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    3ª edição da feira Livros no Parque acontece de 12 a 14 de abril no Parque das Dunas

    De sexta-feira a domingo (12 a 14 de abril de 2024), das 8h às 17h, será realizada a 3ª edição da feira LIVROS NO PARQUE, uma feira reunindo iniciativas literárias como editoras, sebos, livrarias e coletivos. Mais uma vez, será montada uma estrutura de estandes no Espaço Cultural Folha, dentro do Parque das Dunas. O objetivo é repetir o sucesso das duas edições anteriores, promovendo boas vendas de livros a um preço acessível em um período no qual o calendário cultural da cidade está começando a aquecer. 

    Este ano, o evento está sendo realizado pela F ROCHA EVENTOS com patrocínio da Lei Paulo Gustavo através de edital de seleção pública realizado pela Secult e Prefeitura do Natal. Com isso, foi possível incluir diversas melhorias como aluguel de equipamento de som para promoção de debates, aumentar o número de estandes, além de levar escolas para o local.

    LIVROS NO PARQUE 2024 – 3ª EDIÇÃO 

    Datas: de 12 a 14 de abril de 2024

    Horário: 08h às 17h

    Local: Parque das Dunas – Espaço Cultural Folha 

    Acesso ao Parque das Dunas: R$ 1,00 por pessoa. 

    Responsável pelo evento: Fernando Rocha – (84) 99927-9445

    EXPOSITORES PARA 2024:

    Escribas Editora  

    CJA Edições

    Palavraria Livros

    Seburubu 

    Sebo Vermelho 

    Sebo XXI 

    Coletivo Mulherio das Letras Zila Mamede

    SPVA – Sociedade dos Poetas Vivos e Afins

    Coletivo Mulherio das Letras Nísia Floresta

    Miguel Rude 


    PROGRAMAÇÃO E LANÇAMENTOS DURANTE A FEIRA

    PROGRAMAÇÃO – LIVROS NO PARQUE 2024 – SEXTA – 12.04 
    12/04/2024 (sexta) – 9h30 – Bate-papo com Milena Azevedo e Ângela França.
    12/04/2024 (sexta) – 10h30 – Autógrafos de “Aprendiz de bruxa” (Milena Azevedo).
    12/04/2024 (sexta) – 14h30 – bate-papo com Itamara Almeida e Cristal Moura
    12/04/2024 (sexta) – 15h30 – Autógrafos de “Vizinhas” (Itamara Almeida) e “A Besta” (Cristal Moura) 

    PROGRAMAÇÃO – LIVROS NO PARQUE 2024 – SÁBADO – 13.04
    13/04/2024 (sábado) – 9h30 – reunião especial do Clube de Leitura Mulheres Lendo Mulheres com o livro “SANGRA-SE” de Diulinda Garcia;
    13/04/2024 (sábado) – 14h – bate-papo com Bia Crispim e Bia Madruga 
    13/04/2024 (sábado) – 15h – Autógrafos de “Em fim, nós” (Bia Madruga) e “Eu vejo chuva fiando” (Bia Crispim)
    13/04/2024 (sábado) – 15h – Sarau da SPVA – Sociedade dos Poetas Vivos e Afins
    13/04/2024 (sábado) – 16h – Mulherio Nísia – Sábado no Parque

    PROGRAMAÇÃO – LIVROS NO PARQUE 2024 – DOMIGO – 14.04  
    14/04/2024 (domingo) – 10h – Bate-papo com Araceli Sobreira e Tereza Custódio. 
    14/04/2024 (domingo) – 11h – Autógrafos de “Florânia, a cidade sem netos” (Araceli Sobreira), “O pavão misterioso” (Tereza Custódio).
    14/04/2024 (domingo) – 14h – Bate-papo com Aluízio Mathias, Bárbara Maria e José de Castro.
    14/04/2024 (domingo) – 15h – Distribuição de 50 exemplares da Folha Poética. Autógrafos de “Subversos de um mundo poético” (Bárbara Maria) e “Apenas palavras” (José de Castro).
    14/04/2024 (domingo) – 15h – bate-papo com Candice Azevedo, Pablo Capistrano e Carito Cavalcanti
    14/04/2024 (domingo) – 16h – Autógrafos de “Poemas para o absurdo” (Candice Azevedo), “Minha amásia paranormal” (Carito Cavalcanti) e “Papel de jornal” (Pablo Capistrano). 
    14/04/2024 (domingo) – 16h – Encerramento oficial com Octávio Santiago: “A Literatura ocupando Espaços”. 

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    Carolina de Jesus faria 110 anos hoje e ganha site sobre sua vida e obra

    Quarto de Despejo, livro mais conhecido da escritora Carolina Maria de Jesus, publicado a partir de diários manuscritos, começa com uma passagem narrando o dia 15 de julho de 1955. “Hoje é o aniversário de minha filha Vera Eunice”, anota a autora que ficou conhecida em 1960 por revelar o cotidiano na Favela do Canindé, zona norte paulistana, para o restante do Brasil e o mundo. “Eu não posso fazer uma festinha porque isto é o mesmo que querer agarrar o sol com as mãos. Hoje não vai ter almoço. Só jantar”, segue sobre a previsão para aquele dia.

    Apesar da preocupação de comemorar o aniversário da filha, não é possível saber como Carolina se sentia em seu próprio aniversário. Não foi publicada nenhuma anotação relativa ao dia 14 de março, dia em que nasceu no ano de 1914, em Sacramento, Minas Gerais. Se estivesse viva, a escritora faria 110 anos nesta quinta-feira (14). E ganha um ponto de encontro digital onde é possível se conhecer um pouco mais de sua vida e obra. O Instituto Moreira Salles lança hoje uma página na Internet sobre a autora.

    Além disso, mesmo não sendo possível ter certeza sobre os sentimentos de Carolina naquele tempo, o resgate histórico feito para a exposição Um Brasil para brasileiros, do Instituto Moreira Salles, deixa claro que Carolina tinha noção da sua importância para o mundo. No catálogo da mostra, inaugurada em 2021, os curadores Hélio Menezes e Raquel Barreto contam que a busca por fotos da escritora trouxe um imaginário diferente do que era veiculado pelos jornais e revistas enquanto ela estava viva.

    “A pesquisa revelou também um número expressivo de imagens que rompem a forte convenção visual sobre a autora”, destaca a dupla no texto. Segundo os curadores, Carolina era muitas vezes retratada “com expressão cabisbaixa, por vezes melancólica”, tendo a favela do Canindé como cenário de fundo preferencial.

    Em contraposição, Menezes e Raquel contam ter encontrado um grande material, boa parte anterior ao lançamento do primeiro livro, em que a autora aparece “vaidosa, elegante, consciente de sua presença e orgulhosa de si”.

    Carolina aparece sorridente e vestida com muito apuro ao ser retratada ao lado do então presidente João Goulart, que segura uma das cópias do livro de estreia da autora. Ao todo, foram vendidos 200 mil exemplares, com tradução para 17 idiomas. O mandatário também ri de forma discreta. A filha Vera Eunice encara a câmera com uma expressão séria, um pouco triste. A foto ilustrou reportagem do Correio da Manhã, em novembro de 1961 e faz atualmente parte do acervo do Arquivo Nacional.

    São Paulo - Carolina Maria de Jesus, uma das primeiras escritoras negras do Brasil, é considerada uma das mais importantes escritoras do país. A autora viveu boa parte de sua vida na favela do Canindé, na Zona Norte de São Paulo. Foto: CCSP
    Carolina Maria de Jesus é considerada uma das mais importantes escritoras do país. Foto: CCSP

    A escritora se sustentou em boa parte da vida, mesmo em um período após o lançamento no mercado editorial, catando materiais recicláveis. Porém, Carolina sempre acreditou no próprio potencial como escritora, enviando originais para diversos editores. Inclusive, a filha Vera Eunice tenta atualmente reaver parte desse material que não teria sido devolvido à família.

    Além de seu título mais famoso, a autora lançou em vida os títulos Casa de Alvenaria (1961), Pedaços de Fome (1963) e Provérbios (1963). Há ainda o autobiográfico Diário de Bitita, publicado em 1986, após a morte da autora, em 1977, de complicações da asma.

    A trajetória de Carolina foi acompanhada pelos jornais por décadas. Em várias ocasiões, a escritora se insurgiu contra o racismo. “É próprio dos ditadores não gostar da verdade e dos negros” protestou, contra a censura imposta pelo regime de António de Oliveira Salazar, de Portugal, ao seu livro em 1961. A manchete faz parte do material reunido pelo IMS.

    Ponto de encontro

    O instituto lança no dia em que a autora completaria 110 anos uma página na internet com material sobre a vida e obra de Carolina. Está disponibilizado na íntegra um dos dois cadernos manuscritos do original Um Brasil para os brasileiros, que após ser editado e publicado na França se tornaria o Diário de Bitita

    Há ainda cartas enviadas e recebidas pela escritora, fotografias e reportagens. Uma linha do tempo apresenta a trajetória de Carolina, começando pela sua ancestralidade, com o nascimento do avô da escritora, Benedicto José da Silva, em 1862, 26 anos antes da abolição da escravatura. É possível ver em vídeo a autora no sítio em Parelheiros, no extremo-sul da capital paulista, comprado com o dinheiro conseguido pelo trabalho como escritora.

    “Tem uma proposta central neste site, que é o de ser um ponto de encontro, onde admiradores, estudiosos, leitores e todas as pessoas que se sentem tocadas por Carolina poderão compartilhar aspectos preciosos de sua vida e obra em movimento”, diz a responsável pela concepção do projeto,  Fernanda Miranda.

    São Paulo - Carolina Maria de Jesus, uma das primeiras escritoras negras do Brasil, é considerada uma das mais importantes escritoras do país. A autora viveu boa parte de sua vida na favela do Canindé, na Zona Norte de São Paulo. Foto: CCSP
    Carolina Maria de Jesus viveu boa parte de sua vida na favela do Canindé, na zona norte de São Paulo. Foto: CCSP

    Segundo a filha da escritora, Vera Eunice segue em negociação a criação de um memorial em homenagem a Carolina em Sacramento. Para Vera o novo espaço poderá acolher melhor o acervo da escritora que está na cidade mineira De acordo com ela, o local que abriga atualmente parte dos manuscritos de Carolina não tem condições adequadas para preservar o material e permitir o acesso ao público. “A gente já está lutando faz muitos anos pra poder tirar a Carolina da prisão. Ela está na prisão, né? Eles falam que é um arquivo, mas está na prisão”, ironiza Vera sobre o prédio onde atualmente está o acervo, que é uma antiga cadeia.

    O IMS e o Museu Afro Brasil, na capital paulista, também guardam parte do material relativo a vida e obra da autora.

    Com informações da Agência Brasil

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    Governo condena tentativa de censurar livro O Avesso da Pele

    O ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República, Paulo Pimenta, e a ministra da Cultura (MinC), Margareth Menezes, criticaram nesta segunda-feira (4) a tentativa de censura e os ataques ao livro O Avesso da Pele, do autor brasileiro Jeferson Tenório.

    “Em minha opinião, trata-se de uma demonstração de ignorância, de preconceito, mas também de covardia por parte dessas pessoas”, diz em vídeo o ministro-chefe da Secom, Paulo Pimenta.

    O caso ganhou repercussão depois que a diretora de uma escola gaúcha chamou de “lamentável” o envio de 200 exemplares da obra para a Escola Estadual de Ensino Médio Ernesto Alves de Oliveira. Em vídeo postado nas redes sociais, Janaína Venzon criticou o envio dos livros “com vocabulários de tão baixo nível para serem trabalhados com estudantes do ensino médio”

    Contactada, a 6ª Coordenadoria Regional de Educação do Rio Grande do Sul solicitou que os exemplares da obra não sejam disponibilizados nas bibliotecas nem aos estudantes de escolas da sua abrangência, “até segunda ordem”.

    O ministro da Secom rebateu a acusação da diretora ao esclarecer que o governo federal só envia obras literárias mediante solicitação da escola. Ele disse ainda que o livro entrou no Programa Nacional do Livro e do Material Didático no governo anterior.

    “O que eles não sabiam era que o livro foi aprovado para compor a lista de materiais disponíveis para escolas após edital feito pelo governo anterior, bem como sua compra pelo MEC. A distribuição, exclusiva para o ensino médio, feita ainda no ano passado, ocorreu após o pedido da escola para que o livro fizesse parte de seu plano pedagógico.”

    O autor

    Na rede social Instagram, o autor Jeferson Tenório considerou o episódio como “absurdo”. À emissora de TV por assinatura Globo News, ele declarou: “me causa sempre espanto, porque já temos tão poucos leitores no Brasil e deveríamos estar preocupados em formar leitores. E não censurar livros”.

    Jeferson Tenório disse que o título também foi alvo de tentativa de censura por parte de uma escola de Salvador (BA), em 2022 e conectou as iniciativas de censurar a obra à polarização política e ao conservadorismo.

    MinC

    A ministra da Cultura (MinC), Margareth Menezes, também repudiou os ataques à obra. “Meu total repúdio a qualquer tipo de censura em relação à nossa literatura. O que estiver no escopo do Ministério da Cultura, o que for possível fazer para apoiar, dentro da legalidade, para combater esse tipo de ação, nós faremos.”

    A ministra acrescentou que as escolhas dos livros pelo programa federal do MEC seguem diretrizes claras. “Não são feitas de maneira deliberada. Existem conselhos. O que é colocado ali não é de graça, ainda mais em relação às escolas. Nós estamos procurando ter todo o cuidado. E o ministro Camilo [Santana, do MEC], o Ministério da Educação também têm essa sensibilidade.”

    O secretário-executivo do MinC, Márcio Tavares, manifestou solidariedade ao autor ao considerar o livro um dos melhores dos últimos anos. “Nesse momento, quero manifestar a nossa solidariedade com esse autor, que é uma referência da nossa literatura e que tem todo o nosso apreço.”

    MEC

    Em nota, o Ministério da Educação (MEC) explicou o processo de inclusão de obras no Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD). O MEC esclareceu que os professores escolhem livros a serem adotados em sala de aula, e não o MEC e que a pasta envia obras para escolas apenas mediante solicitação dos próprios educadores.

    “A escolha das obras literárias a serem adotadas em sala de aula é feita pelos educadores de cada escola a partir do Guia Digital, onde as obras integrantes do programa estão listadas para conhecimento de professores e gestores.”

    De acordo com o comunicado, a obra O Avesso da Pele entrou no PNLD em 2022, juntamente com outros 530 títulos.

    A editora

    A Companhia das Letras publicou um texto em sua página na internet, no qual condena a censura. “A retirada de exemplares de um livro, baseada em uma interpretação distorcida e descontextualizada de trechos isolados, é um ato que viola os princípios fundamentais da educação e da democracia, empobrece o debate cultural e mina a capacidade dos estudantes de desenvolverem pensamento crítico e reflexivo”, diz o texto.

    Clique aqui e leia a íntegra da nota.

    Livro premiado

    A obra O Avesso da Pele já foi traduzida para 16 idiomas e ganhou o Prêmio Jabuti, principal prêmio literário brasileiro, na categoria Romance Literário, em 2021. O livro trata das relações raciais, sobre violência e negritude e identidade na história fictícia de Pedro, que, após a morte do pai, assassinado em uma desastrosa abordagem policial, sai em busca de resgatar o passado da família e refazer os caminhos paternos.

    Com informações da Agência Brasil

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    Novos livros de Candice Azevedo, Nei Leandro, Carito Cavalcanti e Paula Vanina estão em pré-venda na Escribas

    A Editora escribas está preparando o lançamento de três novos títulos neste início de ano. As vendas já começaram na loja virtual da Escribas (http://loja.escribaseditora.com.br) e os livros em pré-venda (todos de poesia) são: “Poemas para o absurdo” de Candice Azevedo, “Diário íntimo da palavra” de Nei Leandro de Castro e “Minha amásia paranormal” de Carito Cavalcanti e Paula Vanina.

    “POEMAS PARA O ABSURDO” DE CANDICE AZEVEDO

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    Poemas para o absurdo é um livro para carregar consigo da mesma forma que temos levado as dores pandêmicas dentro do peito. Dilaceradas pelo não-direito às despedidas, nossas carnes ainda sangram e deixam escorrer a tinta necessária para que a palavra possa fazer-se poesia capaz de salvar nossa humanidade. Essa é a escrita de uma dor que grita. É a escrita de uma palavra que ocupa os espaços vazios deixados pela morte enumerada e sem rosto, sem ritos e sem abraços. É a escrita do encontro com o que há de humano na solidão.

    A professora e poeta Candice Azevedo é doutora em Teoria da Literatura /UFPE e Mestre em Literatura e Interculturalidade /UEPB. Pesquisadora nas áreas de Filosofia da linguagem, Estudos decoloniais e feministas, Culturas dissidentes e Narratologia, com ênfase no Romance Contemporâneo. Publicou o livro de contos “Cor do tempo” (2015) e vários poemas e contos em periódicos e coletâneas, além de artigos acadêmicos e textos de crítica literária.

    “DIÁRIO ÍNTIMO DA PALAVRA” DE NEI LEANDRO DE CASTRO

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    Seguindo o trabalho da editora de republicar a obra completa do autor Nei Leandro de Castro, desta vez o escolhido é o livro de poemas “Diário íntimo da palavra”, lançado em 2001 e que nunca ganhou uma nova edição. Até agora. A obra traz alguns dos mais cultuados versos de Nei e era solicitado há tempos por seus leitores.

    “MINHA AMÁSIA PARANORMAL” – CARITO CAVALCANTI E PAULA VANINA

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    Carito Cavalcanti está de volta às publicações. O multifacetado artista tem se mantido em atividade incessante e incansável, dirigindo curtas de ficção, documentários diversos, produzindo eventos culturais e participando da curadoria de festivais. Porém, desde 2017, não lança nenhum livro novo. Seu novo trabalho de poemas sai pela Escribas, mas não é uma obra solo. Assim como em 2017, quando publicou “Entendeu ou quer que desenhe?” em parceria com Flávio Freitas, desta vez, a designer Paula Vanina é co-autora da obra que é mistura toda a criatividade e irreverência linguística de Carito com as intervenções estéticas de Paula.

    COMO FUNCIONAM AS PRÉ-VENDAS:

    Os 3 títulos já podem ser adquiridos no endereço https://loja.escribaseditora.com.br/ , mas ainda não estão prontos. Até o fim de março, estarão produzidos e os envios para os compradores serão realizados na primeira quinzena de março de 2024. Cada livro custará R$ 40 e um pacote com os 3 juntos sai por R$ 100. Não haverá custos de envio.

    PRÉ-LANÇAMENTOS DAS EDIÇÕES LIMITADAS DOS LIVROS:

    – POEMAS PARA O ABSURDO – CANDICE AZEVEDO – R$ 40

    – DIÁRIO ÍNTIMO DA PALAVRA – NEI LEANDRO DE CASTRO – R$ 40

    – MINHA AMÁSIA PARANORMAL – CARITO CAVALCANTI E PAULA VANINA – R$ 40

    PACOTE COM OS TRÊS POR: R$ 100

    Período: Até 29 de fevereiro de 2024

    Loja on-line da Escribas Editora: https://loja.escribaseditora.com.br/

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    Biblioteca do Sesc RN participará de ação internacional de incentivo à leitura 

    No dia 24 de janeiro, os apaixonados pela leitura em todo o planeta participarão mais uma vez do Library Shelfie Day, com objetivo de incentivar o hábito da leitura, postando fotos de livros nas redes sociais influenciando seguidores. No Rio Grande do Norte, a biblioteca do Serviço Social do Comércio (Sesc RN), na unidade Rio Branco, estará participando da ação em Natal com seus frequentadores. 

    Library Shelfie Day é uma iniciativa da Biblioteca Pública de Nova Iorque (New York Public Library) e significa a combinação de “selfie” (registro de si mesmo) com “shelf” (estante), ou seja, em tradução livre; um dia para tirar uma selfie com a estante da biblioteca. Tradicionalmente, a data escolhida é a quarta quarta-feira do mês de janeiro. 

    Com essa ideia, Sesc RN está convidando os credenciados, frequentadores, professores e funcionários a participarem da ação, marcando nas redes sociais o perfil do Sesc RN (@sescrn) e utilizando a hastag #Libraryshelfieday. As postagens devem ser feitas exclusivamente no dia 24 de janeiro. 

    O Sesc RN mantém bibliotecas com acesso de consulta pública em Natal (Rio Branco), Caicó e Mossoró, sendo os empréstimos apenas para credenciados. O acervo conta com mais de 20 mil títulos, com especial destaque aos escritores potiguares, e ambientes confortáveis. Apenas em 2023, foram mais de 38 mil empréstimos realizados. Além das unidades físicas, a instituição conta ainda com uma unidade móvel BiblioSesc. 

    Serviço

    O que? Biblioteca do Sesc RN participará de ação internacional de incentivo à leitura. 

    Quando? 24 de janeiro de 2024 

    Onde? Biblioteca do Sesc Rio Branco (Natal/RN). 

    Como? Publicação de fotos nas redes sociais ao lado das estantes de livros, marcando nas redes sociais o perfil do Sesc RN (@sescrn) e utilizando a hastag #Libraryshelfieday. 

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    Deputada Federal Fernanda Melchionna lança livro “Tudo isso é feminismo?”

    “Graças a este pequeno grande livro e a sua recuperação da História sob a perspectiva das mulheres, chegamos a compreender melhor o presente, a tentar responder aos novos desafios e a procurar as ferramentas teóricas e práticas para construir um futuro de igualdade e solidariedade”. Porque, como diz Fernanda Melchionna, “este livro é um convite ao estudo e à ação”.

    Trecho da orelha de “Tudo isso é feminismo?”

    “Tudo isso é feminismo?” – uma visão sobre histórias, lutas e mulheres” marca a estreia da bibliotecária, militante e atual deputada federal pelo PSOL do Rio Grande do Sul Fernanda Melchionna (@fernandapsol) no universo do livro. A partir da experiência de anos da autora em debates sobre gênero, feminismo e luta das mulheres nos mais diferentes espaços sociais, sua primeira obra trabalha a história de luta por direitos das mulheres numa perspectiva classista, histórica e de combate às opressões. Publicada pela Editora de Cultura (@editoradecultura), como parte da Coleção Inquietações Contemporâneas, a obra será lançada na Feira do Livro de Porto Alegre/RS, no dia 11 de novembro, sábado, às 19h, com a presença da autora.

    Guiada pela vontade de vocalizar demandas populares e a fim de compartilhar o conhecimento adquirido como feminista, Fernanda aceitou o convite da Editora de Cultura para criar um ensaio para a nova coleção de não-ficção da casa. Segundo ela, parte da vontade de fazer este livro acontecer surgiu da crença de que todo o material com contribuições para a criação de ferramentas para as lutas das mulheres é válido. 

    Desbravar a história não contada das mulheres fez parte da trajetória ativista da deputada. Sua formação como feminista e política de esquerda passou pelo combate ao apagamento das mulheres e das suas reinvindicações, em paralelo à descoberta de novas referências ao longo de seus estudos e pesquisas. Nessa lida, ela também pôde conhecer diferentes vertentes do feminismo e diversas correntes de pensamento. Daí ter abraçado o desafio de escrever este, que é seu primeiro trabalho.

    “Penso neste livro como uma narrativa que busca desnaturalizar o apagamento das mulheres da História, de suas várias lutas e dos desafios enfrentados em tempos passados. E tem como objetivo ajudar a pensar as lutas do presente e a conquistar novos futuros”, afirma a autora.

    Para Fernanda Melchionna, escrever e referenciar outras mulheres é um ato político

    Fernanda Melchionna nasceu em Alegrete (RS) em 1984 e se mudou definitivamente para a capital do estado para cursar biblioteconomia na UFRGS. Além de bancária licenciada do Banrisul, chegou a trabalhar em biblioteca escolar e considera esse espaço parte essencial do processo de ensino e de aprendizagem. Também é pós-graduada em História do Brasil Contemporâneo.

    Seu percurso político se iniciou nos movimentos estudantis e culminou na eleição, em 2008, para o cargo de vereadora de Porto Alegre, e uma atuação na vereança por dez anos, tendo sido três vezes eleita durante o período. Atualmente, exerce o segundo mandato como deputada federal e, para o qual foi reeleita em 2022 como a mulher mais votada do estado. 

    As principais referências para a escrita do ensaio “Tudo isso é feminismo? – uma visão sobre histórias, lutas e mulheres” foram escritoras que pensam o feminismo como prática e teoria. Além de “O feminismo é para todos”, da estadunidense bell hooks, e “Calibã e a bruxa” da italiana Silvia Federici, a militante cita as pensadoras brasileiras Heloisa Buarque de Holanda, Sueli Carneiro e a ativista Angela Davis, também dos EUA, como referências em uma extensa bibliografia, seguida de sugestão de filmes e de séries de TV sobre o tema na seção “Saber mais”, que é um convite aos leitores para se aprofundar mais nas temáticas exploradas na obra.

    Confira um trecho do livro:

    “Se as mulheres sentem mais as opressões e explorações de um modelo que tem condenado o futuro da humanidade, também pode nascer de nós um novo caminho. Sem modelos acabados, mas com a convicção de que é a luta que muda a vida e de que a saída é coletiva. Lutem como uma mulher!”

    Adquira “Tudo isso é feminismo?” nas livrarias ou no site da Editora de Cultura: https://encurtador.com.br/cemrH 

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    Edital Carolina Maria de Jesus irá premiar 40 escritoras de obras inéditas

    Nas palavras da própria Carolina Maria de Jesus, “o sonho salta do papel e dança conosco”. E é para homenagear essa grande escritora e fomentar a escrita feminina, o Ministério da Cultura lançou o edita Carolina Maria de Jesus que proporcionará R$ 2 milhões em recursos públicos para reconhecer trabalhos inéditos escritos por mulheres. Das 40 obras selecionadas, ao menos 20% serão de mulheres negras, 10% de mulheres indígenas, 10% de mulheres com deficiência, 5% de mulheres ciganas e 5% de mulheres quilombolas. A comissão julgadora também será totalmente feminina.  

    Para o secretário de Formação, Livro e Literatura do MinC, Fabiano Piúba, a iniciativa é mais do que uma ação literária: trata-se de uma política de equidade. “Estamos executando políticas públicas de cultura, de artes, de educação, mas também de cidadania, diversidade e acessibilidade cultural com ênfase nas políticas afirmativas. Este é um edital de fomento à literatura brasileira. Voltado para premiar textos inéditos de mulheres escritoras. Um prêmio para reconhecer os processos de escritas e o ofício das escritoras na arte com as palavras”, ressaltou. 

    Já a ministra Anielle Franco celebrou o lançamento do edital e relembrou como o ato de ler e escrever foram fundamentais na sua vida. “Eu lia Carolina e eu me reconhecia em muitas situações, nas resistências das favelas. O racismo que assola a gente fez com que Carolina não fosse reconhecida. Trago aqui a importância de termos um Governo que faz um edital como esse”, pontuou. 

    Além da diversidade, a iniciativa é também um marco nas políticas públicas de acessibilidade: trata-se do primeiro edital da história a usar técnicas de linguagem simples, direito visual e design editorial. A facilitação é fruto de uma parceria entre o MinC e o Laboratório de Inovação e Dados do Governo do Ceará (IRIS). “O Prêmio Carolina Maria de Jesus já nasce muito lindo e muito diferente, mais leve, mais fácil, mais inclusivo. Pela primeira vez, fazemos a publicação de um edital da Cultura não apenas no modelo tradicional, mas também em um formato totalmente acessível”, celebrou a ministra da Cultura, Margareth Menezes. 

    O ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Márcio Macêdo, ressaltou a importância simbólica da premiação. “Convivemos em uma sociedade constituída pelo racismo e machismo, é preciso pensar a literatura como ferramenta para equidade. Uma premiação como essa vai ao encontro do compromisso assumido pelo governo do presidente Lula”, afirmou. 

    Inscrições 

    edital foi publicado no Diário Oficial da União desta quarta-feira, 5 de abril. As inscrições, gratuitas, estarão abertas entre 12 de abril a 10 de junho de 2023, e deverão ser feitas exclusivamente por meio do sistema Mapas Culturais

    São elegíveis obras nas categorias conto, crônica, poesia, quadrinhos, romance e roteiro de teatro, redigidos em português do Brasil e inéditos. A candidata deverá inscrever apenas uma obra inédita em apenas uma categoria. Não poderá haver, em nenhuma parte do texto, a indicação da autora, o que será motivo de desclassificação. 

    Carolina Maria de Jesus 

    Além de impulsionar trabalhos literários produzidos por mulheres, o prêmio lançado pelo MinC homenageia uma escritora brasileira de renome internacional: Carolina Maria de Jesus. Nascida em 1914, escrevia sobre o seu dia a dia na favela do Canindé, Zona Norte de São Paulo, até que, em 1958, conheceu o jornalista Audálio Dantas, que a auxiliou na publicação de seus diários. 

    Na solenidade de lançamento do edital, Carolina foi representada por sua filha, Vera Eunice, que relembrou a trajetória de resistência da mãe. “Ela sempre tinha um lápis, a roupa sempre tinha um bolso. Fomos criados, assim, com a minha mãe sempre escrevendo. Era uma mulher à frente do seu tempo”, relembra. 

    Emocionada, a educadora estimula a participação de mulheres negras no prêmio. “Quando a gente está escrevendo, a gente se atenta aos sentimentos, não às regras gramaticais. Coloquem os seus sentimentos”, conclamou. 

    Para mais informações, consulte o edital. 

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    Inscrições abertas para o Prêmio Sesc de Literatura 

    O Prêmio Sesc de Literatura, que chega à sua 20ª edição em 2023 como uma das mais importantes e consagradas premiações para reconhecimento de escritores estreantes no país, está com inscrições abertas até o dia 03 de fevereiro. O concurso nacional selecionará duas obras inéditas nas categorias conto e romance, a serem publicadas e distribuídas pela Editora Record, com uma tiragem inicial mínima de 2.500 exemplares. 

    Em 2017, um autor potiguar venceu pela primeira vez o Prêmio Sesc de Literatura, o mossoroense José Almeida Júnior. Ele teve seu romance “Última Hora” selecionado entre outras 980 obras inscritas de todo o país e publicado com uma tiragem inicial de 2.000 exemplares. Após a repercussão da obra, o autor se sentiu motivado a continuar escrevendo, e já publicou outros dois livros de sucesso desde então. 

    Para participar, o candidato deve acessar o site do projeto (www.sesc.com.br/premiosesc)  para conferir o edital completo e preencher o formulário de inscrição, que conta com um espaço para inserção da obra digitalizada. O autor pode concorrer nas duas categorias – conto e romance –, desde que tenha obras nunca publicadas em ambas, inclusive em plataformas online. Neste caso, as inscrições são realizadas separadamente. 

    O processo de curadoria e seleção das obras é criterioso e democrático. Os livros são inscritos de forma anônima, impedindo que os avaliadores identifiquem os autores, garantindo a imparcialidade no processo de avaliação. Os romances e coletâneas de contos são avaliados por escritores renomados, que selecionam as obras pelo critério da qualidade literária. 

    Nesses 20 anos de prêmio, mais de 18 mil livros foram inscritos e 35 novos autores foram revelados e se consolidaram na literatura nacional, graças ao incentivo da Instituição. Entre eles estão Juliana Leite, Marcos Peres, Luisa Geisler, André de Leones, Franklin Carvalho, Sheyla Smanioto, Tobias Carvalho e Lucia Bettencourt. Além da publicação do livro, os vencedores participam de diversos eventos do Sesc, como cafés literários no Sesc Paraty durante a Flip e bate-papos entre autores pelo projeto Arte da Palavra, que circula por todo o país. 

    Na edição de 2022, foram premiados o paraense Pedro Augusto Baía, com a coletânea de contos Corpos benzidos em metal pesado, e a gaúcha Taiane Santi Martins, com o romance Mikaia. A origem dos autores reafirma a característica do Prêmio de estímulo à diversidade e sua capacidade de projetar escritores das mais distintas regiões do país.  

    Serviço: 

    O quê? Inscrições abertas para 20º Prêmio Sesc de Literatura 

    Quando? Até 03 de fevereiro 

    Como se inscrever? Através do formulário de inscrição disponível em: www.sesc.com.br/premiosesc 

    Ilustração: Freepik

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    Marcelo Alves Dias de Souza lança os livros “Novos ensaios” e “Pequena filosofia” com renda beneficente dia 27 de outubro

    A filosofia faz parte da vida do Procurador Regional da República, escritor e Acadêmico da ANRL, Marcelo Alves Dias de Souza. Seja na sua curiosa busca por livrarias e bibliotecas pelo mundo ou escrevendo artigos e crônicas que publica semanalmente na Tribuna do Norte (Natal/RN) e no Diário de Pernambuco (Recife/PE). Em 2022 o autor escreveu quatro livros, divididos em duas coleções, onde revela seu pensamento e crítica nas áreas de literatura e filosofia. O primeiro conjunto foi lançado em julho e agora chegou o momento do box duplo “Filosofias”, que ele lança no próximo dia 27, às 18h, na Academia Norte-rio-grandense de Letras. Toda a renda será doada para instituições beneficentes.

    O box contém os livros “Novos ensaios” e “Pequena filosofia”. Nessas obras o autor adentra o universo da filosofia, geral ou do direito, trazendo para os leitores reflexões, bibliografias e histórias de grandes filósofos e mestres da filosofia que teve contato em livros ou em suas atuações acadêmicas. “Conta muito do meu passado, retrata razoavelmente o meu presente e profetiza (até onde acreditamos que controlamos o destino) um pouco do meu futuro”, fundamenta o autor. “Estou muito feliz com o lançamento desses novos livros. Espero que a gente consiga vender bem como aconteceu com a outra coleção, para que sejam lidos, pois é o desejo do escritor, mas principalmente para ajudar as várias instituições filantrópicas”.

    Autor do prefácio do livro “Pequena Filosofia”, o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Luiz Alberto Gurgel de Faria, destacou a diversidade de temas que percorre o cotidiano do escritor Marcelo Alves: “Geralmente são inspirados em alguma leitura recente feita por ele e neles já se pode constatar a sua grandiosa cultura, pois desfilam remissões a obras de autores como Jeremy Bentham, John Stuart Mill, Peter Singer, Michel de Montaigne (várias vezes, sendo um dos seus preferidos), Lon Fuller, Arthur Schopenhauer, Robert Frost, Miguel de Cervantes, William Shakespeare, Rui Barbosa, Ivan Pavlov, Gustave Flaubert, Émile Durkheim, Gabriel de Tarde, Sidarta Gautama (o grande Buda), Yuval Noah Harari, Pierre Lévy, Ludwig Wittgenstein, Câmara Cascudo, Umberto Eco, Jordan B. Peterson, Millôr Fernandes, entre tantos outros”.

    SOBRE O AUTOR

    Marcelo Alves Dias Souza é Procurador Regional da República, mestre em Direito pela PUC/SP e Doutor em Direito (PhD in Law) pelo King’s College London. Também é professor da Escola da Magistratura do RN e no UNI-RN. É membro da Academia Norte-Rio-Grandense de Letras e da Academia de Letras Jurídicas do Rio Grande do Norte.

    *Serviço*

    Lançamento de “Novos Ensaios” e “Pequena Filosofia”, de Marcelo Alves Dias de Souza. Dia 27 de outubro, às 18h, na Academia Norte-rio-grandense de Letras (Rua Mipibu, 443, Petrópolis). Editoras: Livros de Papel | Impressão Gráfica Editora.

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    Mossoró: Prêmio Fomento 2022 está com inscrições abertas e tem investimento de mais de 400 mil reais

    A Prefeitura de Mossoró abriu na última quinta-feira, 1º de setembro, edital público para projetos artísticos nas áreas de Música, Artes Cênicas, Audiovisual, Artes Visuais, Cultura Popular e Literatura com objetivo de fortalecer o calendário cultural de Mossoró.

    O município investirá 410 mil reais para o fomento da arte e cultura, concedendo 91 prêmios através do ‘Prêmio Fomento 2022’. As inscrições já estão abertas e seguem até o dia 10 de outubro. Todos os procedimentos para participação estão disponíveis no edital do prêmio: (https://www.prefeiturademossoro.com.br/) na aba licitação.

    De acordo com o edital, os projetos deverão contemplar um plano de circulação das expressões culturais, de forma a propor mecanismos e instrumentos capazes de promover a apresentação descentralizada e a difusão dos bens culturais previstos no projeto.

    Para o cadastro o interessado deve fazer o download dos envelopes disponíveis no edital. As inscrições são feitas exclusivamente de forma presencial na Secretaria Municipal de Cultura, instalada na Biblioteca Municipal Ney Pontes Duarte, das 8h às 11h e das 13h às 16h.

    Mais informações sobre o Prêmio Fomento 2022 poderão ser obtidas por meio do telefone (84) 3315-4967 ou através do e-mail: cultura@prefeiturademossoro.com.br.

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    Livro “Seis e Meia: A história de uma história” será lançado nesta quarta (19) na Livraria Nobel do Praia Shopping

    Marcado na memória afetiva e na história da cultura potiguar, o Projeto Seis e Meia tem programação intensa essa semana. Nesta terça-feira (19) tem lançamento do livro escrito por Moacy Cirne, contando os 15 primeiros anos de história do projeto, às 19h, na Livraria Nobel do Praia Shopping. No dia seguinte, quarta-feira (20) acontece a quarta edição mensal do projeto no Teatro Riachuelo com a cantora carioca Joanna e abertura da potiguar Clara Menezes.

    O “Seis e Meia: A história de uma história”, último livro escrito pelo poeta, artista e professor Moacy Cirne, contém grandes momentos, curiosidades e um retrospecto do cenário musical, para contar a história de cerca de 1.500 shows realizados pelo Seis e Meia, um dos mais importantes projetos culturais do Brasil. A publicação foi idealizada pelo produtor cultural e criador do projeto William Collier, com prefácio de Leide Câmara e Dácio Galvão e fotografias de Evaldo Gomes. A edição é da Editora Idearte do jornalista e produtor, Amaury Veríssimo Júnior. A publicação só foi possível graças ao patrocínio do Sistema Fecomercio/SESC RN.

    Já na quarta-feira, 20 de julho a cantora Joanna é a quarta atração do ano do Projeto Seis e Meia, no Teatro Riachuelo. A cantora carioca retorna à alma da canção que fez dela uma das grandes divas da MPB, celebrando seus emblemáticos 40 anos de carreira, para vários projetos artísticos em que as temáticas e sonoridades da MPB são a grande âncora. No show “De Volta ao Começo”, a proposta é de um show alegre e contagiante com a energia de quem sabe trafegar por várias memórias musicais e de quem aprendeu muito nas caminhadas de quatro décadas de andarilhar musical por todo o Brasil.

    No mesmo palco, abrindo a noite, apresenta-se a cantora potiguar Clara Menezes. Os últimos ingressos podem ser adquiridos no site Uhuu.com ou na bilheteria do teatro com valores a partir de R$ 30 (meia).

    O Projeto Seis e Meia tem o patrocínio da Unimed Natal e Arena das Dunas, via Programa Djalma Maranhão da Prefeitura do Natal. E também da Fecomercio/SESC RN, Instituto de Radiologia e Sicoob. É uma realização da Idearte Produções e SuperStar Promoções.
     
    Sobre o Projeto


    O Projeto Seis & Meia é uma das mais importantes e antigas iniciativas com o objetivo de divulgar a Música Popular Brasileira. Inspirada na série de shows Seis e Meia, que, desde 1976, lotava o Teatro João Caetano, no Centro do Rio de Janeiro, com espetáculos em horários e preços acessíveis ao público. Em 1995 o projeto ressurgiu no nordeste brasileiro, especificamente em Natal/RN, pelas mãos do produtor cultural William Collier, com o propósito de realizar shows de qualidade artística e técnica que levassem ao público um panorama da MPB. Aos poucos o projeto foi se expandindo para outras cidades como Mossoró, João Pessoa, Campina Grande, Recife, Teresina, entre outras. A ideia é simples: um teatro, um público, artistas locais e nacionais e música boa. Grandes nomes como Baden Powell, Ângela Maria, Belchior, Fagner, Zeca Baleiro, Fafá de Belém, Geraldo Azevedo e tantos outros se apresentaram no palco do projeto, que também revelou importantes nomes da música potiguar.
     
    Serviço:

    Lançamento livro “Seis e Meia: A história de uma história”
    Terça-feira, 19 de julho, 19h, Livraria Nobel (Praia Shopping)
    Autor: Moacy Cirne. Editora: Idearte. Páginas: 148. Preço: R$ 50,00.

    Joanna & Clara Menezes Quarta-feira, 20 de julho, 19h
    Teatro Riachuelo Natal (Midway Mall)
    Ingressos: A partir de R$ 30 (meia)
    Vendas: Bilheteria do Teatro ou Uhuu.com

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    Janela Amarela: Mãe e filha criam editora para lançar autoras brasileiras

    Divórcio, educação de mulheres, feminismo. Esses são alguns dos temas já abordados por autoras brasileiras que publicaram livros nos séculos 19 e 20. Muitos desses livros não chegaram a ter espaço no mercado editorial e acabaram no esquecimento. Para resgatar essas obras, a jornalista Ana Maria Leite Barbosa e a filha, Carol Engel, formada em marketing e com experiência no mercado editorial, criam a Janela Amarela Editora.

    Criada em plena pandemia, em 2020, a editora, além de publicar autores independentes, conta hoje com sete títulos, todos escritos por mulheres, entre os anos de 1801 e 2000, nos formatos físico e digital. “Muitas delas já estavam discutindo nessa época assuntos que discutimos atualmente”, diz Carol.

    Carol trabalhava em uma editora quando veio a pandemia de covid-19. Ela teve o salário e a carga horária reduzidos. Ao mesmo tempo, a mãe, Ana Maria, desligou-se da empresa onde trabalhava. Com tempo livre disponível e em busca de uma atividade para recompor o orçamento, juntas, fundaram a Janela Amarela Editora. O nome surgiu, inicialmente, por conta da sonoridade. A partir daí, Carol e Ana Maria foram entendendo que combinava tanto a ideia de que pelas janelas entram e saem notícias, ideias e conversas, quanto o amarelo da luz e da energia, que geram criatividade.

    Carol Engel ,Janela Amarela Editora
    Carol Engel conta que o primeiro livro da Janela Amarela veio de um sonho – Tomaz Silva/Agência Brasil

    “Eu estava lendo muitos clássicos ingleses e me perguntando: ‘Estou lendo as inglesas todas que escreveram por volta de 1800, e cadê as brasileiras? Ninguém escrevia nessa época?”, diz Carol. Foi a partir desse questionamento que veio a ideia de buscar autoras brasileiras que publicaram nos séculos 19 e 20.

    Há 200 anos, o Brasil, recém independente de Portugal, vivia um regime imperial. A escravidão era legal e institucionalizada e assim foi até 1888. No século 19, a gestão do lar e a educação dos filhos cabia às mulheres. Os homens brancos dominavam o mercado de trabalho nas cidades e ocupavam as posições de poder. Segundo a publicação do Senado Federal Escritoras do Brasil , o Censo realizado em 1872, apurou que 23,4% dos homens eram alfabetizados, enquanto 13,4% das mulheres sabiam ler e escrever, sendo que elas eram, praticamente, a metade da população, 48%.

    Escolha das autoras

    Feito o recorte temporal, Carol e Ana Maria precisavam, então, escolher uma primeira autora, para dar início aos trabalhos da Janela Amarela. Como se trata de uma editora pequena, a ideia foi começar com obras de domínio público, ou seja, obras que podem ser reproduzidas e distribuídas sem necessidade de autorização. “A gente queria que fosse domínio público, mas não queria que fosse o domínio público que todo mundo tem, como Memórias Póstumas de Brás Cubas [de Machado de Assis] ou O Cortiço [de Aluísio Azevedo]. A gente queria uma coisa nova”, conta Carol.

    Julia Lopes de Almeida veio em um sonho. O livro A Árvore, escrito por ela, era o livro de cabeceira da mãe de Ana Maria, avó de Carol. Quando ela faleceu, Ana Maria ficou com a obra, mas nem sequer a folheou. Até que um dia, sonhou com o livro. “Quando ela olhou o livro, viu que era de uma mulher, e uma mulher que estava em domínio público. Na época, eu estava justamente lendo A Falência [da mesma autora]. Ela chegou na sala e falou: ‘Já sei quem vamos publicar’”.

    A carioca Julia Lopes de Almeida viveu entre 1862 e 1934. É autora de contos, peças teatrais, novelas e romances. Ocupou as primeiras páginas de jornais da época, espaço então reservado para os escritores homens. Republicana, defensora da abolição do regime escravocrata, do divórcio e da educação feminina, escreveu por 30 anos no jornal O Paiz e teve textos publicados na Gazeta de Campinas, Jornal do Commercio, Tribuna Liberal, A Mensageira, A Família, Kosmos, entre outros veículos.

    Julia Lopes de Almeida foi também a única mulher a participar das reuniões que deram início a Academia Brasileira de Letras (ABL), mas, como conta Ana Maria, apesar de trabalhar tanto pela instituição, não pode fazer parte simplesmente por ser uma mulher. A autora tem títulos já publicados, mas tem também outros desconhecidos. E eles viraram o foco da editora.

    Divórcio e educação

    As autoras escolhidas têm características comuns, todas são consideradas de alguma forma revolucionárias e abordam temas que eram tabus na época em que viveram, como o divórcio, que só foi instituído oficialmente no Brasil em 1977. Outro tema era a educação feminina. A publicação feita pelo Senado Federal mostra que, em 1853, o país contava com uma população de aproximadamente 9 milhões de habitantes, entre os quais somente 55,5 mil estavam matriculados nas escolas, sendo que apenas 8.443 eram mulheres. Foi no século 19 que as mulheres passaram a poder trabalhar como professoras, mas ainda sem poder ocupar cargos superiores, como o de diretora de escola.

     “Já se falava muito na educação feminina, a maioria das autoras foca nisso. Não sei se por acaso, mas a gente pegou autoras que estão preocupadas com isso, que falam que as mulheres tinham que estudar. Dizendo, dentro do contexto da época que as mulheres tinham que cuidar do lar, mas nada impedia que tivessem suas publicações. Quantos homens não escreviam seus livros e eram advogados e jornalistas?”, diz Carol.

    Em Cruel Amor, segundo a editora, Júlia Lopes de Almeida trabalha com personagens femininas e questiona por que não pode casar com o homem que quer e, se for do seu desejo, por que não casar inclusive por dinheiro?

    Pesquisa

    As obras da Janela Amarela são impressas sob demanda e enviadas para todo o país. Por meio de parcerias, a editora consegue também imprimir obras no exterior, também sob demanda. A divulgação é toda feita na internet e é também pela internet, por meio das redes sociais, que mãe e filha recebem indicações de autoras. Um dos livros da editora, A Divorciada, de Francisca Clotilde, veio de uma indicação no Instagram. 

    “Uma das leitoras, pelo Instagram, nos falou dela. Foi difícil de achar, porque a edição que encontramos estava incompleta. Ana Amelia Mota, que estuda Francisca Clotilde, que tinha a obra, nos mandou fotos da edição dela e a gente conseguiu completar”, diz. Francisca fazia parte da Academia Cearense de Letras, instituição que segundo Carol, as cumprimentou pela publicação.

    Para publicar, a proposta é buscar as primeiras edições das obras selecionadas. E isso, segundo Carol, exige muita pesquisa, muitas visitas a bibliotecas e sebos. Um dos próximos livros a ser publicado é Fantasia, de Cândida Fortes Brandão. Para achar a obra, elas entraram em contato com a prefeitura de Cachoeira do Sul (RS), cidade onde a professora e escritora nasceu e onde encontraram um exemplar no Museu Municipal da cidade.

    “Conseguimos descobrir um único exemplar do livro, em péssimo estado, sem capa. Digitalizaram e vão mandar para nós. Têm páginas que estão falhadas. Estamos em contato com eles para mandarem fotos de alguns trechinhos. É assim, trabalho de formiguinha, ir procurando e descobrindo”, diz a editora. Outro livro, que Carol não revelou qual é, mas garantiu que será publicado em breve, foi encontrado apenas nos Estados Unidos.

    Embora os livros escritos por mulheres, no Brasil, tenham ganhado cada vez mais espaço nas estantes das livrarias, levantamentos mostram que elas ainda são minoria no mercado editorial. Levantamento feito sob coordenação da professora Regina Dalcastagnè, da Universidade de Brasília, mostra que entre 1965 e 1979, 17,4% dos autores de romances eram mulheres. Entre 2005 e 2014, essa porcentagem sobe para 29,4%.

    Agência Brasil

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