salve, simpatia”. É com uma colagem de trechos de diversas canções brasileiras que a nova exposição temporária do Museu da Língua Portuguesa vai saudar o público que a visitar a partir desta sexta-feira (14), em São Paulo.

    Chamada de Essa Nossa Canção, a mostra explora a ligação entre a língua portuguesa e a música brasileira. Uma ligação tão profunda que é responsável por construir não só a nossa identidade, como também a  memória coletiva.

    “Todos nós temos as nossas canções. Aquilo que entra em você e resgata um sentimento, como uma dor ou uma alegria. Mas o Brasil também tem as suas canções. Então, a canção também define uma identidade”, diz Isa Grinspum Ferraz, uma das curadoras da exposição junto com Carlos Nader e Hermano Vianna. A mostra também tem consultoria de José Miguel Wisnik.

    “Com a exposição queremos mostrar a diversidade das canções no Brasil, os vários falares, as múltiplas vozes que podemos ouvir através das canções e que une classes sociais, o popular e o erudito, o individual e o coletivo”, acrescenta Isa.

    Percurso do sopro

    A colagem de versos de diversas músicas que saúdam o público faz parte da instalação sonora Palavras Cantadas, que compõem o primeiro momento da exposição. Nela, o visitante vai entrar em uma sala repleta de cortinas e 14 caixas de som acústicas, que apresentam versos de 54 músicas brasileiras, despidas de acompanhamento instrumental. É aqui que esses versos conversam entre si e criam uma nova e transformadora obra, elaborada pelo produtor cultural Alê Siqueira.

    Com isso, versos de canções de Adoniran Barbosa vão brincar e interagir com trechos de músicas de Chico Buarque, Martinho da Vila, João Gilberto ou Clara Nunes, em uma experiência que dura pouco menos de seis minutos.

    Mas a exposição tem início antes dessa sala. Já ao entrar no elevador, o público vai ouvir uma intervenção sonora, também criada por Alê Siqueira, e que reúne cantos famosos como ÔôôôôIlariêAê-aê-aê, que se unem para formar uma única canção.

    São Paulo 12/07/2023 - “Essa nossa canção”- A exposição, que estará em cartaz no primeiro andar do Museu, fala sobre a riqueza e a diversidade de nosso idioma na canção popular brasileira, que estará representada por diversos gêneros musicais, do rock ao pop, do samba ao sertanejo, do funk à bossa nova. 
Foto Paulo Pinto/Agência Brasil

    Exposição fala da diversidade do idioma na canção popular brasileira, representada por diversos gêneros musicais. Foto – Paulo Pinto/Agência Brasil

    Garota de Ipanema

    Já na segunda sala da exposição, dez músicas emblemáticas do cancioneiro nacional ganham novos intérpretes, promovendo ligações inusitadas entre as interpretações clássicas e a música brasileira contemporânea. Juçara Marçal, por exemplo, canta Sinal Fechado, de Paulinho da Viola. José Miguel Wisnik e Xênia França cantam Garota de Ipanema, de Tom Jobim e Vinicius de Moraes. E fãs dos Racionais MC’s cantam o clássico rap Diário de um Detento. “É importante dizer que não são as 10 melhores canções brasileiras. É sempre um recorte. Essas canções estão aí porque elas trazem algum aspecto inusitado ou desconhecido da relação entre língua e canção”, explica Isa.

    O terceiro ambiente da exposição é dividido em dois espaços. Em um deles, o público terá a oportunidade de assistir ao documentário As Canções (2011), de Eduardo Coutinho. No outro, os cineastas Quito Ribeiro e Sérgio Mekler realizam obra inédita composta por pequenos trechos de músicas que estão em vídeos do YouTube com interpretações de diversas músicas brasileiras.

    Na última sala da exposição, há reproduções dos manuscritos de canções escritas pela cantora sertaneja Marília Mendonça, o músico Tom Jobim e o sambista Cartola. Há, ainda, uma linha do tempo em que são apresentados aparelhos que reproduziram essas canções brasileiras ao longo dos anos, desde a vitrola, ao disco de 78 rpm, passando pelas fitas K7 e os iPods.

    A ideia da exposição é que o público faça o percurso como um sopro. Um sopro que vai se adensando e ganhando forma, corpo e elementos.

    “A canção é um sopro. E, no Brasil, é um sopro que oxigena e que reúne características da identidade brasileira, que é vastíssima, e da multiplicidade de Brasis que não é um país, mas [são] muitos. A canção une todas as pontas do Brasil. Une o erudito e o popular, o antigo e o mais moderno. É sempre uma recriação: você bebe da tradição, mas a reinventa o tempo todo. E você une classes sociais. Você pode contar a história do Brasil e todo mundo se identifica com ela, de algum jeito, através da canção. Cada um de nós tem canções que também traduzem nossas vidas. De fato, estão na alma do brasileiro a música e a canção”, analisa Isa.

    Experiência sensorial

    Segundo Carlos Nader, a exposição foi toda pensada curatorialmente para ser uma experiência sensorial. “Essa não é uma exposição sobre a história da canção. Não há nenhuma ambição totalizante nesse sentido de fazer uma tese sobre a canção. É uma exposição sensorial, fluída. Ela não é para ser entendida racionalmente, mas para ser sentida, aproveitada, como é a própria canção. A canção é esse sopro. A gente esquece que a fala é sopro, um sopro contínuo, cortada pelas cordas vocais. E a canção é esse sopro potencializado por um ritmo musical”, depõe.

    A mostra Essa Nossa Canção fica em cartaz até março de 2024. O museu tem entrada gratuita aos sábados. Mais informações podem ser obtidas no site do museu.

    Agência Brasil

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    Grêmio da Rampa inaugura espaço com programação cultural

    A partir do próximo sábado, 2 de abril, o antigo Grêmio Beneficente dos Pescadores de Natal, em Santos Reis, abre espaço para a arte, cultura e educação com a inauguração do Grêmio da Rampa. A iniciativa visa integrar o projeto de ocupação artística do Complexo Cultural Rampa com os moradores dos bairros do entorno.

    A programação do evento inicia às 15h, com a concentração do Grupo Folia de Rua Potiguar na praça da igreja de Santos Reis. A partir das 16h, o grupo percorre em cortejo as ruas do bairro até o Grêmio da Rampa. Em seguida, haverá apresentação da Bateria “Verde e Rosa” da Escola de Samba Balanço do Morro. Às 19h30 tem início a apresentação do Grupo D’Mestre com samba de mesa. 

    “Dentro do conceito museu-paisagem, precisamos considerar todo o território. E isso deve acontecer antes mesmo da inauguração do espaço, com intuito de envolver os moradores do entorno e também despertar neles o sentimento de pertencimento. Além disso, há a possibilidade da produção de artesanato, mobiliário e artefatos que poderão ser vendidos no Complexo, gerando renda para as comunidades”, explica Gustavo Wanderley, um dos curadores do projeto Rampa – arte museu paisagem.

    Durante o evento de abertura, o espaço do Grêmio vai contar também com a vernissage da exposição Ribeilinhas (Ribeira em Linhas), do fotógrafo Henrique José, do Mercado da Foto. O ensaio reúne imagens sobre Natal e a Ribeira, registradas ao longo de 10 anos pelo artista e transitam entre a fotografia de rua e a fotografia contemplativa.

    “Com esse fazer, entendi que a riqueza mora nos detalhes. Por isso, considerei a inclusão das cores e suas combinações tonais. Na composição, trabalhei as linhas e formas geométricas como elementos de uma brincadeira visual,  que provoca uma parada para perceber a realidade recortada, fragmentada, um clique no tempo e no espaço da cidade, capturado em seu tecido arquitetônico. Outro aspecto que realço nas imagens é o registro e a passagem do tempo, inerente ao fazer fotográfico. Busco nas imagens trazer estas marcas deixadas na arquitetura da Ribeira, remetendo à constante mudança e à luta permanente entre a memória e o esquecimento”, conta Henrique. 

    A exposição Ribeilinhas fica em cartaz no espaço até o dia 22 de abril, com visitação das 14h às 17h.Toda a programação é gratuita e o Grêmio da Rampa fica localizado na Rua João Carlos, 312, Santos Reis. 

    OFICINA GRATUITA DE FOTOGRAFIA

    Entre os dias 11 e 27 de abril, o Grêmio da Rampa recebe sua primeira atividade educativa,  a oficina “Fotografia com o celular”, que será ministrada pelo professor e fotógrafo Henrique José. O curso tem duração de 30 horas e é voltado para pessoas a partir dos 12 anos, moradores dos bairros de Santos Reis, Rocas e Ribeira.

    Para além do compartilhamento de conteúdo e técnicas afins à fotografia, a ideia é trabalhar com metodologias participativas num viés freiriano, que possa trazer um diagnóstico socioterritorial dos participantes a partir de duas provocações: “Que lugar lhe faz sorrir?” e “Que lugar lhe faz sonhar”. 

    O período de inscrição para a oficina de fotografia será de 04 à 08 de abril, das 14h às 17h, presencialmente no Grêmio da Rampa. A oficina é gratuita.

    COMPLEXO CULTURAL RAMPA

    O Complexo Cultural Rampa é um equipamento do Governo do Estado do RN. O projeto de ocupação artística do espaço, Rampa – arte museu paisagem está sob responsabilidade da Casa da Ribeira. A produção executiva é da House Cultura, com benefícios da Lei Câmara Cascudo de Incentivo à Cultura, Fundação José Augusto e Governo do RN.

    SERVIÇO

    INAUGURAÇÃO DO GRÊMIO DA RAMPA
    Sábado, 2 de abril. Rua João Carlos, 312, Santos Reis. Entrada gratuita.

    Programação

    15h – Concentração do Grupo Folia de Rua Potiguar na praça da igreja de Santos Reis
    16h – Cortejo do Grupo Folia de Rua Potiguar pelas ruas do bairro de Santos Reis, até o Grêmio da Rampa
    17h30 – Apresentação da Bateria “Verde e Rosa” da Escola de Samba Balanço do Morro
    19h30 – Apresentação do Grupo D” Mestre – mesa de samba

    OFICINA “FOTOGRAFIA COM O CELULAR”
    De  11 e 22 de abril. Inscrições gratuitas de 04 à 8 de abril, das 14h às 17h, presencialmente no Grêmio da Rampa. 

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    Complexo Cultural Rampa e UFRN firmam parceria para lançamento de livro sobre Augusto Severo

    O mês de maio marca 120 anos do encantamento de Augusto Severo, expoente norte-rio-grandense, político, jornalista, inventor e aeronauta de relevância internacional e a realização do seu invento mais ousado, o Pax, dirigível que explodiu em Paris durante seu primeiro voo experimental. Com o objetivo de recuperar essa memória histórica e tornar ainda mais conhecido esse personagem, diversas parcerias e homenagens estão em curso. Uma delas envolve o Complexo Cultural Rampa e a UFRN, com a publicação do livro “Os balões de Augusto Severo”, do escritor Rodrigo Visoni.

    As tratativas para essa parceria foram firmadas por Gustavo Wanderley, curador do projeto Rampa – arte museu paisagem e pela professora  Ângela Paiva, coordenadora do Parque Científico Tecnológico do Rio Grande do Norte Augusto Severo (PAX/UFRN), em reunião realizada no último dia 11, exatamente exatamente quando se celebrava os 158 anos do nascimento de Augusto Severo. O encontro capitaneado pelo vice-governador do Estado, Antenor Roberto, contou com diversas entidades ligadas ao tema.

    A publicação do livro deverá ser a primeira do selo Rampa Edições, do projeto Rampa – arte museu paisagem, em parceria com a Editora da UFRN e projeto PAX. Com abertura prevista para o primeiro semestre de 2022, o espaço Complexo Cultural Rampa, em Santos Reis, está na fase de criação do acervo e do programa educativo.

    Segundo Gustavo Wanderley, curador do Rampa – arte museu paisagem – , apoiar esse tipo de obra está diretamente relacionado ao propósito do complexo, que além de abrigar exposições de arte, quer oportunizar o desenvolvimento humano e de novas ideias. “Mais do que revelar um homem que inventou uma máquina, falar de Augusto Severo é falar de um jovem inquieto que conseguiu imaginar-se voando. Com essa publicação, queremos impulsionar a memória de alguém que sonhou e conseguiu. Queremos pensar e fomentar a potência do sonho, a potência do realizar”, explica o curador.

    Resultado de anos de pesquisa, o livro “Os balões de Augusto Severo”, de Rodrigo Moura Visoni, é ricamente ilustrado e resgata a vida e a obra de Augusto Severo de Albuquerque Maranhão, que foi concorrente de Alberto Santos Dumont na busca pela dirigibilidade aérea. Augusto Severo foi o projetista dos dois primeiros dirigíveis semirrígidos do mundo, o Bartholomeu de Gusmão (1894) e o Pax (1902), e inventor de novos tipos de motores e engenhos aéreos.  

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    Museóloga destaca pioneirismo do Complexo Cultural Rampa

    Com previsão de abertura para o primeiro semestre de 2022, o Complexo Cultural Rampa, em Santos Reis, segue com o trabalho para construção do acervo museológico. Quem coordena esta ação é Marília Bonas, profissional com reconhecido trabalho na área de Museologia, atual diretora do Conselho Internacional de Museus. Durante esta semana, ela está em Natal para acompanhar presencialmente o andamento do projeto Rampa – arte museu paisagem.

    Atualmente, o Núcleo Museológico do projeto conta com três pesquisadores dedicados à articulação social no território resgatando memórias, levantando informações em arquivos potiguares e nacionais e criando o glossário poético visual do imaginário no entorno da Rampa. A partir disso será construído o acervo museológico digital, que poderá ser acessado de qualquer lugar do mundo, com um banco de dados online colaborativo a respeito desse lugar de memória.

    Para Marília, o Complexo Cultural Rampa é algo inédito no Brasil em termos de escala e proposição. “O Complexo traz algo pioneiro, que é a discussão da paisagem, da regeneração e do sonho a partir de um lugar de memória. Existem muitas camadas de memória no espaço – a mais conhecida está relacionada com a Segunda Guerra Mundial -, mas há várias outras que nos levam a pensar o Rio Grande do Norte como um local de inventividade, inovação, conexão com a natureza, com a paisagem e com o território. Nosso trabalho vem para trazer diversas vozes e pontos de vista sobre esse patrimônio”, explica.

    Durante a passagem por Natal, Marília deve também dar continuidade a uma interlocução junto a Fundação Rampa, entidade potiguar que possui um acervo ligado ao espaço. “Queremos desenvolver parcerias que possam fortalecer o eixo turístico, ligando o Complexo Cultural Rampa e o Centro Cultural Trampolim da Vitória, em Parnamirim, que estão conectados pelo papel estratégico de Natal no contexto da Segunda Guerra Mundial”, aponta Marília.

    A pesquisa para o levantamento do acervo já conta com algumas parcerias. Uma delas é com a Smithsonian Institute – a maior rede de museus públicos norte-americanos, sediada em Washington. Também estão previstas parcerias com a Biblioteca do Congresso dos EUA – detentora do maior acervo arquivístico e iconográfico sobre as atividades da Rampa no período da 2ª Guerra Mundial – e com o Getty Institute, proprietária dos direitos de imagem de Hart Preston, fotógrafo da revista Life que documentou as atividades da Rampa em imagens icônicas.

    O COMPLEXO

    O Complexo é um equipamento cultural do Governo do Estado do RN; Rampa – arte museu paisagem é um projeto da Casa da Ribeira, instituição independente e com expertise na elaboração e gerenciamento de projetos culturais. A produção executiva é da House Cultura, com benefícios da Lei Câmara Cascudo de Incentivo à Cultura, Fundação José Augusto e Governo do RN.

    A construção do acervo museológico faz parte da fase 1 do projeto, orçada em R$ 999 mil. A elaboração de um programa educativo, a montagem de uma exposição temporária, além de estudos e consultorias para definir o mais adequado modelo de gestão do Complexo também fazem parte dessa etapa.

    Totalmente reformado pelo Governo do Estado, o Complexo Rampa tem 11 mil m² e conta com duas salas de exposição, salas educativas, espaço para café e restaurante, recepção, bilheteria, área externa para eventos com até 3 mil pessoas, estacionamento e a calçada Potengi, espaço com visão privilegiada do rio.