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    Grêmio da Rampa inaugura espaço com programação cultural

    A partir do próximo sábado, 2 de abril, o antigo Grêmio Beneficente dos Pescadores de Natal, em Santos Reis, abre espaço para a arte, cultura e educação com a inauguração do Grêmio da Rampa. A iniciativa visa integrar o projeto de ocupação artística do Complexo Cultural Rampa com os moradores dos bairros do entorno.

    A programação do evento inicia às 15h, com a concentração do Grupo Folia de Rua Potiguar na praça da igreja de Santos Reis. A partir das 16h, o grupo percorre em cortejo as ruas do bairro até o Grêmio da Rampa. Em seguida, haverá apresentação da Bateria “Verde e Rosa” da Escola de Samba Balanço do Morro. Às 19h30 tem início a apresentação do Grupo D’Mestre com samba de mesa. 

    “Dentro do conceito museu-paisagem, precisamos considerar todo o território. E isso deve acontecer antes mesmo da inauguração do espaço, com intuito de envolver os moradores do entorno e também despertar neles o sentimento de pertencimento. Além disso, há a possibilidade da produção de artesanato, mobiliário e artefatos que poderão ser vendidos no Complexo, gerando renda para as comunidades”, explica Gustavo Wanderley, um dos curadores do projeto Rampa – arte museu paisagem.

    Durante o evento de abertura, o espaço do Grêmio vai contar também com a vernissage da exposição Ribeilinhas (Ribeira em Linhas), do fotógrafo Henrique José, do Mercado da Foto. O ensaio reúne imagens sobre Natal e a Ribeira, registradas ao longo de 10 anos pelo artista e transitam entre a fotografia de rua e a fotografia contemplativa.

    “Com esse fazer, entendi que a riqueza mora nos detalhes. Por isso, considerei a inclusão das cores e suas combinações tonais. Na composição, trabalhei as linhas e formas geométricas como elementos de uma brincadeira visual,  que provoca uma parada para perceber a realidade recortada, fragmentada, um clique no tempo e no espaço da cidade, capturado em seu tecido arquitetônico. Outro aspecto que realço nas imagens é o registro e a passagem do tempo, inerente ao fazer fotográfico. Busco nas imagens trazer estas marcas deixadas na arquitetura da Ribeira, remetendo à constante mudança e à luta permanente entre a memória e o esquecimento”, conta Henrique. 

    A exposição Ribeilinhas fica em cartaz no espaço até o dia 22 de abril, com visitação das 14h às 17h.Toda a programação é gratuita e o Grêmio da Rampa fica localizado na Rua João Carlos, 312, Santos Reis. 

    OFICINA GRATUITA DE FOTOGRAFIA

    Entre os dias 11 e 27 de abril, o Grêmio da Rampa recebe sua primeira atividade educativa,  a oficina “Fotografia com o celular”, que será ministrada pelo professor e fotógrafo Henrique José. O curso tem duração de 30 horas e é voltado para pessoas a partir dos 12 anos, moradores dos bairros de Santos Reis, Rocas e Ribeira.

    Para além do compartilhamento de conteúdo e técnicas afins à fotografia, a ideia é trabalhar com metodologias participativas num viés freiriano, que possa trazer um diagnóstico socioterritorial dos participantes a partir de duas provocações: “Que lugar lhe faz sorrir?” e “Que lugar lhe faz sonhar”. 

    O período de inscrição para a oficina de fotografia será de 04 à 08 de abril, das 14h às 17h, presencialmente no Grêmio da Rampa. A oficina é gratuita.

    COMPLEXO CULTURAL RAMPA

    O Complexo Cultural Rampa é um equipamento do Governo do Estado do RN. O projeto de ocupação artística do espaço, Rampa – arte museu paisagem está sob responsabilidade da Casa da Ribeira. A produção executiva é da House Cultura, com benefícios da Lei Câmara Cascudo de Incentivo à Cultura, Fundação José Augusto e Governo do RN.

    SERVIÇO

    INAUGURAÇÃO DO GRÊMIO DA RAMPA
    Sábado, 2 de abril. Rua João Carlos, 312, Santos Reis. Entrada gratuita.

    Programação

    15h – Concentração do Grupo Folia de Rua Potiguar na praça da igreja de Santos Reis
    16h – Cortejo do Grupo Folia de Rua Potiguar pelas ruas do bairro de Santos Reis, até o Grêmio da Rampa
    17h30 – Apresentação da Bateria “Verde e Rosa” da Escola de Samba Balanço do Morro
    19h30 – Apresentação do Grupo D” Mestre – mesa de samba

    OFICINA “FOTOGRAFIA COM O CELULAR”
    De  11 e 22 de abril. Inscrições gratuitas de 04 à 8 de abril, das 14h às 17h, presencialmente no Grêmio da Rampa. 

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    Rampa: Edital “Estado de Luta” selecionará oito obras que receberão R$ 20 mil cada

    Começam no próximo dia 22 os diálogos públicos voltados à construção coletiva do edital nacional “Estado de Luta”, pelo qual serão selecionadas oito obras para compor o acervo da sala de mesmo nome no Complexo Cultural Rampa, em Natal (RN), a ser inaugurado neste ano. Cada uma receberá o valor bruto de R$ 20.000,00.

    Das obras, no mínimo três devem ser de norte-rio-grandenses ou residentes no Estado há pelo menos dois anos; as selecionadas em âmbito nacional devem ser de pessoas brasileiras ou que possuam Registro Nacional de Estrangeiros, com residência no país há pelo menos dois anos. Todos os trabalhos serão adquiridos pelo Espaço Cultural Casa da Ribeira, por força do Acordo de Cooperação celebrado com o Estado do RN, bem como por intermédio da Lei Câmara Cascudo (Lei nº 7.799/1999), mantida pela Fundação José Augusto, de modo que passarão a compor o acervo patrimonial do Estado do RN.

    Serão quatro diálogos abertos e on-line, nos quais os curadores irão mediar conversas acerca do tema “Estado de Luta”. A principal proposta é levantar provocações sobre os termos “estado” e “luta”, como insumo a quem tiver interesse na seleção.

    “Estamos falando de ‘Estado de Luta’ em um espaço de camadas e de composições que se atravessam na cultura e na história. O Complexo Cultural Rampa já foi muitos outros, durante tempos de guerra e tempos de paz, ambos circunstanciados, pois nunca são tempos destituídos de lutas, de esforços perenes de vida e sonho em um mundo de desigualdades. Assim, este edital deve ser impulso para a criação de um espaço poético-político de rebeldia e visibilidade, de desgaste e regeneração, de grito, aviso e sussurro, para as diferentes escalas de luta que o módulo virá a abrigar”, explica a curadoria, formada por André Bezerra, Gustavo Wanderley e Rafael Bicudo.

    Depois, os diálogos servirão também para discutir a própria elaboração do edital, que será lançado em abril e deve ser um instrumento acessível inclusive a quem não tem familiaridade com esse tipo de processo. A ideia é construir uma comunicação sintética e objetiva, e incentivar o processo de inscrição por meio de propostas em texto, vídeo e áudio. “Incentivamos a apreensão de editais enquanto processos partilhados de criação, estimulando outras possibilidades de escuta e aproximações entre curadoria e artistas/criativas e criativos.”

    Programação e inscrições

    Os diálogos acontecerão nos dias 22, 24, 29 e 31 de março,  sempre a partir das 19h (horário de Brasília), pelo YouTube. As inscrições são gratuitas pelo link www.is.gd/dialogosestadodeluta (uma só inscrição para as quatro edições).

    A própria programação será construída coletivamente – participantes poderão dar sugestões de convidadas e convidados. Mas a 1ª edição já está definida: a abertura poética será com Josiephine Jena Jordan e, depois, a curadoria mediará conversa com o escritor, professor e filósofo Pablo Capistrano, que abordará os aspectos filosóficos e conceituais da ideia de luta como expressão da vida a partir do ponto de vista ético, político e estético. Ao final, o encontro será aberto para perguntas e conversa.

    A programação das próximas edições pode ser acompanhada pelo Instagram @rampa.cultura. Mais informações pelo e-mail contato@rampacultura.com.br.

    O Complexo Cultural Rampa

    A Rampa é uma das edificações mais representativas da história de Natal (RN). Valendo-se do seu posicionamento geográfico privilegiado, nas primeiras décadas do século XX a cidade se tornou importante entreposto aéreo, interligando Europa, África e América Latina. Nesse contexto, a Rampa funcionava como terminal de hidroaviões. Durante a Segunda Guerra Mundial, como base militar, foi um espaço-chave na história brasileira. Depois, na década de 70, aberta à população, passou a receber diversos estabelecimentos, até cair em desuso completo.

    É nessa edificação – agora totalmente reformada pelo governo do Estado do RN – que será instalado o Complexo Cultural Rampa – arte museu paisagem, um dos principais em desenvolvimento no Brasil.  Serão 11 mil m² com duas salas de exposição, salas educativas, espaço para café e restaurante, recepção, bilheteria, área externa para eventos com até três mil pessoas, estacionamento e a calçada Potengi, espaço com visão privilegiada do rio.

    A ocupação artística está sob responsabilidade da Casa da Ribeira. A curadoria é de Gustavo Wanderley e Rafael Bicudo, com coordenação museológica de Marília Bonas, além de outros seis núcleos de trabalho. O projeto é viabilizado através da Lei Câmara Cascudo de renúncia fiscal, pela qual empresas destinam parte do seu ICMS para patrocínio cultural. A captação está em curso.

    Foto: Brunno Martins

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    Rampa lança filme gravado na nascente do rio Potengi

    Gravado na nascente do rio Potengi, em Cerro Corá, o filme “Renascente”, realizado pelo projeto RAMPA – arte museu paisagem e produzido pela House Cultura, já tem quase 70 mil visualizações desde seu lançamento, em janeiro, no Instagram. Com direção de Gustavo Wanderley e performance da bailarina Ana Cláudia Viana, o curta-metragem dialoga com a ideia de regeneração proposta no projeto de ocupação artística do Complexo Cultural Rampa, em Santos Reis, que abrirá as portas neste ano.

    A paisagem é conceito-chave no projeto, um de seus três eixos principais (arte museu paisagem). Ela é percebida não só como um lugar — dada a localização do Complexo Cultural, à beira do Potengi —, mas também como perspectiva filosófica, que abarca tudo e todos que a compõem.

    “Uma de nossas intencionalidades na ocupação do Complexo Cultural é chamar atenção para a necessidade do desenvolvimento regenerativo.  Não podemos olhar para o Rio que passa em frente à Rampa sem pensar na nascente e por todo caminho que essa água percorre até chegar aqui. Essa foi uma das nossas inspirações para a criação do filme”, explica Gustavo, que também é cocurador do projeto Rampa – arte museu paisagem.

    A concepção de “Renascente” foi uma cocriação. Além de Gustavo na direção e roteiro e a performance de Ana Claudia, o trabalho contou com direção de fotografia, captação e edição de André Rosa e trilha sonora original de Dan Cunha.

    Foi para a gravação, no final de 2021, que Ana Claudia conheceu a nascente do Potengi. Como inspiração, trazia a ideia de que o rio, tal qual uma serpente, atravessa territórios, sem permanecer em nenhum lugar. “A ideia de ancestralidade foi uma das primeiras inspirações, mas o paradoxo de que o rio ao mesmo tempo que parece frágil consegue ficar enorme ao longo do caminho, algo que não deixa de falar sobre nós e a possibilidade de sermos potência, também nos inspirou”, revela.

    A dedicação do Grupo Guardiões da Nascente do Rio Potengi e em especial da guardiã Matilde Costa também trouxeram influências para a obra. “Presenciar o trabalho que é feito com tanta dedicação nesse lugar que deve ser preservado, sem dúvida, foi inspirador para todos nós durante a gravação. O sentimento foi de que a natureza está diante de nós, mas também faz parte de cada um.”

    Para Matilde, a obra traz a integração entre arte e natureza e divulga o trabalho que é feito por eles em Cerro Corá para conservação da nascente. “Nosso objetivo é que as futuras gerações possam ver e contemplar o que preservamos. Só a satisfação de poder fazer algo pelo nosso ecossistema já vale muito, então um filme como esse, que leva nosso trabalho para outros lugares, é incrível”, conta.

    André Rosa explica que a obra também fala sobre como o corpo se relaciona com o espaço e com a natureza, mas não tem um conceito totalmente fechado. “A gente pensou em diversos caminhos e propostas, mas queremos que as pessoas se sintam livres para perceber suas próprias histórias a partir do filme.”

    A obra, com 8 minutos, segue disponível no instagram @rampa.cultura.

    Serviço

    O quê? Filme Renascente
    Onde? Disponível em instagram.com/rampa.cultura  

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    Projeto de ocupação artística do Complexo Cultural Rampa captou apenas 38% dos recursos

    A Fase II do projeto Rampa – arte museu paisagem, aprovada na Lei Câmara Cascudo em 2021, fechou o ano sem a captação total dos recursos previstos no valor de R$ 6.479.267,00. O volume captado em 2021 foi de R$ 2,5 milhões de reais, o equivalente a cerca de 38% do montante total.

    Agora, a meta da Casa da Ribeira, responsável pela ocupação artística, é captar o valor em falta. A expectativa é garantir, junto a empresas, investimentos em patrocínio que permitam a implementação do Complexo Cultural.

    Com o processo de captação ainda em andamento, a previsão de inauguração passa para o segundo semestre de 2022. Os núcleos de trabalho (arquitetura, planejamento, comunicação, administrativo e museológico) seguem em atividade.

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    Complexo Cultural Rampa e UFRN firmam parceria para lançamento de livro sobre Augusto Severo

    O mês de maio marca 120 anos do encantamento de Augusto Severo, expoente norte-rio-grandense, político, jornalista, inventor e aeronauta de relevância internacional e a realização do seu invento mais ousado, o Pax, dirigível que explodiu em Paris durante seu primeiro voo experimental. Com o objetivo de recuperar essa memória histórica e tornar ainda mais conhecido esse personagem, diversas parcerias e homenagens estão em curso. Uma delas envolve o Complexo Cultural Rampa e a UFRN, com a publicação do livro “Os balões de Augusto Severo”, do escritor Rodrigo Visoni.

    As tratativas para essa parceria foram firmadas por Gustavo Wanderley, curador do projeto Rampa – arte museu paisagem e pela professora  Ângela Paiva, coordenadora do Parque Científico Tecnológico do Rio Grande do Norte Augusto Severo (PAX/UFRN), em reunião realizada no último dia 11, exatamente exatamente quando se celebrava os 158 anos do nascimento de Augusto Severo. O encontro capitaneado pelo vice-governador do Estado, Antenor Roberto, contou com diversas entidades ligadas ao tema.

    A publicação do livro deverá ser a primeira do selo Rampa Edições, do projeto Rampa – arte museu paisagem, em parceria com a Editora da UFRN e projeto PAX. Com abertura prevista para o primeiro semestre de 2022, o espaço Complexo Cultural Rampa, em Santos Reis, está na fase de criação do acervo e do programa educativo.

    Segundo Gustavo Wanderley, curador do Rampa – arte museu paisagem – , apoiar esse tipo de obra está diretamente relacionado ao propósito do complexo, que além de abrigar exposições de arte, quer oportunizar o desenvolvimento humano e de novas ideias. “Mais do que revelar um homem que inventou uma máquina, falar de Augusto Severo é falar de um jovem inquieto que conseguiu imaginar-se voando. Com essa publicação, queremos impulsionar a memória de alguém que sonhou e conseguiu. Queremos pensar e fomentar a potência do sonho, a potência do realizar”, explica o curador.

    Resultado de anos de pesquisa, o livro “Os balões de Augusto Severo”, de Rodrigo Moura Visoni, é ricamente ilustrado e resgata a vida e a obra de Augusto Severo de Albuquerque Maranhão, que foi concorrente de Alberto Santos Dumont na busca pela dirigibilidade aérea. Augusto Severo foi o projetista dos dois primeiros dirigíveis semirrígidos do mundo, o Bartholomeu de Gusmão (1894) e o Pax (1902), e inventor de novos tipos de motores e engenhos aéreos.  

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    Museóloga destaca pioneirismo do Complexo Cultural Rampa

    Com previsão de abertura para o primeiro semestre de 2022, o Complexo Cultural Rampa, em Santos Reis, segue com o trabalho para construção do acervo museológico. Quem coordena esta ação é Marília Bonas, profissional com reconhecido trabalho na área de Museologia, atual diretora do Conselho Internacional de Museus. Durante esta semana, ela está em Natal para acompanhar presencialmente o andamento do projeto Rampa – arte museu paisagem.

    Atualmente, o Núcleo Museológico do projeto conta com três pesquisadores dedicados à articulação social no território resgatando memórias, levantando informações em arquivos potiguares e nacionais e criando o glossário poético visual do imaginário no entorno da Rampa. A partir disso será construído o acervo museológico digital, que poderá ser acessado de qualquer lugar do mundo, com um banco de dados online colaborativo a respeito desse lugar de memória.

    Para Marília, o Complexo Cultural Rampa é algo inédito no Brasil em termos de escala e proposição. “O Complexo traz algo pioneiro, que é a discussão da paisagem, da regeneração e do sonho a partir de um lugar de memória. Existem muitas camadas de memória no espaço – a mais conhecida está relacionada com a Segunda Guerra Mundial -, mas há várias outras que nos levam a pensar o Rio Grande do Norte como um local de inventividade, inovação, conexão com a natureza, com a paisagem e com o território. Nosso trabalho vem para trazer diversas vozes e pontos de vista sobre esse patrimônio”, explica.

    Durante a passagem por Natal, Marília deve também dar continuidade a uma interlocução junto a Fundação Rampa, entidade potiguar que possui um acervo ligado ao espaço. “Queremos desenvolver parcerias que possam fortalecer o eixo turístico, ligando o Complexo Cultural Rampa e o Centro Cultural Trampolim da Vitória, em Parnamirim, que estão conectados pelo papel estratégico de Natal no contexto da Segunda Guerra Mundial”, aponta Marília.

    A pesquisa para o levantamento do acervo já conta com algumas parcerias. Uma delas é com a Smithsonian Institute – a maior rede de museus públicos norte-americanos, sediada em Washington. Também estão previstas parcerias com a Biblioteca do Congresso dos EUA – detentora do maior acervo arquivístico e iconográfico sobre as atividades da Rampa no período da 2ª Guerra Mundial – e com o Getty Institute, proprietária dos direitos de imagem de Hart Preston, fotógrafo da revista Life que documentou as atividades da Rampa em imagens icônicas.

    O COMPLEXO

    O Complexo é um equipamento cultural do Governo do Estado do RN; Rampa – arte museu paisagem é um projeto da Casa da Ribeira, instituição independente e com expertise na elaboração e gerenciamento de projetos culturais. A produção executiva é da House Cultura, com benefícios da Lei Câmara Cascudo de Incentivo à Cultura, Fundação José Augusto e Governo do RN.

    A construção do acervo museológico faz parte da fase 1 do projeto, orçada em R$ 999 mil. A elaboração de um programa educativo, a montagem de uma exposição temporária, além de estudos e consultorias para definir o mais adequado modelo de gestão do Complexo também fazem parte dessa etapa.

    Totalmente reformado pelo Governo do Estado, o Complexo Rampa tem 11 mil m² e conta com duas salas de exposição, salas educativas, espaço para café e restaurante, recepção, bilheteria, área externa para eventos com até 3 mil pessoas, estacionamento e a calçada Potengi, espaço com visão privilegiada do rio.

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    Complexo Cultural Rampa busca personagens e histórias do local para compor acervo

    O Complexo Cultural Rampa, localizado exatamente na antiga Rampa, uma das edificações mais importantes de Natal, no bairro de Santos Reis, está em processo de pesquisa para construção do acervo. Com o intuito de resgatar memórias sobre o lugar,  o Núcleo Museológico do projeto Rampa – arte museu paisagem busca narrativas e personagens.

    Para isso, foi criado um canal de comunicação direta com o Núcleo, via Whatsapp, onde todos podem compartilhar essas histórias. Pessoas que trabalharam na Rampa, viveram momentos marcantes que envolvem o espaço ou possuem qualquer outra lembrança do local, podem entrar em contato  pelo WhatsApp (84 99191-9680). O Núcleo Museológico pede também que as pessoas indiquem conhecidos que possam ter essas informações.

    A curadoria do projeto Rampa – arte museu paisagem é de Gustavo Wanderley e Rafael Bicudo e a coordenação do núcleo museológico está à cargo de Marília Bonas, profissional com reconhecido trabalho na área de Museologia, hoje é diretora técnica do Museu da Língua Portuguesa e do Museu do Futebol.

    Segundo Marília, o acervo museológico será composto por referências patrimoniais em ambiente digital. “Estamos mapeando e documentando as ocupações do território não só por meio de arquivos históricos e publicações, mas, especialmente, pela voz dos moradores e trabalhadores, formando, assim, um dos principais núcleos de testemunhos de seu acervo museológico, a ser disponibilizado em plataforma digital. Nesse contexto, o protagonismo de pescadores, marisqueiros e de todo comércio pesqueiro é indiscutível – não só na perspectiva histórica, mas como principal cadeia produtiva a ser visibilizada, apoiada e potencializada em seus saberes e fazeres”, explica.

    Localizado na antiga edificação – que foi totalmente reformada pelo Governo do Estado -, o Complexo Cultural Rampa é um dos maiores equipamentos culturais em desenvolvimento no país. Sua área de 11 mil m²  compreende duas salas de exposição, salas educativas, espaço para café e restaurante, recepção, bilheteria, área externa para eventos com até 3 mil pessoas, estacionamento e a calçada Potengi, espaço com visão privilegiada do rio, devolvendo à cidade o acesso à paisagem.

    A ocupação artística do complexo, com o projeto Rampa – arte museu paisagem, está sob responsabilidade da Casa da Ribeira, instituição independente e com expertise na elaboração e gerenciamento de projetos culturais, e produção executiva da House Cultura. O projeto está dividido em duas fases e será viabilizado através da Lei Câmara Cascudo de renúncia fiscal (onde empresas destinam parte do seu ICMS para patrocínio cultural). A inauguração será em 2022.

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