Filarmônica da UFRN faz história ao se apresentar em São Paulo e Campos do Jordão

A Orquestra Filarmônica da UFRN (FIL) marcará mais um fato histórico para a música no Rio Grande do Norte nos dias 23 e 24, quando vão se apresentar na Sala São Paulo e no Festival de Campos do Jordão. Para o diretor adjunto da Escola de Música da UFRN (EMUFRN), Fábio Presgrave, a Sala São Paulo é o “Maracanã” da Música Clássica no Brasil. Já o Festival de Campos do Jordão, criado há 52 anos pelo maestro cearense Eleazar de Carvalho nos moldes do Festival de Tanglewood nos Estados Unidos, tem sido a Meca da música de concerto para artistas da América Latina e palco para apresentação de grandes mestres da música.

Presgrave acrescenta que os célebres concertos na Praça do Capivari e no Teatro Cláudio Santoro movimentam a música brasileira. “A estátua do Maestro Eleazar se localiza na entrada da Sala São Paulo pela importância que ele teve na Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo. Sem ele a orquestra não teria a importância internacional que hoje tem. Uma lembrança importante para o público potiguar é a conexão entre o Maestro Eleazar e o grande Aldo Parisot, os dois tiveram uma parceria artística espetacular em palcos da América do Norte e da Europa”, conta. 

A versão atual da Orquestra começou suas atividades há 10 anos em um esforço conjunto de corpo docente, administração da EMUFRN, Reitoria da UFRN e parceiros como SESC-RN, Deutscher Akademischer Austauschdienst (DAAD) e Hospital do Coração, que apoiaram a orquestra em diferentes momentos dessa década. O grupo já se apresentou em locais de grande importância como o Vaticano, na Audiência Papal, na sala Palestrina da Embaixada Brasileira em Roma e em Karlsruhe, na Alemanha, onde a crítica do Badische Neuste Nachrichten evidenciou a qualidade do ensemble e o estilo de regência do Maestro André Muniz.

O professor Fábio Presgrave recorda que ex-integrantes da orquestra continuaram seus estudos em centros de referência como a Academia Sibelius (Finlândia), MusikhochSchule de Karlsruhe (Alemanha), Ècole Normale de Paris e Conservatório de Berna na Suíça. “Alunos da Filarmônica hoje integram orquestras como Orquestra Sinfônica Nacional da UFF, Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, Orquestra Filarmônica de Goiás, Orquestra do Theatro da Paz em Belém dentre outras”, completa.

Ensaios abertos 

A Orquestra Filarmônica da UFRN fará três ensaios abertos a toda a comunidade acadêmica e ao público geral. O ensaio aberto, realizado na sede da Escola de Música da UFRN, é uma oportunidade de ver a orquestra em um ambiente mais descontraído do que o acadêmico. Não é necessário se inscrever.  

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