Encontro debate cenário da Ciência no RN e os cortes orçamentários

Acontece nesta sexta-feira, 22, o evento Encontros com a Ciência: cenário de CTI no RN e os cortes orçamentários. Promovido em parceria entre a UFRN e a Coordenação Regional da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC-RN), o debate espera reunir professores e pesquisadores de todas as instituições de ensino superior do Rio Grande do Norte. A reunião é remota e realizada pelo Google Meet das 14h30 às 15h30.

Com mediação da professora do Instituto do Cérebro e membro do Conselho da SBPC, Maria Bernardete Cordeiro de Sousa, o encontro recebe os professores José Ivonildo do Rêgo, do Departamento de Engenharia de Computação e Automação e diretor do Instituto Metrópole Digital; Selma Maria Jerônimo, do Departamento de Bioquímica e diretora do Instituto de Medicina Tropical; e José Renan de Medeiros, do Departamento de Física Teórica e Experimental e membro da Academia Brasileira de Ciências.

No dia último dia 8, o Ministério da Economia anunciou o corte de 87% do orçamento destinado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Com isso, a pesquisa brasileira viu uma verba de R$ 690 milhões cair para apenas R$ 89 milhões. Tal cenário é extremamente preocupante diante da quantidade de pesquisadores que contam com o investimento de recursos federais para desenvolverem seus trabalhos.

“O Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (CTI), cujas atividades são gerenciadas pelo Ministério do mesmo nome, encontra-se numa fase de descapitalização dos seus fundos de financiamento, decorrente da política do atual governo. Os cortes que ocorreram na semana passada demonstram claramente que a Ciência, tecnologia e inovação estão sob pressão e não constituem uma prioridade nacional”, afirma Bernardete Sousa.

Ainda de acordo com Bernardete, o evento contribui para que pesquisadores, professores e demais membros da comunidade acadêmica tomem conhecimento do momento político e financeiro relacionado à ciência. Em sua avaliação, é importante que todos estejam mobilizados para debater o tema.

“Desse modo, a comunidade científica precisa conhecer de modo mais aprofundado a realidade atual e, por meio da discussão sobre este tema, elaborar de maneira conjunta propostas de enfrentamento para tentar reverter estas ações, bem como o seu impacto na CTI no nosso estado e no Brasil”, conclui a pesquisadora.

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