Teatro Alberto Maranhão exibe companhias nacionais e destaca arte potiguar em agosto

Um palco histórico de portas abertas para a população potiguar apreciar e consumir a arte produzida por artistas locais e nacionais. O Teatro Alberto Maranhão (TAM), mantido pelo Governo do Estado, por meio da Fundação José Augusto, apresenta sua programação de espetáculos para o mês de agosto.

Destaque para a presença de grandes companhias brasileiras de dança como a Cia. Debora Colker, os espetáculos musicais de artistas potiguares como o cantor Dudu Galvão, o tributo ao cantor e compositor Manassés Campos, o Festival Internacional de Corais e o concerto mensal da Orquestra Sinfônica do RN.

A programação de agosto é celebrada pela direção do teatro como um grande momento após a reabertura do equipamento em dezembro de 2021. “O mês de agosto é muito importante para o Teatro Alberto Maranhão, pois consolida o retorno ao nosso palco de grandes companhias nacionais como a Cia. Debora Colker, que apresentará no dia 2 agosto o espetáculo “Cão sem Plumas”, baseado na obra de João Cabral de Melo Neto. Teremos também pautas com artistas musicais do RN como Dudu Galvão, com ‘Aqui é Meu Lugar” e Tanda Macedo, que promove um resgate do forró de raiz”, destaca o diretor do TAM, Ronaldo Costa.

Além das pautas abertas às produções nacionais e locais, o TAM está realizando mensalmente sessões do Projeto Escola que exibe espetáculos infantis para alunos do ensino fundamental e médio. Em agosto será encenada a peça “Cinderela”, em sessões agendadas antecipadamente com as escolas.

Destaques da programação do TAM em Agosto:

“Cão sem Plumas”
Data: 2 de agosto
Horário: 20h
Deborah Colker faz em “Cão sem Plumas”, baseado no poema homônimo de João Cabral de Melo Neto (1920-1999), seu primeiro espetáculo de temática explicitamente brasileira. A estreia internacional aconteceu em 3 de junho, no Teatro Guararapes, em Recife.

Publicado em 1950, o poema acompanha o percurso do rio Capibaribe, que corta boa parte do estado de Pernambuco. Mostra a pobreza da população ribeirinha, o descaso das elites, a vida no mangue, de “força invencível e anônima”. A imagem do “cão sem plumas” serve para o rio e para as pessoas que vivem no seu entorno.

“Aqui é o meu lugar” – Dudu Galvão
Datas: 3 e 4 de agosto
Horário: 19h
Musical potiguar com trilha sonora assinada a quatro mãos por Khrystal e Sérgio Groove, mostra um trabalho calcado no musical “Romã”, que traz um sentimento de cura e esperança para um mundo massacrado por uma pandemia e que precisa se reerguer, através da fé em si mesmo.

Idealizado pelo Coletivo artístico Komboio Potiguar, existente em Natal desde 2016, a obra faz parte do Festival Viva Cidade proposto pelo coletivo e conta a história de seis personagens, onde quatro deles formam a “irmandade” que evocam as quatro zonas da capital potiguar, abraçados pelo “Sol e sua Noiva, responsáveis pelo plano de unir em nó as distâncias entre esses irmãos-territórios.

Open Dance Brasil
Datas: 5 e 6 de agosto
Horário: 9h
Apresentação de encerramento no RN da 2ª edição nacional do projeto de dança contemporânea que insere grupos, academias e bailarinos independentes de todo o país no cenário mundial. O intuito é promover o intercâmbio de profissionais, a descoberta de talentos e a visibilidade de trabalhos produzidos no país.
Composto por mostras coreográficas competitivas e não competitivas, o festival oferece aos participantes prêmios em dinheiro e troféus, assim como indicações de solistas e grupos para diversos locais do Brasil e outros países como Itália, Estados Unidos, Portugal, Argentina, Espanha, dentre outros.

Tributo a Manasses Campos
Data: 11 de agosto
Horário:20h
Homenagem especial da família, dos amigos e artistas em memória do cantor e compositor potiguar, Manassés Campos, falecido no início deste ano, que construiu sua carreira artística defendendo a canção autoral potiguar, através da participação em diversos festivais de música, além de lançar os discos “Nós” e “Varal do Tempo”.
O show apresentará suas principais canções através das interpretações de cantores e instrumentistas potiguares como Clara Menezes, Ricardo Menezes, Wallid Abbas, Cláudia Amorim,Tarcísio Flor, Sueldo Soaress, Cida Lobo, Didi Avelino, Leão Netto, Babal, Alzeny Nelo e Sérgio Farias.

Festival Internacional de Corais de Natal
Datas: 18 e 19 de agosto
Horário: 19h
Segunda edição do evento que al tem por finalidade proporcionar ao público o incentivo à cultura, a troca de experiências entre sete coros regionais, nacionais e internacionais e o público através de uma mostra de música coral de diversos estilos de trabalhos desenvolvidos por grupos das categorias infantil, jovens e adultos que apresentação quatro peças musicais.

Participarão grupos corais do Rio Grande do Norte, Maranhão, Ceará e Bahia que mostrarão um repertório diversificado e representativo de suas regiões. Os ingressos poderão ser retirados gratuitamente mediante a doação de um livro que será destinado às Casas de Cultura do RN, mantidas pela Fundação José Augusto.

Orquestra Sinfônica do RN
Data: 30 de agosto
Horário: 19h30
Mantida pelo Governo do Estado, por meio da FJA, a Orquestra Sinfônica do RN, sob a regência do maestro Linus Lerner, prossegue em agosto com o Projeto Movimento Sinfônico, destacando o Programa Concertos- Prata da Casa.
No repertório estarão peças de compositores como Mozart, Shostakovich, Maestro Duda, Vivaldi, Franz Danzi e Doppler. A entrada é gratuita com ingressos obtidos em lotes disponibilizados antecipadamente, através da plataforma Sympla.

Sobre o Teatro Alberto Maranhão

Consciência patrimonial

Ronaldo Costa acrescenta que a sociedade potiguar vem despertando a sua consciência patrimonial e compreendendo o que o Teatro Alberto Maranhão significa para a história do RN. “Recebemos diariamente inúmeros visitantes que ficam encantados em conhecer a beleza e a grandeza deste monumento. São pessoas aqui do estado e muitos turistas que elogiam esse nosso patrimônio artístico e histórico”, destacou.

Com um sistema de iluminação e sonorização modernos, capacidade para 600 espectadores em poltronas, camarotes, frisas, o TAM recebe o público para apresentações de teatro, dança e música em agenda permanente em quase todos os meses do ano.

Investimento

O teatro reabriu suas portas em 17 de dezembro de 2021, após seis anos de paralisação das atividades. As obras de restauração do prédio, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), foram executadas pelo Governo do Estado, com investimento de R$ 13 milhões, sendo R$ 10,5 milhões em obras e equipamentos e R$ 2,5 milhões da implementação da caixa cênica.

As obras incluíram a renovação das estruturas elétricas, hidráulicas e de acessibilidade do espaço, climatização, paisagismo, reestruturação do palco e camarins, ações de combate a incêndio e implementação de sistema de esgoto.

Outros detalhes chamam a atenção do visitante como o serviço manual de restauro das janelas e esquadrias centenárias e das poltronas e cadeiras dos camarotes e frisas, agora revestidas com tecido que não espalha chamas em caso de incêndio.

Características originais

O jardim central manteve as características originais, e a estrutura do telhado foi reconstituída e reforçada para a instalação de telhas termoacústicas, garantindo isolamento térmico e acústico. Elevadores e plataformas elevatórias estão instalados para o acesso de pessoas com deficiência e de idosos.

O TAM apresenta um sistema moderno de combate e prevenção a incêndios, com detectores de fumaça, spliterse hidrantes, além de carpete, tecidos anti-incêndio, monitoramento de segurança e drenagem para evitar alagamentos.

Um dos grandes destaques do TAM é a caixa cênica, construção cúbica composta por toda a parte cenotécnica, com plataforma elevatória e escadas, estruturas de iluminação e de áudio, dotada de um moderno sistema de iluminação e sonorização, além de apresentar vestimenta com ciclorama, bambolinas, pernas de coxias, rotunda e cortina antichamas.

História

O prédio começou a ser construído em 1898, quando o bairro da Ribeira abrigava o desenvolvimento da capital. Foi inaugurado em 1904, em estilo chalé com dois pavimentos, em arquitetura eclética e elementos da art nouveau, movimento artístico iniciado na Europa, muito usado na época. Foi originalmente batizado de Teatro Carlos Gomes, homenageando o mais importante compositor de ópera brasileiro, autor de “O Guarani”. Em 1957, seu nome passou a homenagear o ex-governador Alberto Maranhão. Desde então é palco de centenas de espetáculos potiguares, brasileiros e internacionais.

SERVIÇO
Teatro Alberto Maranhão
Endereço: Praça Augusto Severo, Ribeira, Natal – RN
Informações sobre espetáculos: bilheteria.tamfja@gmail.com

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