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    Pelo Rio Grande do Norte…

    Nos últimos dias, estive em várias cidades desse Rio Grande e belo do Norte. Foram quase 1.300 km entre compromissos familiares e profissionais. De Natal a Baraúna, Mossoró, Areia Branca, Pendências, Caicó. Ouro Branco, Serra Negra do Norte, Assú, Paraú, muitas paisagens bonitas, gente atenciosa e também muita buraqueira e algumas verdadeiras aventuras. Teve feira, comida boa, festa, reencontro de amigos e reuniões de trabalho. Teve chá de cadeira, cafezinhos e cerveja e lanches durante a viagem porque não dava tempo para parar e comer. Também teve muita cantoria no carro e fotografias feitas pelas janelas. Foi bom, mas a gente vai ficando velho e se cansando mais fácil, além da saudade do filhote que ficou em casa com a avó. Voltamos à programação normal até que os compromissos façam a gente cair na estrada de novo e ficar meio off por aqui.

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    “One Id”: Passaporte digital deverá substituir o passaporte de papel

    Ao que tudo indica, vem aí o passaporte digital. O projeto One Id prevê a criação de modelo único de arquivo digital capaz de guardar a identificação dos passageiros e que possa ser lido por todos os países. As entidades que controlam as regras do setor aéreo global afirmam que o passaporte de papel, cheio de carimbos, deve virar coisa do passado. O setor busca formas de digitalizar a identificação dos viajantes, para ganhar tempo nos aeroportos e, assim, reduzir custos e aumentar a segurança. Hoje, cada país emite seu passaporte em papel, que tem um chip para facilitar a leitura por máquinas. Na maioria das vezes, os agentes de fronteira checam o documento manualmente. A caderneta também abriga os vistos, exigidos para entrada em alguns países, como Estados Unidos e Brasil.

    A ideia é que estes dados, em vez de marcados em papel timbrado, fiquem salvos em formato digital. Com isso, o usuário poderá enviar as informações e obter o aval para viajar antes mesmo de sair de casa, como já se faz com o check-in. Com alguns toques no celular, a viagem é confirmada e gera-se um código para ser mostrado na entrada do avião. “É uma urgência retirar o papel e ir em direção ao modelo que chamamos de ‘ready to fly’: o passageiro chega no aeroporto e está pronto para viajar. O aeroporto vira um ponto de passagem, e não mais de controle. A ideia é que a maior parte das etapas seja feita antes da chegada ao terminal”, diz Filipe Reis, diretor de aeroportos, passageiros, cargas e segurança da Associação Internacional de Transportes Aéreos (Iata) nas Américas.

    A Iata e a Icao (Organização Internacional da Aviação Civil, na sigla em inglês) trabalham em conjunto para definir as regras dos voos internacionais e padronizar procedimentos. O projeto, tocado pela Iata e Icao para modificar o passaporte atual, é chamado de One Id. Ele prevê a criação de um modelo único de arquivo digital capaz de guardar a identificação dos passageiros e que possa ser lido por todos os países. Além dos dados de identidade, o arquivo digital traria vistos, vacinas tomadas e os dados biométricos dos viajantes. O passaporte poderia funcionar como um cartão virtual de aproximação, salvo em carteiras digitais como Apple Pay e Google Pay: quando o viajante precisar mostrar seus dados, ele liberaria o acesso por meio de uma senha, no seu próprio aparelho, a um agente de fronteira, por exemplo

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    Wagner Uarpêik relata experiências no livro “Nomandeia: 994 Dias pela América do Sul e Caribe”  

    Um longo “on the road” que durou 11 anos, entre a viagem e o tempo de maturação e escrita. O resultado dessa travessia pessoal é “Nomadeia: jornada de 994 dias pela América do Sul e Caribe”, que marca o retorno do escritor e cientista social natalense Wagner Uarpêik à literatura. A obra de 366 páginas sai por uma parceria entre a editora Espreita e OffSet Gráfica e tem lançamento marcado para o dia 17 de dezembro, das 16h às 20h, na Casa Séfora (av. Afonso Pena, 1204, Tirol). A ocasião será celebrada com drinks, literatura e discotecagem recheada de músicas latinas que remetem à viagem.

    Wagner Uarpêik viajou durante dois anos e oito meses entre Brasil, América do Sul e o sul do Caribe, de agosto de 2008 a março de 2011. Entre Amazônia, Andes, Caribe e Pampas, o mochileiro testemunhou de perto uma vertiginosa peregrinação entre culturas e paixões, indígenas e metropolitanos, bicos e caronas, festas e desertos, ilhas e montanhas, convulsões políticas e o sentido da vida. 

    Mais do que um livro de viagem, “Nomadeia” é, tal como o nome sugere, uma epopéia poética, cultural e espiritual. Na bagagem, também revela a curiosidade do jovem viajante pela descoberta, ao percorrer a pé, de ônibus, bicicleta ou carona, mais de 70 cidades e comunidades, acolhendo e sendo acolhido por amizades, histórias e personagens reais. 

    O livro conduz o leitor a caminhar por sentimentos de liberdade, desfrutando da sensação de se largar no mundo sem destino, à moda dos peregrinos e dervixes, que se submetiam à poeira da estrada e dependiam da reciprocidade dos outros para comer e dormir. A aventura também nos toca pela inspiração em obras literárias geracionais, como “On the road” (Jack Kerouac) e “Na Natureza Selvagem”, o filme dirigido por Sean Penn. 

    No caso do autor, o dinheiro advindo da venda do seu carro teria durado pouco não fosse a parceria das pessoas que contribuíram com ofertas de trabalhos temporários, acampamentos, camaradagens, sofás amigos, quartos coletivos e muito mais. Ao fim da viagem, de volta a Natal, o autor recomeçou a vida como redator, revisor e tradutor, enquanto escrevia “Nomadeia”.

    “Procurei unir uma narrativa retrospectiva – pós-estrada – aos escritos redigidos em plena viagem. Em sintonia com o espírito nômade, sortido e fronteiriço da jornada, os capítulos fluem ao longo de diferentes caminhos da escrita e do espírito: filosofia, poesia, ciência, crônica, comédia… Como rios que banham e refrescam reinos, mas abraçam o oceano”, descreve o autor.

    Para a agente literária Valéria Martins, as páginas de “Nomadeia” contêm não apenas esses lugares de aventuras, mas também o próprio “coração” do autor. “De fato, não é um livro de viagem. É prosa poética da melhor qualidade a serviço do espírito liberto de Wagner Uarpêik – e dos afortunados leitores que se aventurarem junto com ele”, afirma.

    É uma obra que pode transitar entre a seção “Literatura de Viagem” e outras vertentes, pois dialoga com um sentido mais profundo e espiritual de viagem, com fortes doses de antropologia, filosofia, poesia e comédia. Wagner Uarpêik brinca com sua lista de classificações: segundo ele, sua obra pode ser definida como “Literatura Viajante da Geração Y”, “Viagem como Iniciação”, “Romance falado”, e também “Guia Exótico e Versátil para Mochileiros na América Latina”.

    SOBRE O AUTOR

    Wagner Uarpêik nasceu em Natal/RN. Seus escritos trafegam pela filosofia, literatura e ciências humanas. É autor dos livros “Adolescêndio: memorial poético (2007-2010)”, “Libertália: pirataria anarquista & anarconinjismo” e “Rebeliões Estudantis: Passe Livre, movimento independente, geração subterrânea, e outras notas sobre política e universidade”. Coautor da coletânea “Pandemoinhos: antologia de artigos, poemas, histórias, diálogos & oráculos sobre a pandemia de coronavírus”. Também vem atuando como tradutor, editor, revisor e redator, além de músico “amador”, com passagem por bandas locais como a lendária “Discarga Violenta”.

    FICHA TÉCNICA

    Nomadeia: jornada de 994 dias pela América do Sul e Caribe, de Wagner Uarpêik

    Editora Espreita  | 366 páginas | Novembro de 2022

    Preço: R$ 70,00

    Impressão: Offset Gráfica 

    Direção editorial: Francisco Huachalla | Wagner Uarpêik

    Revisão: Ewerton Alípio de Souza | Paula Santos | Wagner Uarpêik

    Projeto gráfico: Michele Holanda | Wagner Uarpêik

    Design gráfico: Michele Holanda

    Agente literária: Valéria Martins  – (21) 99804 / 9184 valeriaoasys@anacadengue